25/03/14

HGP - 5º Ano


Docente: Cidália Teixeira
 
Correção da Ficha de Avaliação
Esta Ficha de Avaliação é composta por 6 grupos dos quais respondes apenas a 5:
 
I – Grupo
Portugal no Século XIII – Relevo, Clima e Vegetação
 
1. Portugal Continental tem um clima temperado, com características que variam ligeiramente ao longo do território.
Com as palavras da chave, constrói duas afirmações verdadeiras.
a) No norte predominam as árvores de folha caduca, como o carvalho e o castanheiro.
b) No sul do país predominam as árvores de folha persistente como o sobreiro e o pinheiro manso.
2. Completa as frases com palavras da caixa.
O clima de Portugal Continental sofre a influência dos ventos que vêm do oceano Atlântico, do interior da Península e do Norte de África. É em Moncorvo que se registam as temperaturas mais baixas no Inverno e as mais elevadas no sul. Em Faro as temperaturas são mais suaves no Inverno e o Verão também é quente.
II – Grupo
Portugal no Século XIII – As Atividades Económicas
1. Faz corresponder os elementos da coluna da esquerda aos elementos da coluna da direita
 
A – Almocreve
B – Carta do foral
C – Comércio interno
D – Comércio externo
E – Feira franca
C - Trocas comerciais dentro do país
B - Obrigações e regalias dos feirantes
E - Feira em que havia isenção de impostos
A - Comerciantes que vendiam de terra em terra
D - Trocas comerciais com outros países


2. Completa os espaços em branco com palavras da caixa.
A agricultura era a principal atividade económica no século XIII. A produção era geralmente fraca e, nos maus anos agrícolas, a população portuguesa passava fome. A atividade piscatória foi uma atividade económica importante: nos rios, a pesca fluvial e nos mares, a pesca marítima. A salicultura foi igualmente uma atividade de grande importância porque permitia a conservação dos alimentos.
3. Identifica as atividades económicas representadas nos documentos 2, 3 e 4.

III – Grupo

Portugal no Século XIII - A Vida num Senhorio Medieval

2.1  Quais os grupos sociais existentes em Portugal no século XIII?

No século XIII existiam 3 grupos sociais: Clero, Nobreza e Povo

2.2  Quais os grupos sociais detentores de senhorios?

Os grupos sociais detentores dos senhorios são: Nobres e o Rei

2.3  Identifica as áreas principais de um senhorio.

O senhorio possuía: O Castelo,  as casas dos trabalhadores, a horta, a casa dos caseiros, o forno, o moinho e a eira.

IV – Grupo

Portugal no Século XIII - A Vida num Mosteiro


  1. Observa o documento C, e identifica as várias zonas de um mosteiro medieval

1.1. Quais os principais serviços que um mosteiro prestava a população, no século XIII?

 
Os monges ajudavam as pessoas mais pobres, nomeadamente na saúde na educação e na morte:

- Tinham uma enfermaria, uma escola e uma biblioteca.

 
2. Assinala com um V (verdadeiro) ou F (falso) cada uma das frases.

F - O scriptorium era o local do mosteiro onde os monges davam assistência aos doentes.

V - Livros manuscritos eram livros escritos à mão.

F - Os monges copistas só copiavam livros religiosos.

V - Alguns desses livros eram decorados com iluminuras.

V - Iluminuras eram ilustrações que os monges faziam nos manuscritos.

V - Na albergaria pernoitavam os viajantes.

V - Os claustros eram locais ao ar livre onde os monges rezavam e meditavam

V – Grupo

Portugal no Século XIII - A Vida na Corte

7. Assinala com um X a resposta certa.

a)      Só o rei tinha poder para:                                 c) A primeira universidade portuguesa

     foi fundada em:

V - fazer as leis gerais do reino                                             F - Coimbra

F - governar um condado                                             V - Lisboa

V - aplicar a justiça                                                       F – Leiria


b)     O rei D. Dinis ficou conhecido como o rei:        d) No reinado de D. Dinis, os documentos

      passaram a ser escritos em:

F - escritor                                                                             F - latim         

F -- pintor                                                                              F - francês     

V- poeta                                                                                V - português

VI – Grupo

Portugal no Século XIII - A Vida nos Concelhos

1.1.A que concelho foi dada esta carta e quais os seus limites?

Esta carta de Foral foi dada à Covilhã.

Os limites do Concelho são desde a Serra da  Estrela até perto de Ródão  e  Cortiçada” e de Valongo até à Serra Hermínia. 

1.2.Menciona uma das vantagens para os moradores da Covilhã.

Os moradores da Covilhã não pagam portagem / os servos que residam na vila durante um ano ficam livres de impostos.

17/03/14

A Universidade em Portugal


A primeira universidade portuguesa viria a ser depois estabelecida em Lisboa, em data compreendida entre 1288 e 1290, quando D. Dinis promulga a carta Scientiae thesaurus mirabili (datada de 1 de Março desse ano), conferindo vários privilégios aos estudantes do Estudo Geral de Lisboa, o que prova que nessa data já estava fundado. Desde logo houve uma participação activa nesta acção educativa pela Coroa portuguesa e do seu rei, através do seu compromisso de parte do subsídio da mesma, como pelas rendas fixas da Igreja.

O Papa Nicolau IV reconhece-a pouco depois, em 9 de Agosto desse mesmo ano8 através da bula “De statu regni Portugaliae”, com as Faculdades de Artes, Direito Canónico (Cânones), Direito Civil (Leis) e Medicina.

Aparentemente, as fundações do primeiro edifício desta universidade encontram-se num local denominado Pátio dos Quintalinhos - a entrada é no n.º 3 da Rua da Escolas Gerais, em Alfama, na antiga freguesia de São Tomé de Lisboa hoje pertencente à de São Vicente (Lisboa).

Ao longo do século XIV, a universidade portuguesa conheceu uma grande instabilidade, tendo por motivos vários sido transferida, várias vezes, de Lisboa para Coimbra e vice-versa. Assim, em 1308 foi transferida para Coimbra. Em 1328 volta para Lisboa, sendo novamente transferida para Coimbra em 1354. Em 1377 regressa a Lisboa. Finalmente, em 1537, instala-se definitivamente em Coimbra.

15/03/14

A Moda Feminina na Idade Média


As roupas femininas do século XIV não sofreram grandes modificações, uma mudança significativa foi o uso da beca, que era acinturada próxima ao busto formando uma cintura alta e tendo uma plenitude sobre a barriga. Essa sobreveste por vezes usava uma quantidade incrível de tecido no corpo e arrastando pelo chão.
Os decotes ainda eram baixos podendo ser em V na parte da frente e de trás; as caudas dos vestidos eram longas, as saias largas. As mangas justas e longas chegavam ao peito da mão e as mangas da sobreveste podiam por vezes se arrastar pelo chão. As mulheres de classe média preferiam roupas simples com bom corte e boas cores. As mangas podiam ser pendentes, longas, em forma de asa ou do tipo saco. Os sapatos eram de bico longo e finos como o dos homens.
Se as vestimentas femininas eram simples, seus adornos de cabeça se tornaram cada vez mais altos e exagerados. Haviam inúmeras formas de enfeites de cabeça e uma imensa variedade de penteados elaborados e fantásticos que duraram até o fim do século XV. No final de 1400, os fios de cabelo que cresciam na testa e nas sobrancelhas eram raspados para que o chapéu fosse a atração principal.
 

 
Os cabelos dividos ao meio e torcidos na lateral do rosto eram guardados na crespine (rede de cabelo) que tinha estrutura de arame e era usada nas laterais do rosto e adquiriu uma forma cilíndrica ou esférica e sobre essa estrutura prendia-se o véu.
Havia um adorno chamado “borboleta”: uma estrutura presa a um pequeno chapéu que escondia os cabelos, servia de apóio a um véu diáfano com forma de asas de borboleta. A moda foi popular até 1485.
Tinha também o adorno em forma de coração, onde o véu era usado como enfeite.

O retrato pintado por Jan Van Eyck, “O Casal Arnolfini” de 1435, mostra perfeitamente a moda da época. O homem veste casaco de veludo, camisa preta acolchoada com bordado de ouro nos punhos, meias pretas cobrem suas as pernas. O chapéu indica sua riqueza. No canto inferior esquerdo, um sapato poulaine. A esposa usa uma sobreveste de lã verde com mangas tipo saco e debrum em pele na cor creme e cintura muito alta. Ela não está grávida, apenas usa o famoso “pregnancy look”, comum nesse século, que simula uma gravidez mostrando como ela pode ser fértil para o marido numa época em que a expectativa de vida era baixa e as crianças morriam ainda bebês. A veste de baixo tem a cor azul. Ela também tem os cabelos da testa raspada e usa um crespine com um véu em fino linho.
Ver mais em: http://picnicvitorianocwb.com/moda-na-era-medieval
 

14/03/14

Travessia de Tavira

Transcrevo um texto e algumas imagens do Historiador Investigador e Geografo a quem deixo os meus agradecimentos, pelo interesse e estudos que tem vindo a dedicar a Tavira e nomeadamente à Cidade Romana de Balsa.
 
Evolução histórica da travessia viária e fluvial do Séqua/Gilão na zona urbana de Tavira.
Materiais de estudo do “Atlas Histórico de Tavira e das Cidades da sua Região”: nova versão.
Representam-se os elementos fundamentais da estrutura urbana em meados do séc. XVI e sobrepõem-se os sapais históricos aproximados de cada época e os respectivos eixos viários de travessia.
A reconstrução está implantada sobre a planta de Leonardo di Ferrari, cujo original copiado se data de c. 1550 e que corresponde à cartografia histórica mais antiga da zona.
 
Texto de: Luís Fraga da Silva
 
Direitos de autor reservados a: Luís Fraga da Silva

 
 

A Ordem de Malta

A Ordem de Malta (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta) é uma organização internacional católica que começou como uma ordem Beneditina fundada no século XI na Terra Santa, durante as Cruzadas, mas que rapidamente se tornaria numa ordem militar cristã, numa congregação de regra própria, encarregada de assistir e proteger os peregrinos àquela terra.

Face às derrotas e consequente perda pelos cruzados dos territórios na Palestina, a ordem passou a operar a partir da ilha de Rodes, onde era soberana, e mais tarde desde Malta, como estado vassalo do Reino da Sicília.

Atualmente, a Ordem de Malta é uma organização humanitária soberana internacional, reconhecida como entidade de direito internacional. A ordem dirige hospitais e centros de reabilitação. Possui 12.500 membros, 80.000 voluntários permanentes e 20.000 profissionais da saúde associados, incluindo médicos, enfermeiros, auxiliares e paramédicos. O seu objetivo é auxiliar os idosos, os deficientes, os refugiados, as crianças, os sem-teto e aqueles com doença terminal e hanseníase, atuando em cinco continentes do mundo, sem distinção de raça ou religião.

Nome e insígnia
 
O nome completo oficial é Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta, ou Sovrano Militare Ordine Ospedaliero di San Giovanni di Gerusalemme di Rodi e di Malta (em italiano). Convencionalmente, é também conhecida como Ordem de Malta. A ordem tem um grande número de conventos e associações locais ao redor do mundo, mas também existe um certo número de organizações com semelhantes nomes sonantes que não estão relacionados, incluindo diversas ordens que procuram capitalizar sobre o nome.

Na heráldica eclesiástica da Igreja Católica Romana, a Ordem de Malta é uma das duas únicas (sendo a outra a Ordem do Santo Sepulcro), cuja insígnia pode ser exibida em um brasão de armas clerical (Leigos não têm nenhuma restrição).

 História
 
Por volta de 1099, alguns mercadores de Amalfi fundaram em Jerusalém, sob a regra de S. Bento e com a indicação de Santa Maria Latina, uma casa religiosa para recolha de peregrinos. Anos mais tarde construíram junto dela um hospital que recebeu, de Godofredo de Bulhão, doações que lhe asseguraram a existência, desligou-se da igreja de Santa Maria e passou-se a formar congregação especial, sob o nome de São João Baptista.

Em 1113, o Papa nomeou-a congregação, sob o título de São João, e deu-lhe regra própria. Em 1120, o francês Raimundo de Puy, nomeado grão-mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.

Assim é a origem da Ordem dos Hospitalários ou de São João de Jerusalém, designada por Ordem de Malta a partir de 1530, quando se estabeleceu na ilha do mesmo nome, doada por Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

Ordem de aristocratas, nunca teve entre os seus cavaleiros pessoas que não pertencessem à fidalguia. O hábito regular consistia numa túnica e num grande manto negro, no qual traziam, pregada no lado esquerdo, uma cruz de ouro, com esmalte branco.

Os hospitalários tomaram parte nas Cruzadas e tinham seu hospital em Jerusalém. Mesmo depois do fim das Cruzadas, a ordem continuou. A ordem enfrentou o Império Otomano em diversas batalhas, como a Batalha de Lepanto e o Cerco de Rodes.

A ordem na península Ibérica
De início, na península Ibérica, havia uma só sede (língua), a de Aragão, que englobava os reinos de Portugal, Leão, Navarra, Aragão e Castela. Em Portugal, entre os bens da ordem, tinha especial importância o priorado do Crato.
Os reis viram, receosos, crescer o poder dos senhores do Crato, que se acentuou mais com a rebelião de Nuno Gonçalves contra a regência do infante D. Pedro (1392-1449).
João III de Portugal, por morte do conde de Arouca, doou o priorado a um membro da família real, o infante D. Luís, em 1528, que se intitulou grão-prior. Então o rei, com vista a futuros protestos, consegue do papa Júlio III a bula pontifícia de 1551, que Dom António, filho natural do infante, fosse nomeado sucessor do pai. Maria I consegue do Papa a independência do grão-mestrado de Malta e, poucos anos depois, o mesmo Papa decretou por bula em 1793 que, assim como pelo lado temporal o grão-priorado de Portugal ficaria isento de qualquer interferência de Malta, também pelo lado espiritual dependeria apenas da Santa Sé. Assim, Pedro IV de Portugal e Miguel I foram grãos-priores do Crato. A ordem foi extinta em 1834 e os bens incorporados na Fazenda Pública.
O braço protestante da ordem
A Ordem de São João chegou à Alemanha durante os séculos XII e XIII, onde fundou um grão-priorado. Em 1530, uma secção do grão-priorado, a Bailia de Brandenburgo, aderiu à Reforma Protestante, sob a proteção dos margraves de Brandenburgo, que se tornariam reis da Prússia. A bailia manteve relações amigáveis com a Ordem Soberana de Malta. Em 1811, a Bailia de Brandenburgo foi suprimida pelo príncipe da Prússia, que posteriormente fundou a Ordem Real Prussiana de São João como uma Ordem de Mérito.

Em 1852, a ordem recuperou o nome de Bailia de Brandenburgo e se tornou uma nobre ordem da Prússia.
Em 1918, após a queda da monarquia, ela foi separada do Estado e recuperou sua independência. A Johanitter Orden está presente em diversos países europeus, além da América (Canadá, Estados Unidos, Colômbia, e Venezuela) e África do Sul trabalhando em especial na Alemanha mantendo hospitais e asilos, e é responsável por um importante serviço de ambulância - o Johanniter Unfallhilfe. Ela tem afiliações independentes nos Países Baixos, Suécia, Finlândia, França, Hungria, e Suíça.
Queda de Malta

A possessão mediterrânica de Malta foi capturada por Napoleão em 1798 durante a sua expedição para o Egipto. Este teria pedido aos cavaleiros um porto-salvo para reabastecer os seus navios e, uma vez em segurança em Valetta, virou-se contra os anfitriões. O grão-mestre Ferdinand von Hompesch, apanhado de surpresa, não soube antecipar ou precaver-se deste ataque, rapidamente capitulando para Napoleão. Este sucedido representou uma afronta para os restantes cavaleiros que se predispunham a defender a sua possessão e soberania.
A ordem continuou a existir, compactuando com os governos por uma retoma de poder. O imperador da Rússia doou-lhes o maior abrigo de Cavaleiros Hospitalários em São Petersburgo, o que marcou o início da tradição russa dos Cavaleiros do Hospital e posterior reconhecimento pelas Ordens Imperiais Russas. Em agradecimento, os cavaleiros depuseram Ferdinand von Hompesch e elegeram o imperador Paulo I como grão-mestre que, após o seu assassinato em 1801, seria sucedido por Giovanni Battista Tommasi em Roma, restaurando o Catolicismo Romano na ordem.

No início da década de 1800, a ordem encontrava-se severamente enfraquecida pela perda de priores em toda a Europa. Apenas 10% dos lucros chegavam das fontes tradicionais na Europa, sendo os restantes 90% provindos do Priorado Russo até 1810, facto cuja responsabilidade é parcialmente atribuída pelo governo da ordem, que era composta por tenentes, e não por grão-mestres entre 1805 e 1879, até o Papa Leão XIII restaurar um grão-mestre na ordem, Giovanni a Santa Croce. Esta medida representou uma reviravolta no destino da ordem, que se tornaria uma organização humanitária e cerimonial. Em 1834, a ordem, reactivada, estabeleceu nova sede em Roma e foi, a partir daí, designada como Ordem Militar Soberana de Malta.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ordem_Soberana_e_Militar_de_Malta

26/02/14

Dicionário Ilustrado de Português

 
 
Apresentação pública do Dicionário Ilustrado de Português da autora e ilustradora, Maria Libéria Matos.
No passado dia 24 de fevereiro foi apresentado na Biblioteca Municipal de Faro, um novo Dicionário de Português em imagens.
 

Após um breve momento de agradecimentos, a professora Libéria Matos, deu a palavra às professoras, Ana Paula Machado e Maria Luísa Madeira, que teceram algumas considerações, acerca deste projeto.
A apresentação deste projeto ficou a cargo do Professor Doutor José Carlos Vilhena Mesquita, que conforme que fez uma apresentação pormenorizada deste trabalho.
Dicionário em imagens da autoria de Maria Libéria Matos e publicado pela editora Lidel, já se encontra disponível nas livrarias de todo o país.
 


 

18/02/14

A Batalha de Almoster


A Batalha de Almoster, foi travada a 18 de Fevereiro de 1834, batalha onde as tropas liberais, comandadas pelo Marechal Saldanha, venceram as tropas absolutistas comandadas pelo General Lemos.
A História
Santarém era o fulcro da guerra civil, mas o perigo miguelista não existia apenas nessa cidade. Apesar de várias vitórias liberais, a cidade de Santarém continuava a resistir, e no Norte as províncias de Trás-os-Montes, Minho e Beira-Alta estavam ainda em poder de D. Miguel.
Foi então que Saldanha, comandante das forças liberais, estabeleceu o plano de, sem deixar de manter o cerco de Santarém, atacar com uma parte das suas tropas as cidades de Leiria e Coimbra, o que teria por efeito isolar os miguelistas que resistiam em Santarém. As tropas de Saldanha fizeram a sua junção, em Rio Maior, com as que ele mandara vir de Lisboa. Os efetivos não excediam quatro mil e quinhentos homens, mas a 16 de Janeiro de 1834 foi lançado, por dois lados, o ataque a Leiria. Vendo-se na iminência de ficar com a retirada cortada, os miguelistas abandonaram sem demora o Castelo de Leiria e tentaram refugiar-se em Coimbra. Nos primeiros dias de Fevereiro, o General Lemos, comandante das tropas miguelistas, pôs em execução um plano para atacar os liberais que ocupavam Pernes e os que cercavam Santarém.
Prevendo a possibilidade de tal tentativa, Saldanha tomou as precauções necessárias, fazendo com que o plano falhasse. Lemos estabeleceu um novo projeto, que se baseava num ataque fulminante à Ponte de Asseca, em poder dos liberais, a fim de abrir caminho para Lisboa, onde deveria eclodir a revolução miguelista. Na madrugada de 18 de Fevereiro, as cerca de 4000 tropas do general Póvoas marcharam sobre Ponte de Asseca, enquanto Lemos com cerca de 4500 homens avança pelo norte em direção a Almoster e Santa Maria. O terreno era extremamente difícil, pois formava um desfiladeiro estreito, entre colinas cobertas de mato denso. Mas Saldanha, compreendendo os intuitos de Lemos, havia-se preparado para lhe fazer frente. Deixando avançar os miguelistas sem lhes opor resistência, conseguiu que eles, confiantes e supondo-se já senhores da situação, entrassem no desfiladeiro que constituía uma autêntica ratoeira.
Com os batalhões de caçadores nº2 e nº12, o coronel Queirós cortou a retirada dos miguelistas para a ponte de Santa Maria, ao passo que, com os regimentos de infantaria nº3 e nº6, ficando o nº1 de reserva, o brigadeiro Brito lançava uma impetuosa carga à baioneta. Saldanha comandava pessoalmente Infantaria nº1, o mesmo regimento que comandara na célebre carga do Buçaco, e esperava a ocasião de intervir.
Só nessa altura os soldados de D. Miguel compreenderam a terrível situação em que se encontravam. A derrota foi total, e as perdas dos absolutistas excederam um milhar de homens.
A Batalha de Almoster significou o desmoronar de todas as esperanças do irmão de D. Pedro IV.

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