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22/10/18

D. João V


22 de Outubro de 1689:
Nasce D. João V, "O Magnânimo"
Monarca português, vigésimo quarto rei de Portugal, o seu reinado, que durou de 1707 até à sua morte a 31 de Julho de 1750, foi um dos mais longos da História portuguesa. Nasceu a 22 de Outubro de 1689, filho de D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo, e recebeu o nome de João Francisco António José Bento Bernardo. Foi aclamado rei a 1 de janeiro de 1707. Casou a 9 de Julho de 1708 com D. Maria Ana da Áustria, irmã do imperador austríaco Carlos III.D. João V seguiu uma política de neutralidade em relação aos conflitos europeus mas empenhou-se fortemente na defesa dos interesses portugueses no comércio ultramarino, de que foi exemplo o Tratado de Utreque (1714), em que a França e a Espanha reconheceram a soberania portuguesa sobre o Brasil. Esta neutralidade foi possível devido à riqueza do reino proveniente da exploração das minas de ouro brasileiras.
D. João V pretendeu, à semelhança dos outros monarcas europeus, imitar Luís XIV. Defensor do absolutismo, não reuniu as Cortes uma única vez durante o seu reinado. Teve como principal ministro e homem de confiança o cardeal da Mota. Devido às grandes obras que promoveu no campo da arte, da literatura e da ciência, ficou conhecido por "o Magnânimo".
D. João V desenvolveu ainda as artes menores (talha, azulejo e ourivesaria) e as artes maiores através de vários pintores e escultores que se deslocaram de Itália para trabalhar em Lisboa e Mafra.
O Palácio-Convento de Mafra, mandado construir como forma de agradecer o nascimento do seu primeiro filho varão, e o Aqueduto das Águas Livres são dois exemplos de obras públicas de grande imponência. Deu nome a um período da história da arte portuguesa designado Barroco Joanino.
D. João V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. wikipedia (Imagens)

08/01/14

A Escravatura


Os primeiros escravos trazidos da costa de África desembarcaram na cidade de Lagos, no Algarve, no século XV (1444). O cronista Gomes Eanes de Zurara relata, de forma comovente, na sua «Crónica da Guiné», a chegada dos cativos a Portugal. Muitos dos escravos gemiam, choravam ou lamentavam-se numa espécie de canto. O momento mais dramático sucedeu quando se procedeu à divisão dos escravos: as mulheres foram separadas dos maridos, os filhos do...s pais, os irmãos dos irmãos, no meio de enormes gritos de dor.

“Uns tinham as caras baixas e os rostos lavados com lágrimas, olhando uns contra os outros, outros estavam gemendo mui dolorosamente, outros feriam seu rosto com suas palmas, lançando-se tendidos no meio do chão, outros faziam suas lamentações em maneira de canto, segundo o costume da sua terra, nas quais, posto que as palavras de linguagem os nossos não pudessem ser entendidas, bem correspondiam ao grau da sua tristeza (…). Tanto que os tinham posto em uma parte, os filhos que viam os pais na outra, alevantavam-se rijamente e iam-se para eles, as mães apertavam os mais pequenos nos braços (…) por não lhes serem tirados.”
Gomes Eanes de Zurara, «Crónica da Guiné».
In: Associação dos professores de história

07/08/11

Marquês de Pombal

Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu no dia 13 de Maio de 1699 em Lisboa. Em 1750, o Rei José I designou-o para o cargo de Secretário de Estado para os Assuntos Exteriores. Mas, após o terramoto que assolou Lisboa em 1755, os seus poderes tornaram-se quase absolutos, chegando a converter-se na figura mais relevante na reconstrução da capital portuguesa. O Canal de História traz aos seus ecrãs uma produção própria sobre o Marquês de Pombal, que aboliu a escravidão em Portugal, reorganizou o sistema educativo, publicou um novo código penal; definitivamente, o homem que, durante 27 anos, dirigiu a política e economia de Portugal.



Ver mais em: 
  • http://www.canaldehistoria.pt/vertv/sinopsis/409742_/O-Marqu%C3%AAs-de-Pombal
  • http://www.youtube.com/watch?v=v2i8x7dBXh4

01/05/11

1 de Maio de 1974 em Portugal

1 de Maio - Dia do trabalhador

História do dia do trabalhador


No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. Foi este o resultado desta segunda manifestação. A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.

Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

21/04/11

Lei de 21 de Abril de 1911

LEI DA SEPARAÇÃO DO ESTADO DAS IGREJAS

(DECRETO DE 20 ABRIL DE 1911)

Separa o Estado das Igrejas
O Governo Provisório da República Portuguesa faz saber que em nome da República se decretou, para valer como lei, o seguinte:

LEI DA SEPARAÇÃO DO ESTADO DAS IGREJAS
CAPÍTULO I
Da liberdade de consciência e de cultos

Artigo 1.° A República reconhece e garante a plena liberdade de consciência a todos os cidadãos portugueses e ainda aos estrangeiros que habitarem o território português.

Art. 2.° A partir da publicação do presente decreto com força de lei, a religião católica apostólica romana deixa de ser a religião do Estado e todas as igrejas ou confissões religiosas são igualmente auto¬rizadas, como legítimas agremiações particulares, desde que não ofendam a moral pública nem os princípios do direito político português.

Art. 3.° Dentro do território da República ninguém pode ser perse¬guido por motivos de religião, nem perguntado por autoridade alguma acerca de religião que professa.

Art. 4.º A República não reconhece, não sustenta, nem subsidia culto algum; e por isso, a partir do dia 1 de Julho próximo futuro, serão suprimidas nos orçamentos do Estado, dos corpos administrativos locais e de quaisquer estabelecimentos públicos todas as despesas relativas aos exercícios dos cultos.

Art. 5.º Da mesma data em diante serão extintas as côngruas e quaisquer outras imposições destinadas ao exercício do culto católico.

Art. 6.º O Estado, os corpos administrativos e os estabelecimentos públicos não podem cumprir directa ou indirectamente quaisquer encar¬gos cultuais, nem mesmo quando onerarem bens ou valores que de futuro lhes sejam doados, legados ou por outra forma transmitidos com essa condição que será nula para todos os efeitos, aplicando-se, de preferência, os respectivos bens ou valores a fins de assistência e beneficência, ou de educação e instrução.

Art. 7.º O culto particular ou doméstico de qualquer religião é absolutamente livre e independente de restrições legais.

Art. 8.° É também livre o culto público de qualquer religião nas casas para isso destinadas, que podem sempre tomar forma exterior de templo; mas deve subordinar-se, no interesse da ordem pública e da liberdade e segurança dos cidadãos, às condições legais do exercício dos direitos de reunião e associação e, especialmente, às contidas no presente decreto com força de lei.

Art. 9.° Considera-se culto público não só o que se exerce nos lugares habitual ou acidentalmente destinados ao culto, desde que este¬jam acessíveis ao público, qualquer que seja o número de assistentes, mas o que é realizado em alguma outra parte com a intervenção ou assistência de mais de 20 pessoas, computadas nos termos do artigo 282 o e § 2.° do Código Penal.

Art. 10.° Para os efeitos do presente decreto o ensino religioso, onde quer que se ministre, é também considerado culto público, e as casas de educação e instrução ou de assistência e beneficência são sem¬pre consideradas como acessíveis ao público.
 Ver mais em: http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/dreligiolegis.html

18/04/11

18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi criado pelo ICOMOS a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. Esta comemoração tem como objectivo sensibilizar o público para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua protecção e conservação.
Os temas anualmente sugeridos pelo ICOMOS pretendem promover o estabelecimento de uma ligação efectiva entre as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais. Assim, através desta data comemorativa, pretende‐se celebrar o património nacional, mas, também, a solidariedade internacional em torno da salvaguarda e da valorização do património de todo o mundo.

Este ano, o tema para o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios é Água: cultura e património. A água constitui um bem essencial à vida e tem influenciado, de forma decisiva, a actividade humana. Indispensável como meio de subsistência, fonte de energia e matéria-prima, tem sido um recurso utilizado para os mais variados fins – circulação e transporte, agricultura, indústria, aplicações terapêuticas, higiene, recreação e lazer, entre outros ‐, condicionando a evolução das sociedades, a sua distribuição geográfica, e influenciando os ambientes naturais, culturas e paisagens.

In: http://www.igespar.pt/pt/news

14/04/11

Charles Spencer Chaplin

Charles Spencer Chaplin, KBE, mais conhecido como Charlie Chaplin (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, produtor, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919.

Seu principal e mais famoso personagem foi The Tramp, conhecido como Charlot na França e no mundo francófono, na Itália, Espanha, Portugal, Grécia, Romênia e Turquia, e como Carlitos ou também "O Vagabundo" no Brasil. Consiste em um andarilho pobretão que possui todas as maneiras refinadas e a dignidade de um cavalheiro (gentleman), usando um fraque preto esgarçado, calças e sapatos desgastados e mais largos que o seu número, um chapéu-coco ou cartola, uma bengala de bambu e - sua marca pessoal - um pequeno bigode-de-broxa.

Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky.
Em 2008, em uma resenha do livro Chaplin: A Life, Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio estava se dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam."

Por sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d 'Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).

12/04/11

António José de Almeida

António José de Almeida, único Presidente da I República Portuguesa que cumpriu integralmente o mandato de quatro anos para que fora investido, profere, a 12 de Abril de 1921, num banquete de gala em honra de missões estrangeiras que vieram a Portugal, o seguinte discurso: «Portugal é um velho país, que deseja continuar as tradições dos seus maiores, e, assim como as modernas investigações historiográficas estão revelando novos e importantes aspectos da nossa antiga epopeia de descobridores e conquistadores - o que nos engrandece ainda mais no conceito do mundo – assim também os observadores atentos podem notar que, actualmente, entre nós, se estão multiplicando os fenómenos de ordem política e social que hão-de conduzir este povo a um destino glorioso, que será, historicamente, a continuação do destino de outrora.»

Fonte: Diário de Lisboa n.º 6, de 13-04-1921, 1º ano de publicação, p. 1

10/04/11

O Regresso do Imperador ao Brasil

Dia 10 de Abril de 1972, os restos mortais de D. Pedro I partem para o Brasil.


No dia 10 de Abril os restos mortais de Dom Pedro I deixaram Portugal embarcados em um navio com destino ao Brasil. À bordo do mesmo navio estava o Presidente português, Américo Tomas, que tinha a missão simbólica de entregar o corpo do ex-monarca ao presidente do Brasil, Médici, no dia comemorativo do “Descobrimento”, 22 de abril.
Canhões dos navios de escolta de Portugal e do Brasil deram salvas de canhão no momento em que eram embarcados no Funchal os restos mortais do homem que proclamou a Independência do Brasil (1822). O embarque dos despojos de D. Pedro foi precedido de uma cerimônia na cidade do Porto que durou uma hora e foi assistida por apenas 50 pessoas, entre as quais o Embaixador do Brasil em Lisboa.

No Brasil, o corpo de D. Pedro foi recebido com festividades. Na véspera da data oficial, o Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, sediaria a abertura das comemorações, à qual seria assistida por mais de 70 mil crianças de escolas públicas.
No dia 22, com o desembarcar do presidente português e o corpo de Pedro, vários pontos da cidade sediariam distintas comemorações. Até o dia 25 do mesmo mês, os restos do ex-Imperador permaneceriam na Quinta da Boa Vista, da onde partiriam para o Rio Grande do Sul, em seguida.

Ao ir para o Brasil, D. Pedro deixava para trás seu coração. O lugar escolhido para abrigar o coração do falecido Imperador do Brasil foi a igreja da Lapa, no Porto, ficando separado de seu corpo por um imenso oceano. A razão desta separação foi que Dom Pedro amou seus dois países. A um, deu a independência, ao outro foi reconquistar, quando o pequeno Portugal sofria com a morte de D. João (1826) e temia a ascensão do caçula D. Miguel.]

Dom Pedro morreu no Porto, em 1834, e sua memória permaneceu viva tanto nos corações dos brasileiros quanto no do povo português.

07/04/11

9 de Abril de 1918 - Batalha de Lys



A ”Batalha do Lys”  deu-se entre 9 de Abril e 29 de Abril de 1918, no vale da ribeira da La Lys, sector de Ypres, na região da Flandres, na Bélgica.
Nesta batalha, que marcou a participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial, os exércitos alemães, provocaram uma estrondosa derrota às tropas portuguesas, constituindo a maior catástrofe militar portuguesa depois da batalha de Alcácer-Quibir, em 1578.

A frente de combate distribuía-se numa extensa linha de 55 quilómetros, entre as localidades de Gravelle e de Armentières, guarnecida pelo 11° Corpo Britânico, com cerca de 84.000 homens, entre os quais se compreendia a 2ª divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP), constituída por cerca de 20.000 homens, dos quais somente pouco mais de 15.000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo general Gomes da Costa. Esta linha viu-se impotente para sustentar o embate de oito divisões do 6º Exército Alemão, com cerca de 55.000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934). Essa ofensiva alemã, montada por Erich Ludendorff, ficou conhecida como ofensiva “Georgette” e visava a tomada de Calais e Boulogne-sur-Mer. As tropas portuguesas, em apenas quatro horas de batalha, perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos, entre os quais 327 oficiais.
Entre as diversas razões para esta derrota tão evidente, têm sido citadas, por diversos historiadores, as seguintes:

  • A revolução havida no mês de Dezembro de 1917, em Lisboa, que colocou na Presidência da República o Major Doutor Sidónio Pais, o qual alterou profundamente a política de beligerância prosseguida antes pelo ”Partido Democrático”.
  • A chamada a Lisboa, por ordem de Sidónio Pais, de muitos oficiais com experiência de guerra ou por razões de perseguição política ou de favor político.
  • Devido à falta de barcos, as tropas portuguesas não foram rendidas pelas inglesas, o que provocou um grande desânimo nos soldados. Além disso, alguns oficiais, com maior poder económico e influência, conseguiram regressar a Portugal, mas não voltaram para ocupar os seus postos.
  • O moral do exército era tão baixo que houve insubordinações, deserção e suicídios.
  • O armamento alemão era muito melhor em qualidade e quantidade do que o usado pelas tropas portuguesas o qual, no entanto, era igual ao das tropas britânicas.
  • O ataque alemão deu-se no dia em que as tropas lusas tinham recebido ordens para, finalmente, serem deslocadas para posições mais à rectaguarda.
  • As tropas britânicas recuaram em suas posições, deixando expostos os flancos do CEP, facilitando o seu envolvimento e aniquilação.
O resultado da batalha já era esperado por oficiais responsáveis dentro do CEP, Gomes da Costa e Sinel de Cordes, que por diversas vezes tinham comunicado ao governo português o estado calamitoso das tropas.

No entanto é de realçar o facto de a ofensiva da Primavera “Georgette” se tratar duma ofensiva já próxima do desespero, planeada pelo alto comando da Alemanha Imperial para causar a desorganização em profundidade da frente aliada antes da chegada das tropas Norte-Americanas que nessa altura se encontravam prestes a embarcar ou já em trânsito para a Europa.

O objectivo do general Erich Ludendorff no sector Português consistia em atacar fortemente nos flancos do CEP, consciente que nesse caso os flancos das linhas Portuguesa e Britânica vizinha recuariam para o interior das suas zonas defensivas respectivas em vez de manterem uma frente coerente, abrindo assim uma larga passagem por onde a infantaria alemã se pudesse lançar. Coerente com essa táctica e para assegurar que os flancos do movimento alemão não ficavam desprotegidos, os estrategas alemães decidiram-se a simplesmente arrasar o sector Português com a sua esmagadora superioridade em capacidade de fogo artilheiro (uma especialidade alemã), e deslocando para a ofensiva um grande número de efectivos como se explica acima, (nas palavras dos próprios: “Vamos abrir aqui um buraco e depois logo se vê!”, o que também indicia o estado de espiríto já desesperado do planeamento da ofensiva), nestas condições não surpreende a derrocada do CEP, que apesar de tudo resistiu como pôde atrasando o movimento alemão o suficiente para as reservas aliadas serem mobilizadas para tapar a brecha.

Esta resistência é geralmente pouco valorizada em face da derrota, mas caso esta não se tivesse verificado a frente aliada na zona poderia ter sido envolvida por um movimento de cerco em ambos os flancos pelo exército alemão, o que levaria ao seu colapso. Trata-se de uma batalha com muitos mitos em volta a distorcerem a percepção do realmente passado nesse dia 9 de Abril de 1918.

Uma situação análoga à da batalha de La Lys foi a da contra-ofensiva alemã nas Ardenas na parte final da Segunda Guerra Mundial, Batalha do Bulge, que merece comparação pelas semelhanças entre ambas (...).
Os aliados só retomariam a iniciativa na frente ocidental passado mais de um mês.

Ver mais em: http://cc3413.wordpress.com/2010/04/09/batalha-de-la-lys

03/12/08

2 de Dezembro, Dia Internacional da Abolição da Escravatura

Em 2 de Dezembro comemora-se o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura. è por isso uma óptima ocasião para nos apercebermos de que, apesar séculos de luta, a escravatura ainda não foi completamente erradicada no nosso mundo.
Muitas formas de escravatura subsistem ainda nos nossos dias, como o trabalho forçado e em condições de servidão, o trabalho infantil e a escravatura para fins rituais ou religiosos. O mundo tem também de enfrentar uma nova forma de escravatura: o tráfico de seres humanos, que faz com que muitas pessoas vulneráveis, virtualmente abandonadas pelos sistemas jurídicos e sociais, sejam apanhadas numa engrenagem sórdida de exploração e de abusos.
http://www.nossosaopaulo.com.br

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...