23/01/16

Platibandas Algarvias: Sto Estevão - Tavira


                      Foto de Cidália Teixeira

O termo arquitectónico Platibanda designa uma faixa horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.
Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio (1). Esta platibanda da imagem é um exemplo do que foi referido. Esta casa em Santo Estevâo albergava uma mercearia tradicional e, não longe vão os tempos em que a Sra Carminha aqui vendia de tudo o que se consumia num lar.

(1)In:http://pt.wikipedia.org/wiki/Platibanda

22/01/16

Herança Árabe: Nora e Engenho

O Algarve foi a região de Portugal onde a presença Muçulmana deixou mais marcas indeléveis que ainda perduram na paisagem. Por outro lado é interessante verificar que um dos factores que condiciona a ocupação humana tem muito a ver com a prática da agricultura de regadio.
As noras de engenho mourisco foram ao longo dos anos utilizadas como forma de captação e distribuição de água para a rega dos campos.
No Centro de Faro encontra-se a nora que vemos na imagem, a qual foi protegida com uma rede de ferro, devido ao seu desuso, para protecção dos mais descuidados, mas restaurado o seu engenho e respectivo aqueduto que outrora levava a água até ao tanque de rega.

19/01/16

Noras e Engenhos



Fotos de Cidália Teixeira
Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços.
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados.
Inicialmente, eram acionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mais tarde adaptados a motores a gasóleo.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões. Em Estoi existem ainda muitas destas noras, em propriedade privada, de diversos estruturas conforme se podem verificar na estrada entre Estoi e Faro.

Texto de Cidália Teixeira, C. in tese de PG, UNL-2002

Biografia: António de Almeida Santos


15 de fevereiro de 1926- 19 de janeiro de 2016

António de Almeida Santos nasceu em Cabeça, concelho de Seia, é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, entre 1945 e 1950, completando o 6º ano de Ciências Jurídicas em 1952.
Exerceu a advocacia em Lourenço Marques até 1974, tendo sido membro do Grupo de Democratas de Moçambique.
Foi duas vezes candidato às eleições para a Assembleia Nacional em listas da oposição, e viu, em ambos os casos, anulada a sua candidatura por ato arbitrário da Administração Colonial.
Representou, ainda em Moçambique, o general Humberto Delgado nas eleições presidenciais de 1958. Em conferências, petições e livros, defendeu uma solução federativa para as colónias portuguesas até que, em 1971, em livro apreendido pela Censura – “Já Agora!...” – passou a defender a aplicação pura e simples do princípio da autodeterminação e independência.
Foi ministro da Coordenação Interterritorial nos I, II, III e IV governos provisórios (demitiu-se no IV Governo), ministro da Comunicação Social no VI Governo Provisório, ministro da Justiça no I Governo Constitucional, ministro-adjunto do primeiro-ministro no II Governo Constitucional, ministro de Estado e ministro dos Assuntos Parlamentares no VI Governo Constitucional, deputado eleito pelo PS desde a I Legislatura, líder do Grupo Parlamentar do PS entre 1991 e 1994, presidente do Partido Socialista desde 1992, membro do Conselho de Estado, de 1985 a 2002, presidente da Assembleia da República nas VII e VIII legislaturas e membro do Conselho de Estado na IX Legislatura.
Era presidente honorário do PS e sócio da Academia Nacional de Belas-Artes, tendo publicado 25 obras da sua autoria.
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http://www.ps.pt/partido/orgaos-nacionais/presidente-honorario.html?layout=biografia

12/01/16

Charles Perrault: escritor e arquiteto francês


Escritor francês, nasceu a 12 de janeiro de 1628, juntamente com um irmão gémeo, François, em Paris. Oriundo de uma família burguesa abastada, dá início aos seus estudos em 1637, no colégio de Beauvais, que viria a concluir aos quinze anos, tendo demonstrado um certo talento para as línguas mortas. Em 1643 ingressa no curso de Direito e, em 1651, com apenas vinte e três anos, consegue o seu diploma, tornando-se pois advogado. Dois anos mais tarde termina o seu primeiro livro, Les Murs de Troie ou L'Origine du Burlesque(1653).
Em 1654, Perrault torna-se funcionário junto do seu irmão mais velho Pierre, cobrador geral do reino e, depois de ter publicado uma série de odes dedicadas ao rei, torna-se assistente de Colbert, o famoso conselheiro de Luís XIV. Em 1665 passou a ser superintendente das obras públicas do reino e, dois anos mais tarde, ordena a construção do Observatório Real, de acordo com as plantas do seu irmão Claude.
No ano de 1671 é eleito para a Academia Francesa e no dia da sua inauguração permitiu ao público presenciar a cerimónia, privilégio continuado ainda nos nossos dias. No ano seguinte, não só é nomeado chanceler da Academia, como contrai matrimónio com Marie Guichon. Em 1673 vê nascer a sua primeira criança, uma filha, e torna-se bibliotecário da mesma Academia.
Em 1678, após dar à luz o seu quarto filho, Marie Perrault morre. O escritor, desgostoso, cede, em 1680, o seu cargo de superintendente ao filho de Colbert. Publicou a sua obra mais famosa em 1697, Contes de ma Mère l'Oye, ou Histoires du Temps Passé, uma coletânea de contos de encantar, que incluíam "A Bela Adormecida", "O Gato das Botas" e "A Gata Borralheira", e que passaria a ser conhecida apenas como Contos de Perrault.
Perdeu o seu filho mais novo na guerra em 1700. Faleceu na noite de 15 para 16 de maio de 1703, na sua residência em Paris.


Ver mais em: http://www.infopedia.pt/charles-perrault

11/01/16

11 de Janeiro de 1890

A Inglaterra apresenta o ultimato a Portugal sobre os direitos territoriais do Mapa Cor-de-rosa, área entre Angola e Moçambique.


O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelo governo inglêschefiado pelo primeiro ministro, Lord Salisbury, entregue  a 11 de janeiro de 1890. A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos atuais Zimbabwe e Malawi. Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico.Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período. A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado não ocupação efetiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico  se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante.Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil,um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir. Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.Assim, em 1886,Portugal  a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projeto de ligação da costa angolana à costa moçambicana. O governo português  início a várias tentativas de ocupação efetiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com Ultimato. A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de janeiro de 1891Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.



Fontes: Ultimato inglês. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. 
wikipedia (imagens)

31/10/15

O Terramoto de 1775 em Lisboa



Já imaginou como era Lisboa antes do terramoto de 1755 e o que se perdeu nesta catástrofe?
"Para lá de se terem perdido tesouros culturais incalculáveis (bibliotecas, livrarias, arquivos, recheio de palácios, etc.), ruíram igrejas, hospitais, monumentos, quase uma cidade inteira, que precisou de ser refeita, renascendo das cinzas como a fénix. Impossível aqui fazer o inventário de tudo o que 1755 levou consigo. 
Antes de mais a Rua Nova, com todo o seu esplendor e movimento. E o Paço da Ribeira, que nunca mais voltou a ser reconstruído, guardando-lhe o Terreiro apenas a memória, memória forte havemos de convir, já que nunca vingou a designação de «Praça do Comércio» desejada por Pombal. 
Com o terramoto caiu também o magnífico edifício da ópera, inaugurado sete meses antes, e o Hospital de Todos-os-Santos, no Rossio, com os seus 25 arcos ogivais de pedraria e o templo de arquitectura manuelina. 
Debaixo dos arcos ficava a ermida da Senhora do Amparo (no local onde é hoje a rua do mesmo nome) e do lado oposto (na actual Rua da Betesga) a roda dos enjeitados. Tudo desapareceu sem deixar rasto. Quase totalmente destruído ficou o Paço dos Estaos, onde funcionava a Inquisição (e que é hoje o Teatro Nacional), e o Convento de S. Domingos, também no Rossio. 
Em ruínas ficou o Convento do Carmo, o de S. Francisco, o de Santa Clara, o da Trindade, o da Boa-Hora e tantos outros. O incêndio levou nas chamas a Casa dos Vinte e Quatro, no Rossio, a Alfândega do Tabaco, as cadeias do Tronco e do Aljube, e um rol de igrejas impossível de nomear mas que se estima em mais de cem. No Bairro Alto, nenhuma rua foi poupada. Embora nunca se tenha podido fazer estatísticas rigorosas, o terramoto deve ter feito mais de 10 000 mortes numa população de cerca de 250 000 habitantes"
Alice Vieira, Esta Lisboa, 1993
Gravuras Arquivo Municipal de Lisboa

In:O terramoto de lisboa em 1775 - facebook.com 

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...