D. Sebastião (1554-1578) transformou-se num mito após o seu desaparecimento em batalha Norte de África. A sua morte abriu as portas à crise dinástica que vai colocar unir as duas coroas ibéricas. D. Sebastião era neto de D. João III e o seu nascimento foi muito festejado por se temr um problema de sucessão na coroa portuguesa. Religioso e militar zeloso, empenhou-se na preparação de um exército para combater os Mouros e em ganhar prestígio militar. Morreu no Norte de África, na batalha de Alcácer Quibir, sem deixar descendência abrindo caminho para a entrega da coroa portuguesa aos Filipes de Espanha. À sua volta nasceu o mito do “Sebastianismo”, a esperança de que regressaria um dia, numa manhã de nevoeiro, para salvar o país de todos os seus problemas.
18/01/14
Livraria Shakespeare and Company, em Paris na França
Cenário de filmes como 'Meia-Noite em Paris' e 'Antes do
Pôr-do-Sol', a livraria Shakespeare and Company é o destino certo para quem
gosta de bons livros e edições especiais.
Sylvia Beach, livreira, editora e escritora em 1919, abriu a livraria Shakespeare and Company numa ruela da Rive Gauche, em Paris.
Sylvia Beach, livreira, editora e escritora em 1919, abriu a livraria Shakespeare and Company numa ruela da Rive Gauche, em Paris.
O local tornou-se o epicentro da agitação cultural dos anos 20 e
30. A Shakespeare and Company é considerada por alguns críticos e formadores de
opinião a livraria mais charmosa do mundo.
A Shakespeare and Company é uma daquelas raras livrarias que têm
alma.
Nessa livraria tem um lugar reservado para todo jovem escritor faminto que estiver disposto a dormir mal, comer pouco e ajudar a cuidar da livraria duas horas por dia. A única regra a cumprir: ler um livro por dia.
Nessa livraria tem um lugar reservado para todo jovem escritor faminto que estiver disposto a dormir mal, comer pouco e ajudar a cuidar da livraria duas horas por dia. A única regra a cumprir: ler um livro por dia.
Ali, jovens escritores têm a oportunidade de ler, pesquisar e
criar. Podem se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento literário e aos
seus sonhos de se tornarem tão grandiosos quanto Ernest Hemingway, um dos
ilustres freqüentadores da livraria - a Shakespeare and Company é o pano de
fundo de "Paris é uma festa" uma das magistrais obras de Hemingway.
Muitos dos que por ali passaram jamais conseguiram publicar uma única linha
sequer, mas muitos se tornaram escritores e editores renomados, como Paul
Abelman, Henry Miller, Anaïs Nin, Allen Ginsberg... E Jeremy Mercer.
A livraria ainda abriga raridades, como manuscritos de
escritores célebres, as autobiografias de cada uma das centenas de pessoas que
ali se hospedaram e parte da biblioteca pessoal de Graham Greene, que foi
arrematada na ocasião da morte do escritor.
É na Shakespeare and Company que começa o filme Antes do Pôr do
Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy...
Grandes nomes da literatura mundial, como James Joyce,
Hemingway, Fitzgerald e Gertrude Stein, além de personalidades do cinema e da
música, fizeram da
Shakespeare and Company o endereço da criatividade no período
entre as duas guerras mundiais.
Entrar na Shakespeare and Company é como adentrar outra
dimensão, um cantinho singular que parece perdido no tempo. Pilhas de livros
por todos os lados, passagens estreitas, uma máquina de escrever e um mural
abarrotado de recadinhos deixados por visitantes do mundo todo.
Além, claro, da frase que estampa uma das paredes da loja: “Be
not inhospitable to strangers lest they be angels in disguise” (“Seja
hospitaleiro com os estranhos, pois podem ser anjos disfarçados”). A livraria
conta ainda com atividades regulares, como o chá aos domingos, sessões de
leitura e encontros com escritores.
Ver mais em: http://www.facebook.com/
15/01/14
HGP - 5º Ano
História e Geografia de Portugal
Correção
da 1ª Parte
I Grupo
1.1.
Os Muçulmanos eram originários da Península Arábica.
1.2.
Esta civilização chegou à península Ibérica no
ano 711.
2.
“Os Muçulmanos originários da arábia,
chegaram à península, através dos territórios que foram conquistando no Mediterrâneo.
Atravessaram o estreito de Gibraltar e enfrentaram os Romanos
que, nessa altura dominavam a península. Conquistaram rapidamente, toda a
Península Ibérica, com exceção da região das Astúrias”.
3.1.Os
muçulmanos introduziram novas plantas e desenvolveram e introduziram novos
processos de rega (nora, cegonha e picota).
4. Introduziram
novas árvores de fruto.
5. Os Muçulmanos
deixaram-nos Mesquitas e levadas e noras.
6. Preenche o seguinte crucigrama:
1. Hégira
2. esmola
3. muçulmanos
4. Alá
5. Maomé
6. cinco
7. Mesquita
8. Meca
9. Corão
7. A nova
religião foi o Islamismo.
8. 1. Os
Muçulmanos têm um Deus Alá. Um profeta Maomé. Um livro sagrado
Alcorão ou Corão.
9. Os Muçulmanos
procuravam:
a)
novas terras e riquezas / melhorar as suas
condições de vida;
b)
expandir o Islamismo / converter outros povos à
sua religião.
10. A este
período chamou-se “Reconquista”.
11. O Cristão
que se distinguiu na Batalha de Covadonga foi Pelágio.
Correção
da 2ª Parte
I Grupo
1.
A reconquista cristã levou à formação do Condado Portucalense, na medida em que
os novos territórios conquistados aos mouros eram transformados em condados, e
as terras conquistadas depois, eram acrescentadas a esses condados e o mesmo
aconteceu com o Condado Portucalense.
2.
D. Afonso VI deu o Condado Portucalense a D. Henrique porque este casou com uma
filha sua.
3.
D. Henrique tinha que servir o Rei de Leão, ir às suas cortes e aos seus
chamados. Também lhe marcou certa terra de mouros para que conquistasse e, a
acrescentasse ao condado.
4.
Os motivos que conduziram à Batalha de S. Mamede foram o facto de o Conde D.
Henrique ter morrido, e o condado ter ficado nas mãos da D. Teresa que
favorecia os galegos, e o filho, D. Afonso Henriques queria a independência do
Condado, e como tal, defrontaram-se nessa batalha.
5.
Após conseguir a Independência política, em 1143, com o Tratado de Zamora,
D. Afonso Henriques iniciou o alargamento do território para Sul.
Empreendeu uma série de conquistas aos mouros/muçulmanos das quais se
destacam a conquista da cidade de Leiria, em 1145, e de Santarém e Lisboa,
em 1147.
I I Grupo
Das hipóteses apresentadas (A, B, C e D), assinala a correta.
|
1 -
|
Em relação ao reino de Leão, o território portucalense era:
|
C) um condado.
|
|
2 -
|
Afonso VI era:
|
| A) rei de Leão e Castela. |
|
3 -
|
Afonso VI doou o Condado Portucalense a:
|
| A) sua filha D. Teresa e ao conde D.
Henrique. |
|
4 -
|
D. Afonso Henriques venceu a sua mãe em:
|
B) S. Mamede.
|
|
5 -
|
Em 1139, D. Afonso Henriques obteve uma grande vitória em
Ourique. Essa famosa batalha foi contra:
|
D) os Mouros.
|
|
6 -
|
Lê o seguinte documento:
|
D) o papa Alexandre III.
|
|
7 -
|
Através da Bula Manifestis Probatum, a Igreja:
|
| A) reconheceu a D. Afonso Henriques o
título de rei e a independência do condado. |
|
8 -
|
O Tratado de Alcanizes, celebrado em 1297 entre D. Dinis, rei de
Portugal, e D. Fernando, rei de Leão e Castela:
|
| B) definiu as fronteiras entre estes
reinos ibéricos. |
|
9 -
|
Analisa, com
atenção, o mapa.
O reino de Portugal, com a forma de um grande rectângulo: |
| A) ocupa a maior parte da faixa
litoral e ocidental da Península Ibérica. |
|
10
|
O reino de Portugal faz fronteira:
|
B) a norte e a este com a Espanha.
|
12/01/14
Charles Perrault
Em 12 de janeiro de 1628, nascia o francês Charles Perrault, conhecido como Pai da literatura infantil. Foi ele que tornou o final de muitas histórias mais sangrento - com o lobo jantando a mocinha - e introduziu a famosa moral da história, dizendo que "crianças não devem falar com estranhos para não virar comida de lobo".
Conheça mais curiosidades sobre esse lado obscuro dos contos infantis: http://abr.ai/JK2EGp
Conheça mais curiosidades sobre esse lado obscuro dos contos infantis: http://abr.ai/JK2EGp
11/01/14
O Ultimato Inglês
Há 124 anos…
No dia 11 de janeiro
de 1890, a Grã-Bretanha enviou um ultimato a Portugal. O ultimato exigia a
retirada imediata das forças militares portuguesas dos territórios entre Angola
e Moçambique.
A 11 de janeiro de 1890 o governo britânico de Lord Salisbury
enviou ao governo português um ultimato,
na forma de "Memorando", exigindo a retirada das forças militares
portuguesas chefiadas pelo major Serpa Pinto
do território compreendido entre as colónias de Angola e Moçambique (nos atuais Zimbabwe e Zâmbia), zona reivindicada por Portugal ao abrigo
do Mapa Cor-de-Rosa.
A pronta cedência portuguesa às exigências britânicas
foi vista como uma humilhação nacional por amplas franjas da população e das
elites, iniciando-se um profundo movimento de descontentamento em relação ao
novo rei de Portugal, D. Carlos, à
família real e à instituição da monarquia, vistos como responsáveis pelo
alegado processo de decadência nacional. A situação agravou-se com a
severa crise financeira ocorrida entre 1890-1891, quando as remessas dos emigrantes no Brasil caíram 80% com a chamada crise do encilhamento
na sequência da proclamação
da república no Brasil
dois meses antes, acontecimento que era seguido com apreensão pelo governo
monárquico e com júbilo pelos
defensores da república em Portugal.
Os republicanos souberam capitalizar este
descontentamento, iniciando um crescimento e alargamento da sua base social de
apoio que acabaria por culminar no derrube do regime.
Em 14 de Janeiro o governo progressista
caiu e o líder regenerador António de Serpa
Pimentel foi nomeado para formar novo governo.
Os progressistas passaram então a atacar o rei D.
Carlos, votando em candidatos republicanos nas eleições de março desse ano,
contestando o acordo colonial então assinado com os britânicos.
Alimentando um ambiente de quase insurreição, a 23 de março de 1890, António José de
Almeida, na época estudante da Universidade de
Coimbra e, mais tarde, Presidente da República, publicou um artigo com o
título "Bragança, o último", que seria considerado calunioso
para o rei e o levaria à prisão.
A 1 de abril de 1890, o velho explorador Silva Porto
imolou-se envolto numa bandeira portuguesa no Kuito,
em Angola, após negociações falhadas com os locais,
sob ordens de Paiva Couceiro, o
que atribuiu ao ultimatum. A morte do que fora um dos rostos da
exploração interior africana gerou uma onda de comoção nacional e o seu funeral foi seguido por uma
multidão no Porto.
A 11 de abril foi posto à
venda o Finis Patriae de Guerra Junqueiro, ridicularizando a figura do rei.
Na cidade do Porto,
no dia 31 de janeiro de 1891,
registou-se um levantamento militar contra a monarquia constituído
principalmente por sargentos e praças.
Os revoltosos, que tinham como hino uma canção de
cariz patriótico composta em reação ao ultimato britânico, "A Portuguesa", tomaram
os Paços do Concelho,
de cuja varanda, o jornalista e político republicano Augusto Manuel
Alves da Veiga proclamou a implantação da república em Portugal e
hasteou uma bandeira vermelha e verde, pertencente ao Centro Democrático
Federal. O movimento foi, pouco depois, sufocado por um destacamento da guarda
municipal que se manteve fiel ao governo, resultando 12 mortos e 40 feridos. Os
revoltosos capturados foram julgados, tendo 250 sido condenados a penas entre
os 18 meses e os 15 anos de degredo em África. "A Portuguesa" foi
proibida.
Embora tendo fracassado, a revolta de 31 de janeiro de
1891 foi a primeira grande ameaça sentida pelo regime monárquico e um prenúncio
do que viria a suceder quase duas décadas mais tarde.
Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ultimato_brit.1890
08/01/14
A Escravatura
Os primeiros escravos trazidos da costa de África desembarcaram na cidade
de Lagos, no Algarve, no século XV (1444). O cronista Gomes Eanes de Zurara
relata, de forma comovente, na sua «Crónica da Guiné», a chegada dos cativos a
Portugal. Muitos dos escravos gemiam, choravam ou lamentavam-se numa espécie de
canto. O momento mais dramático sucedeu quando se procedeu à divisão dos
escravos: as mulheres foram separadas dos maridos, os filhos do...s pais, os
irmãos dos irmãos, no meio de enormes gritos de dor.
“Uns tinham as caras baixas e os rostos lavados com lágrimas, olhando uns contra os outros, outros estavam gemendo mui dolorosamente, outros feriam seu rosto com suas palmas, lançando-se tendidos no meio do chão, outros faziam suas lamentações em maneira de canto, segundo o costume da sua terra, nas quais, posto que as palavras de linguagem os nossos não pudessem ser entendidas, bem correspondiam ao grau da sua tristeza (…). Tanto que os tinham posto em uma parte, os filhos que viam os pais na outra, alevantavam-se rijamente e iam-se para eles, as mães apertavam os mais pequenos nos braços (…) por não lhes serem tirados.”
“Uns tinham as caras baixas e os rostos lavados com lágrimas, olhando uns contra os outros, outros estavam gemendo mui dolorosamente, outros feriam seu rosto com suas palmas, lançando-se tendidos no meio do chão, outros faziam suas lamentações em maneira de canto, segundo o costume da sua terra, nas quais, posto que as palavras de linguagem os nossos não pudessem ser entendidas, bem correspondiam ao grau da sua tristeza (…). Tanto que os tinham posto em uma parte, os filhos que viam os pais na outra, alevantavam-se rijamente e iam-se para eles, as mães apertavam os mais pequenos nos braços (…) por não lhes serem tirados.”
Gomes
Eanes de Zurara, «Crónica da Guiné».
In: Associação dos professores de história
In: Associação dos professores de história
02/01/14
Poesia
Do
sentimento trágico da vida
Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.
Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.
Revolta é ter-se nascido
sem descobrir o sentido
do que nos há-de matar.
Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.
E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.
Natália Correia
Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.
Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.
Revolta é ter-se nascido
sem descobrir o sentido
do que nos há-de matar.
Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.
E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.
Natália Correia
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