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08/11/16

Engenho a tirar água da Nora

Vídeo de Cidália Teixeira

Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços. Por outro lado construíram ainda levadas e canais de irrigação, subterrâneas, e à superfície, construindo não raras vezes autênticos monumentos, por onde a água era levada para outras culturas[1].
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados. Inicialmente, eram accionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mas hoje trabalham com potentes motores.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões.
[1] - Teixeira 2003



24/01/16

Platibanda Algarvia: Luz de Tavira





















Foto de Cidália Teixeira

Casa apalaçada construída nos princípios do século XX.
Fica situada junto à estrada Nacional 125, na Vila de Luz de Tavira e tem uma das mais ricas ornamentações em Platibandas.
Foto e texto da autora do Blogue

"O termo arquitectónico Platibanda designa uma faixa horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.
Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio. Para esconder a antiga vocação do imóvel, moderniza-se a fachada e coloca-se uma platibanda (que pode ser uma parede mais alta que o telhado, para assim escondê-lo e tirar a aparência de casa)".

23/01/16

Platibandas Algarvias: Sto Estevão - Tavira


                      Foto de Cidália Teixeira

O termo arquitectónico Platibanda designa uma faixa horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.
Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio (1). Esta platibanda da imagem é um exemplo do que foi referido. Esta casa em Santo Estevâo albergava uma mercearia tradicional e, não longe vão os tempos em que a Sra Carminha aqui vendia de tudo o que se consumia num lar.

(1)In:http://pt.wikipedia.org/wiki/Platibanda

22/01/16

Herança Árabe: Nora e Engenho

O Algarve foi a região de Portugal onde a presença Muçulmana deixou mais marcas indeléveis que ainda perduram na paisagem. Por outro lado é interessante verificar que um dos factores que condiciona a ocupação humana tem muito a ver com a prática da agricultura de regadio.
As noras de engenho mourisco foram ao longo dos anos utilizadas como forma de captação e distribuição de água para a rega dos campos.
No Centro de Faro encontra-se a nora que vemos na imagem, a qual foi protegida com uma rede de ferro, devido ao seu desuso, para protecção dos mais descuidados, mas restaurado o seu engenho e respectivo aqueduto que outrora levava a água até ao tanque de rega.

19/01/16

Noras e Engenhos



Fotos de Cidália Teixeira
Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços.
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados.
Inicialmente, eram acionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mais tarde adaptados a motores a gasóleo.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões. Em Estoi existem ainda muitas destas noras, em propriedade privada, de diversos estruturas conforme se podem verificar na estrada entre Estoi e Faro.

Texto de Cidália Teixeira, C. in tese de PG, UNL-2002

15/12/13

Palácio da Galeria


 
O Palácio da Galeria, situado em Tavira, na encosta voltada à zona ribeirinha, foi classificado, pela Secretaria de Estado da Cultura, como monumento de interesse público.
 Trata-se do “maior e mais emblemático edifício civil de Tavira”, de origem quinhentista (se não mais recuada) e que conserva na sua estrutura diversos elementos arquitetónicos góticos, renascentistas e barrocos de grande interesse patrimonial.
 A fachada principal, voltada para o núcleo antigo da cidade, resulta da profunda campanha de obras do século XVIII, destacando-se o portal térreo e as janelas do piso nobre, com cantarias barrocas.
O pátio, com galeria de arcadas renascentista, é considerado um dos mais interessantes do género no país. No interior, os forros de madeira dos caraterísticos telhados de tesoura suportam a pintura decorativa.
A classificação do Palácio da Galeria reflete os critérios constantes do artigo 17.º da lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva.
 Atualmente, este edifício funciona como museu municipal e disponibiliza uma oferta cultural a todos os munícipes e visitantes.
 No Palácio da Galeria, encontram-se patentes as exposições «Memória e Futuro – Património, Coleções e a Construção de um Museu para Tavira» e «Dieta Mediterrânica – Património Cultural Milenar».
O Palácio da Galeria – Museu Municipal de Tavira encontra-se aberto de terça-feira a sábado, entre as 10:00h e as 12:30h e das 14:00h às 17:30h.

In: http://www.diarionline.pt/noticia.php?refnoticia

16/05/13

Herança Islâmica no Algarve

 
O Vaso Islâmico encontrado nas muralhas do Castelo de Tavira, é o único exemplar até agora recolhido no mundo Islâmico. Presentemente está exposto no Museu Islâmico da Cidade e é o seu ex-libris.
 

 

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