Ponte 25 de Abril vista do Cristo Rei em Almada

Fotos de Cidália Teixeira - Lisboa e Ponte 25 de Abril vistas do alto do Cristo Rei em 12 de março de 2011
Fotos de Cidália Teixeira , Cristo Rei em 12 de março de 2011

História do Santuário Nacional de Cristo Rei

A inspiração “nasce” no Brasil

A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei surge em 1934, aquando de uma visita ao Brasil do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Ao passar pelo Rio de Janeiro, viu a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado e logo no seu coração nasceu o desejo de construir semelhante obra em frente a Lisboa. Em 1936, a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei foi transmitida ao “Apostolado de Oração”, que a acolheu entusiasticamente. Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida, sendo proclamada oficialmente na Pastoral Colectiva da Quaresma de 1937.

Contexto sociopolítico

As condições económicas e sociais que os países ocidentais enfrentaram após a I Guerra Mundial (1914-1918), obrigaram à reconstrução das economias, endividamento, crises de superprodução. A queda dos valores das acções na bolsa em Nova Iorque originou igualmente uma profunda recessão económica em 1929, (que se prolongou durante a década de 30), provocando agitação social, desemprego em massa e consequente pobreza.
Todas estas condições levantaram graves problemas aos governos de democracia liberal, que tinham saído vencedores da guerra, cujas políticas orientavam a maior parte dos países ocidentais. Este facto, aliado à incapacidade demonstrada para resolver a crise vigente, fez crescer uma onda de descontentamento das populações e deu azo ao crescimento de forças da oposição, principalmente com os movimentos radicalistas de esquerda - marcados pelo avanço do socialismo marxista-leninista na Rússia – e de direita em Itália e na Alemanha., duas nações que tinham sentido mais duramente atingidas pela guerra. Na Alemanha, o desemprego rondou mesmo os 43 por cento, mas com a chegada de Hitler ao poder em 1933, foi empreendida uma política de rearmamento (que se revelou fulcral para o início da II Guerra Mundial) que criou emprego, algo que deixou o povo alemão rendido a este novo político, que mais tarde seria responsável por milhares de mortes. Na União Soviética, ocorreram também numerosos massacres, nomeadamente com o extermínio de agricultores abastados, os “Kulak”.

Em Portugal, as condições sociais não eram muito melhores e os conflitos decorrentes da I República originaram uma reacção conservadora, que culminou com o golpe de 28 de Maio de 1926, perpetrado pelo exército e apoiado maioritariamente por republicanos moderados, monárquicos e católicos de várias facções. O descontentamento era geral e crescia mesmo entre as classes médias portuguesas, que tinham sido o principal apoio à República. As greves sucediam-se e este clima foi apenas ultrapassado com a vitória do general Óscar Carmona nas eleições presidenciais de 1928 e com a escolha de António de Oliveira Salazar para ministro das Finanças. Salazar conseguiu equilibrar as contas nacionais, o que lhe garantiu um grande prestígio. Posteriormente, em 1932, Salazar é nomeado chefe de Governo e em 1933 é promulgada uma nova Constituição, que redundou no Estado Novo, um regime sob o governo pessoal de Salazar até 1968. O sistema político nacional passou então a ser um regime corporativo, definindo-se como autoritário, nacionalista e colonial.
A vizinha Espanha vivia uma sangrenta Guerra Civil, iniciada em 1936 e estava também ameaçada pelo perigo da proliferação do comunismo ateu nos países ditos de tradição cristã, algo que Nossa Senhora, em Fátima, já previra, ao afirmar que a Rússia haveria de espalhar os seus erros pelo mundo (ver caixa).

Ver o site oficial em :http://www.cristorei.pt/aboutus.aspx



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