A Crise do Século XXI

A Crise que afecta Portugal
As causas da actual situação portuguesa remontam a várias décadas atrás, nomeadamente aquando da entrada de Portugal na, então, Comunidade Económica Europeia (CEE). Com efeito, a adesão àquela organização foi mal negociada, porque não salvaguardou interesses nacionais importantes, em especial os que davam sustentação à economia portuguesa. A pequena mas útil frota pesqueira foi reduzida para dar oportunidade à continuação da grande frota pesqueira espanhola; a agricultura, ainda que não suficiente para o auto-sustento nacional, foi desacelerada para cumprir os objectivos da Política Agrícola Comum (PAC), pagando-se para que os agricultores deixassem de agricultar; não se estabeleceram prazos bastante alargados para garantir que a indústria portuguesa tinha tratamento favorável na Comunidade, (…); permitiu-se o crescimento desmesurado do aparelho do Estado através da criação de empresas públicas quer dependentes do Governo central quer dos municípios. Já depois da transformação da CEE em União Europeia (UE) não se estabeleceram programas de ensino técnico capazes de fornecer mão-de-obra especializada para as poucas indústrias existentes, tendo-se apostado mais forte no ensino universitário e politécnico superior do que na formação de quadros intermédios. Por outro lado, foram desnacionalizadas empresas estratégicas para o desenvolvimento económico de Portugal, transferindo para o sector privado não só os lucros como também as decisões de negócio (…). Por outro lado, um mercado aberto a todo o tipo de importações, provenientes dos Estados membros da UE, provoca uma natural retracção da indústria nacional, visto não conseguir concorrer com capacidades que lhe são superiores. Assim, a vulnerabilidade económica foi-se instalando em Portugal (…).

Autor: Fraga, Luís Alves. Portugal: Uma crise em várias frentes. Acedido em (http://www.facebook.com/#!/note.php?note_id=10150325783228242&comments) em 10 de Junho de 2011


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