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13/04/15

"A Grande Guerra (1914-1918) e a Guerra de África (1961-1974)"

Palestra
 
No próximo dia 15 de Abril de 2015 (quarta-feira) pelas 18.00h, no auditório da Santa Casa da Misericórdia, em Loulé, tem lugar uma palestra intitulada: "A Grande Guerra (1914-1918) e a Guerra de África (1961-1974) como causa das mudanças de regime politico em Portugal", a proferir pelo Sr.  Tenente-Coronel, Pedro Alexandre M. Marquês de Sousa.
 
 

30/10/14

As Mulheres na Primeira Guerra Mundial

 A Atuação das mulheres na Guerra: Durante a Primeira Guerra Mundial, as mulheres que viviam nos países envolvidos no conflito, sofreram as consequências. Enquanto os homens deslocavam-se em grande quantidade para os campos de batalha, mulheres de classe média e alta passaram a trabalhar fora de casa.
No campo as mulheres ficaram responsáveis pela produção agrícola e pela criação de animais. As que viviam nas cidades foram trabalhar com transportes, dirigindo ônibus e caminhões, e também nas indústrias, entre elas a bélica. Muitas mulheres também se dirigiram para os campos de batalha para trabalhar como enfermeiras, cozinheiras, motoristas de ambulâncias e etc.


 Funcionárias de uma montadora, em 1917.

Trabalhadoras da construção civil.

 
Limpadoras de janelas, em Nottingham. (1917)

 
Mulheres encarregadas de alimentar um forno de carvão vegetal. 

  Membros do serviço de polícia das mulheres durante a Primeira Guerra Mundial.

 Elas também acabaram ficando responsáveis pelo campo. (1918)
 

08/01/14

A Escravatura


Os primeiros escravos trazidos da costa de África desembarcaram na cidade de Lagos, no Algarve, no século XV (1444). O cronista Gomes Eanes de Zurara relata, de forma comovente, na sua «Crónica da Guiné», a chegada dos cativos a Portugal. Muitos dos escravos gemiam, choravam ou lamentavam-se numa espécie de canto. O momento mais dramático sucedeu quando se procedeu à divisão dos escravos: as mulheres foram separadas dos maridos, os filhos do...s pais, os irmãos dos irmãos, no meio de enormes gritos de dor.

“Uns tinham as caras baixas e os rostos lavados com lágrimas, olhando uns contra os outros, outros estavam gemendo mui dolorosamente, outros feriam seu rosto com suas palmas, lançando-se tendidos no meio do chão, outros faziam suas lamentações em maneira de canto, segundo o costume da sua terra, nas quais, posto que as palavras de linguagem os nossos não pudessem ser entendidas, bem correspondiam ao grau da sua tristeza (…). Tanto que os tinham posto em uma parte, os filhos que viam os pais na outra, alevantavam-se rijamente e iam-se para eles, as mães apertavam os mais pequenos nos braços (…) por não lhes serem tirados.”
Gomes Eanes de Zurara, «Crónica da Guiné».
In: Associação dos professores de história

26/03/13

Estudo das Ânforas Romanas

Irá realizar-se nos dias 26 e 27 de Abril de 2013 no Museu Nacional de Arqueologia um curso de “Introdução ao Estudo das Ânforas Romanas”. Este terá como formador o Professor Doutor Carlos Fabião.
Pretende-se uma abordagem de síntese aos vários tipos de fabrico dos contentores anfóricos que marcam a época romana.
 

06/06/11

Os desembarques da Normandia

Os desembarques da Normandia foram operações de desembarque durante a invasão da Normandia pelos Aliados, também conhecida como Operação Overlord e Operação Neptuno, durante a Segunda Guerra Mundial. O desembarque começou na terça-feira, 6 de Junho de 1944 (Dia D), com início às 06:30 (UTC+2). No planeamento, o Dia D foi o termo usado para o dia de desembarque real, que era dependente de aprovação final.
 O assalto foi realizado em duas fases: uma aterragem de assalto aéreo de 24.000 britânicos, estadunidenses, canadenses e tropas livres de franceses aerotransportados pouco depois da meia-noite e um desembarque anfíbio da infantaria aliada e divisões blindadas na costa da França, com início às 6:30 da manhã. 


O plano do grande ataque à zona francesa foi elaborado pelos mais respeitados generais dos Estados Unidos, entre eles estava o general Dwight David Eisenhower (que, em 1952 se tornaria o presidente dos Estados Unidos da América), Comandante Supremo das Forças Aliadas, e por grandes homens ingleses, entre eles, o Primeiro Ministro Winston Churchill. Olhando o mapa do território, os comandantes aliados chegaram à conclusão de que além de desembarcar soldados e equipamentos na costa da Normandia, para quedistas (que na época eram os soldados da Airborne) deveriam ser lançados em lugares estratégicos, tomando pontes, vilas, etc e executando missões de sabotagem. Toda essa estratégia, elaborada por mais de três anos, deu certo. Logo após o salto dos para quedistas, mesmo tendo eles se espalhado caoticamente por toda a Normandia, os aliados disseram que o erro de Hitler ao criar a Muralha do Atlântico foi não ter colocado um telhado nela.
Na imagem estão indicados os principais pontos de desembarque e de ataque do Dia D. Tal imagem é o mapa que foi apresentado pelo General Eisenhower quando da invasão.

Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Desembarques_da_Normandia

06/05/11

6 de Maio - Dia de Santa Benedita


Santa Benedita, que tem seu dia comemorado em 6 de Maio, viveu no Século VI e era uma freira de um convento fundado em Roma por Santa Galla.
O papa São Gregorio, o magno, narra em uma historia que São Pedro apareceu a Santa Benedita em uma visão para avisá-la de sua morte.
Dedicava a sua vida em ajudar os pobres e doentes e certa vez uma de suas companheiras de convento viu um anjo a fazer os afazeres de Santa Benedita porque ela estava fora a cuidar de um doente e suas tarefas não podiam se atrasar.
Quando morreu, uma luz brilhante e um perfume forte de incenso encheram o quarto.
Seu túmulo passou a ser local de romaria e vários milagres são creditados a sua intercessão. Mais tarde suas relíquias foram trasladadas para a igreja de Santa Maria Maior em Roma.

Citações: http://www.presenteparahomem.com.br/6-de-maio-dia-de-santa-benedita/

01/05/11

1 de Maio de 1974 em Portugal

1 de Maio - Dia do trabalhador

História do dia do trabalhador


No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. Foi este o resultado desta segunda manifestação. A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.

Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

26/04/11

Madrid - Picasso e Guerra Civil

O ataque à cidade basca de Guernica, no norte da Espanha, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) completa 74 anos nesta terça-feira.
A acção --que inspirou a obra de Pablo Picasso intitulada "Guernica", hoje exposta no museu Rainha Sofia, em Madri-- ocorreu em 26 de Abril de 1937.
Na ocasião, a pequena cidade basca foi bombardeada pelas forças da Alemanha e da Itália que tentavam ajudar os nacionalistas aliados ao general Francisco Franco a ganhar a guerra, matando milhares de pessoas.
Em cerca de duas horas, cerca de 22 toneladas de explosivos e foram lançados contra a cidade, de cerca de 5.000 habitantes.
As vítimas variam entre 250 e 1.654, dependendo das fontes de informação. Historiadores citam a acção como um "bombardeio terrorista", que visou atingiu civis para atingir a moral do inimigo.
Ver em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/907597-ataque-a-cidade-de-guernica-na-espanha-completa-74-anos.shtml

15/04/11

Almada

Fotos de Cidália Teixeira, 12 de março de 2011
(Foto retirada de: http://www.google.pt/images, retirada em 13 de Março de 2011)

Almada é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa e sub-região da Península de Setúbal, sendo a sexta cidade mais populosa de Portugal, com cerca de 101 500 habitantes.

Almada é sede de um pequeno mas densamente povoado município com 70,2 km² de área e 166 103 habitantes (2008), subdividido em 11 freguesias. Algumas das freguesias que fazem parte da cidade de Almada são o Feijó, Cacilhas, Cova da Piedade, Almada, Laranjeiro e Pragal, que constituem uma área urbana de 13,74 km². O município é limitado a leste pelo município do Seixal e a sul por Sesimbra, e possui uma longa costa a oeste para o Oceano Atlântico, e a norte e nordeste abre-se para o Estuário do Tejo, frente aos municípios de Lisboa e Oeiras. O rio Tejo, o maior da Península Ibérica desagua entre Almada e Oeiras.
O concelho recebeu foral de Dom Sancho I em 1190. Almada foi elevada à categoria de cidade em 1973. Outra localidade do município de Almada com estatuto de cidade é a Costa da Caparica, esta elevada a cidade em 2004.
A zona de Almada foi escolhida pelos árabes para a construção de uma fortaleza no promontório natural, sendo esta destinada à defesa e vigilância da entrada no rio Tejo, em frente de Lisboa, desenvolvendo-se a povoação nos domínios da defesa militar, da agricultura e da pesca.
Almada, uma das principais praças militares árabes a sul do Tejo, foi conquistada pelas forças cristãs de D. Afonso Henriques em 1147, ficando posteriormente na posse dos Cavaleiros de Santiago, por carta assinada por D. Sancho I, em 26 de Outubro de 1186. Em 1190, D. Sancho I outorgou o primeiro foral aos moradores de Almada. No entanto, em 1191 ocorre uma nova invasão árabe sob o comando de Yusuf al-Mansur, com origem em Sevilha. Esta invasão adquire lentamente uma expressão significativa, alcançando e tomando Alcácer do Sal, marchando sobre Palmela e Almada, sendo esta abandonada pelos cavaleiros da Ordem Militar. A povoação ficou grandemente destruída pela acção das forças árabes.

O povoamento de Almada é realizado de forma lenta mas contínua, reconstituindo-se parcialmente o modo de vida praticado anteriormente. No início do século XIII, a sociedade vive um período de organização e estabilização segundo os direitos e deveres consignados no código foraleiro, complementados pelos antigos usos e costumes do direito consuetudinário.

Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Almada

07/04/11

9 de Abril de 1918 - Batalha de Lys



A ”Batalha do Lys”  deu-se entre 9 de Abril e 29 de Abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, sector de Ypres, na região da Flandres, na Bélgica.
Nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.

A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11° Corpo Britânico, com cerca de 84.000 homens, entre os quais se compreendia a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20.000 homens, dos quais somente pouco mais de 15.000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa. Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6º Exército Alemão, com cerca de 55.000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva “Georgette” e visava a tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.
Entre as diversas razões para esta derrota tão evidente, têm sido citadas, por diversos historiadores, as seguintes:

  • A revolução havida no mês de Dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo ”Partido Democrático”.
  • A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
  • Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas inglesas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
  • O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
  • O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
  • O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à rectaguarda.
  • As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.
O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.

No entanto é de realçar o facto de a ofensiva da Primavera “Georgette” se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo alto comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas Norte-Americanas que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.

O objectivo do general Erich Ludendorff no sector Português consistia em atacar fortemente nos flancos do CEP, consciente que nesse caso os flancos das linhas Portuguesa e Britânica vizinha recuariam para o interior das suas zonas defensivas respectivas em vez de manterem uma frente coerente, abrindo assim uma larga passagem por onde a infantaria alemã se pudesse lançar. Coerente com essa táctica e para assegurar que os flancos do movimento alemão não ficavam desprotegidos, os estrategas alemães decidiram-se a simplesmente arrasar o sector Português com a sua esmagadora superioridade em capacidade de fogo artilheiro (uma especialidade alemã), e deslocando para a ofensiva um grande número de efectivos como se explica acima, (nas palavras dos próprios: “Vamos abrir aqui um buraco e depois logo se vê!”, o que também indicia o estado de espiríto já desesperado do planeamento da ofensiva), nestas condições não surpreende a derrocada do CEP, que apesar de tudo resistiu como pôde atrasando o movimento alemão o suficiente para as reservas aliadas serem mobilizadas para tapar a brecha.

Esta resistência é geralmente pouco valorizada em face da derrota, mas caso esta não se tivesse verificado a frente aliada na zona poderia ter sido envolvida por um movimento de cerco em ambos os flancos pelo exército alemão, o que levaria ao seu colapso. Trata-se de uma batalha com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abril de 1918.

Uma situação análoga à da batalha de La Lys foi a da contra-ofensiva alemã nas Ardenas na parte final da Segunda Guerra Mundial, Batalha do Bulge, que merece comparação pelas semelhanças entre ambas (...).
Os aliados só retomariam a iniciativa na frente ocidental passado mais de um mês.

Ver mais em: http://cc3413.wordpress.com/2010/04/09/batalha-de-la-lys

02/04/11

Moncarapacho

 História de Moncarapacho
Com D. Afonso Henriques, D. Sancho I, e seus sucessores até 1189, a conquista do Reino foi feita de norte para sul, numa tentativa de alargamento do território, no entanto só em 1249, no reinado de D. Afonso III, o Algarve foi definitivamente conquistado aos Mouros, a quem os Cristãos chamavam Sarracenos ou infiéis.
Não se sabe ao certo a origem de Moncarapacho, mas podemos afirmar que Moncarapacho é uma vila muito antiga devido aos muitos achados arqueológicos de diversas épocas. Esta freguesia apenas tem registos quando se separou da Freguesia de Santiago de Tavira em 1471, por ordem do Bispo D. João de Mello, em de 13 de Junho daquele ano. Nessa altura tinha a freguesia não mais de 100 fogos[1]. Em 1758, o cura desta freguesia, Manuel Mendes Correia, informa o seguinte:
“Tem uma praia chamada Fuzeta, quasi logar, que consta de muitas cabanas, e nelas moram os pescadores, em número de 109 fogos, com a sua Capela da sra do Carmo, onde se lhes diz missa nos Domingos e Dias Santos de Guarda” [2]. Moncarapacho trata-se, de uma Vila tipicamente Algarvia, onde não faltam vestígios quer Romanos quer Muçulmanos e, Segundo Luís Fraga da Silva esta será uma das localidades Algarvias com mais vestígios romanos e por onde passava a principal rede viária durante a ocupação romana.
De facto as fachadas das casas, as portas as chaminés e os monumentos religiosos, revelam um passado histórico glorioso de várias épocas da nossa história.
Também durante a ocupação Muçulmana, esta localidade tal como outras desta região, sofreu algumas transformações ao nível da paisagem, uma vez que foram aqui desenvolvidas diversas culturas e introduzidas outras por esta civilização. Também os processos de rega utilizados por estas gentes marcaram significativamente a paisagem rural.

[1] - In: Teixeira, 2003.
[2] - In: Oliveira, 1999: pag. 182.
 Fotos de Cidália Teixeira, Moncarapacho - Fevereiro de 2007

01/04/11

Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra

Fotos 2, 3, 4, e 5 de Cidália Teixeira, em 13 de março de 2011

Mandado edificar por D. João V em 1711, é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português e as peripécias da sua construção inspiraram um dos primeiros sucessos do Nobel das Literartura, José Saramago (Memoril do Convento). É o paradigma do reinado mais rico da história de Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil. Reconhece-se alguma inspiração do castelhano convento do Escurial, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja. O projecto original é de João Frederico Ludovice, também autor da basílica da Estrela, em Lisboa.

O convento foi ocupado pelos Franciscanos que desenvolveram a farmácia e a enfermaria, enquanto os outros ocupantes deste convento, os Dominicanos desenvolveram a biblioteca. Parte das instalações está ocupada pela Escola Prática de Infantaria, sendo possível visitar, a pedido, esta unidade militar e apreciar os monumentais corredores com centenas de metros dedicados às batalhas de Portugal e onde cabe um camião. Integram este conjunto monumental, o Palácio, o Museu, a Biblioteca conventual e a Tapada.
Aquilo a que vulgarmente se chama «Convento de Mafra» engloba o Palácio, o Mosteiro, a Biblioteca e a Basílica.
O monumento surge devido a uma promessa de Dom João V para que a rainha, Dona Maria de Áustria, lhe desse um filho varão. A rainha acabou por conceber um herdeiro, e o soberano, em cumprimento do voto, mandou construir um convento dedicado a Santo António.
A construção do mais imponente monumento barroco português iniciou-se em 1717, sob a orientação do arquitecto alemão Frederico Ludovici. Em 1730, o edifício estava concluído. São cerca de 200 metros de fachada, com a Basílica ao meio e o Palácio e o Mosteiro situados lateralmente.
Os mármores vieram das pedreiras de Pêro Pinheiro e Sintra e as madeiras do Brasil. De França, da Bélgica, de Itália e da Holanda chegaram os sinos, as estátuas, os carrilhões, as baixelas e a iluminária. O resultado é um enorme edifício com 880 salas, 300 celas, 4500 portas e janelas, 154 escadarias e 29 pátios.

O Palácio Real foi residência de veraneio, além de alojar a Corte por ocasião das caçadas reais. Um enorme corredor atravessa o palácio, dando acesso a todas as suas salas e aposentos. Os frescos são deslumbrantes, nomeadamente na Sala do Trono, onde dão ideia de relevo, parecendo estátuas.
Na Sala da Caça, pode ver-se uma impressionante quantidade de troféus, todos de animais caçados na Tapada. Até o mobiliário foi feito aproveitando as hastes de veados. Muito curiosa é também a Sala da Bênção, toda em mármore, a partir da qual, com a simples abertura de uma janela, os soberanos assistiam à missa na Basílica.

O Mosteiro reflecte bem o estilo de vida dos monges franciscanos, muito humilde, apenas com o essencial. A visita inclui a cozinha, a botica, o hospital (dentro de uma capela, é uma série de celas com abertura para um corredor central, onde se colocavam as camas dos doentes durante os ofícios religiosos) e as celas dos monges, onde os artefactos de autopunição, para expiação do pecado, eram uma constante.

A Biblioteca, mantida pelos religiosos, tem cerca de 36 mil volumes raros, que podem ser consultados, fora desta visita.

Depois de sair do Palácio, suba a escadaria central do Convento e visite a Basílica. Uma série de esculturas convida para o interior, todo em mármore, com 11 capelas, 45 tribunas, seis órgãos, 40 estátuas de figuras religiosas, quatro carrilhões (dois manuais, com teclados de quatro oitavas, e dois mecânicos) e 110 sinos, 93 dos quais ligados aos carrilhões. Os enormes sinos das torres Norte e Sul foram fundidos em Antuérpia, na Bélgica.
Ver mais em:
http://viajar.clix.pt/tesouros.php?id=82&lg=pt
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvReg
http://www.google.pt/images

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...