O Regresso do Imperador ao Brasil

Dia 10 de Abril de 1972, os restos mortais de D. Pedro I partem para o Brasil.


No dia 10 de Abril os restos mortais de Dom Pedro I deixaram Portugal embarcados em um navio com destino ao Brasil. À bordo do mesmo navio estava o Presidente português, Américo Tomas, que tinha a missão simbólica de entregar o corpo do ex-monarca ao presidente do Brasil, Médici, no dia comemorativo do “Descobrimento”, 22 de abril.
Canhões dos navios de escolta de Portugal e do Brasil deram salvas de canhão no momento em que eram embarcados no Funchal os restos mortais do homem que proclamou a Independência do Brasil (1822). O embarque dos despojos de D. Pedro foi precedido de uma cerimônia na cidade do Porto que durou uma hora e foi assistida por apenas 50 pessoas, entre as quais o Embaixador do Brasil em Lisboa.

No Brasil, o corpo de D. Pedro foi recebido com festividades. Na véspera da data oficial, o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, sediaria a abertura das comemorações, à qual seria assistida por mais de 70 mil crianças de escolas públicas.
No dia 22, com o desembarcar do presidente português e o corpo de Pedro, vários pontos da cidade sediariam distintas comemorações. Até o dia 25 do mesmo mês, os restos do ex-Imperador permaneceriam na Quinta da Boa Vista, da onde partiriam para o Rio Grande do Sul, em seguida.

Ao ir para o Brasil, D. Pedro deixava para trás seu coração. O lugar escolhido para abrigar o coração do falecido Imperador do Brasil foi a igreja da Lapa, no Porto, ficando separado de seu corpo por um imenso oceano. A razão desta separação foi que Dom Pedro amou seus dois países. A um, deu a independência, ao outro foi reconquistar, quando o pequeno Portugal sofria com a morte de D. João (1826) e temia a ascensão do caçula D. Miguel.]

Dom Pedro morreu no Porto, em 1834, e sua memória permaneceu viva tanto nos corações dos brasileiros quanto no do povo português.

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