20/01/14

20 de janeiro de 1554, nasceu D. Sebastião (“O Desejado”)

 
D. Sebastião (1554-1578) transformou-se num mito após o seu desaparecimento em batalha Norte de África. A sua morte abriu as portas à crise dinástica que vai colocar unir as duas coroas ibéricas. D. Sebastião era neto de D. João III e o seu nascimento foi muito festejado por se temr um problema de sucessão na coroa portuguesa. Religioso e militar zeloso, empenhou-se na preparação de um exército para combater os Mouros e em ganhar prestígio militar. Morreu no Norte de África, na batalha de Alcácer Quibir, sem deixar descendência abrindo caminho para a entrega da coroa portuguesa aos Filipes de Espanha. À sua volta nasceu o mito do “Sebastianismo”, a esperança de que regressaria um dia, numa manhã de nevoeiro, para salvar o país de todos os seus problemas.
 
 
 

18/01/14

Livraria Shakespeare and Company, em Paris na França

 
Cenário de filmes como 'Meia-Noite em Paris' e 'Antes do Pôr-do-Sol', a livraria Shakespeare and Company é o destino certo para quem gosta de bons livros e edições especiais.
Sylvia Beach, livreira, editora e escritora em 1919, abriu a livraria Shakespeare and Company numa ruela da Rive Gauche, em Paris.
O local tornou-se o epicentro da agitação cultural dos anos 20 e 30. A Shakespeare and Company é considerada por alguns críticos e formadores de opinião a livraria mais charmosa do mundo.
A Shakespeare and Company é uma daquelas raras livrarias que têm alma.
Nessa livraria tem um lugar reservado para todo jovem escritor faminto que estiver disposto a dormir mal, comer pouco e ajudar a cuidar da livraria duas horas por dia. A única regra a cumprir: ler um livro por dia.
Ali, jovens escritores têm a oportunidade de ler, pesquisar e criar. Podem se dedicar em tempo integral ao desenvolvimento literário e aos seus sonhos de se tornarem tão grandiosos quanto Ernest Hemingway, um dos ilustres freqüentadores da livraria - a Shakespeare and Company é o pano de fundo de "Paris é uma festa" uma das magistrais obras de Hemingway. Muitos dos que por ali passaram jamais conseguiram publicar uma única linha sequer, mas muitos se tornaram escritores e editores renomados, como Paul Abelman, Henry Miller, Anaïs Nin, Allen Ginsberg... E Jeremy Mercer.
A livraria ainda abriga raridades, como manuscritos de escritores célebres, as autobiografias de cada uma das centenas de pessoas que ali se hospedaram e parte da biblioteca pessoal de Graham Greene, que foi arrematada na ocasião da morte do escritor.
É na Shakespeare and Company que começa o filme Antes do Pôr do Sol, com Ethan Hawke e Julie Delpy...
Grandes nomes da literatura mundial, como James Joyce, Hemingway, Fitzgerald e Gertrude Stein, além de personalidades do cinema e da música, fizeram da
Shakespeare and Company o endereço da criatividade no período entre as duas guerras mundiais.
Entrar na Shakespeare and Company é como adentrar outra dimensão, um cantinho singular que parece perdido no tempo. Pilhas de livros por todos os lados, passagens estreitas, uma máquina de escrever e um mural abarrotado de recadinhos deixados por visitantes do mundo todo.
Além, claro, da frase que estampa uma das paredes da loja: “Be not inhospitable to strangers lest they be angels in disguise” (“Seja hospitaleiro com os estranhos, pois podem ser anjos disfarçados”). A livraria conta ainda com atividades regulares, como o chá aos domingos, sessões de leitura e encontros com escritores.
 

15/01/14

HGP - 5º Ano


História e Geografia de Portugal
Correção da 1ª Parte
I Grupo
 
1.1.        Os Muçulmanos eram originários da Península Arábica.
1.2.        Esta civilização chegou à península Ibérica no ano 711.
2.       “Os Muçulmanos originários da arábia, chegaram à península, através dos territórios que foram conquistando no Mediterrâneo. Atravessaram o estreito de Gibraltar e enfrentaram os Romanos que, nessa altura dominavam a península. Conquistaram rapidamente, toda a Península Ibérica, com exceção da região das Astúrias”.
3.1.Os muçulmanos introduziram novas plantas e desenvolveram e introduziram novos processos de rega (nora, cegonha e picota).
4. Introduziram novas árvores de fruto.
5. Os Muçulmanos deixaram-nos Mesquitas e levadas e noras.
6. Preenche o seguinte crucigrama:

1. Hégira
2. esmola
3. muçulmanos
4. Alá
5. Maomé
6. cinco
7. Mesquita
8. Meca
9. Corão

7. A nova religião foi o Islamismo.

8. 1. Os Muçulmanos têm um Deus Alá. Um profeta Maomé. Um livro sagrado Alcorão ou Corão.

9. Os Muçulmanos procuravam:

a)       novas terras e riquezas / melhorar as suas condições de vida;

b)       expandir o Islamismo / converter outros povos à sua religião.

10. A este período chamou-se “Reconquista”.

11. O Cristão que se distinguiu na Batalha de Covadonga foi Pelágio.

Correção da 2ª Parte

I Grupo

1. A reconquista cristã levou à formação do Condado Portucalense, na medida em que os novos territórios conquistados aos mouros eram transformados em condados, e as terras conquistadas depois, eram acrescentadas a esses condados e o mesmo aconteceu com o Condado Portucalense.

2. D. Afonso VI deu o Condado Portucalense a D. Henrique porque este casou com uma filha sua.

3. D. Henrique tinha que servir o Rei de Leão, ir às suas cortes e aos seus chamados. Também lhe marcou certa terra de mouros para que conquistasse e, a acrescentasse ao condado.

4. Os motivos que conduziram à Batalha de S. Mamede foram o facto de o Conde D. Henrique ter morrido, e o condado ter ficado nas mãos da D. Teresa que favorecia os galegos, e o filho, D. Afonso Henriques queria a independência do Condado, e como tal, defrontaram-se nessa batalha.

5. Após conseguir a Independência política, em 1143, com o Tratado de Zamora, D. Afonso Henriques iniciou o alargamento do território para Sul. Empreendeu uma série de conquistas aos mouros/muçulmanos das quais se destacam a conquista da cidade de Leiria, em 1145, e de Santarém e Lisboa, em 1147.

I I Grupo

Das hipóteses apresentadas (A, B, C e D), assinala a correta.

1 - 
Em relação ao reino de Leão, o território portucalense era:

C) um condado.
2 - 
Afonso VI era:

A) rei de Leão e Castela.
3 - 
Afonso VI doou o Condado Portucalense a:
   A) sua filha D. Teresa e ao conde D. Henrique.
4 - 
D. Afonso Henriques venceu a sua mãe em:

B) S. Mamede.
5 - 
Em 1139, D. Afonso Henriques obteve uma grande vitória em Ourique. Essa famosa batalha foi contra:

D) os Mouros.
6 - 
Lê o seguinte documento:

D) o papa Alexandre III.
7 - 
Através da Bula Manifestis Probatum, a Igreja:

A) reconheceu a D. Afonso Henriques o título de rei e a independência do condado.
8 - 
O Tratado de Alcanizes, celebrado em 1297 entre D. Dinis, rei de Portugal, e D. Fernando, rei de Leão e Castela:

B) definiu as fronteiras entre estes reinos ibéricos.
9 - 
Analisa, com atenção, o mapa.
O reino de Portugal, com a forma de um grande rectângulo:
  A) ocupa a maior parte da faixa litoral e ocidental da Península Ibérica.
10 
O reino de Portugal faz fronteira:
B) a norte e a este com a Espanha.

 

12/01/14

Charles Perrault

 
Em 12 de janeiro de 1628, nascia o francês Charles Perrault, conhecido como Pai da literatura infantil. Foi ele que tornou o final de muitas histórias mais sangrento - com o lobo jantando a mocinha - e introduziu a famosa moral da história, dizendo que "crianças não devem falar com estranhos para não virar comida de lobo".

Conheça mais curiosidades sobre esse lado obscuro dos contos infantis: http://abr.ai/JK2EGp
Ilustração: Divica Landrová (1959)

11/01/14

O Ultimato Inglês


Há 124 anos…
 
No dia 11 de janeiro de 1890, a Grã-Bretanha enviou um ultimato a Portugal. O ultimato exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas dos territórios entre Angola e Moçambique.
 
 
A 11 de janeiro de 1890 o governo britânico de Lord Salisbury enviou ao governo português um ultimato, na forma de "Memorando", exigindo a retirada das forças militares portuguesas chefiadas pelo major Serpa Pinto do território compreendido entre as colónias de Angola e Moçambique (nos atuais Zimbabwe e Zâmbia), zona reivindicada por Portugal ao abrigo do Mapa Cor-de-Rosa.
A pronta cedência portuguesa às exigências britânicas foi vista como uma humilhação nacional por amplas franjas da população e das elites, iniciando-se um profundo movimento de descontentamento em relação ao novo rei de Portugal, D. Carlos, à família real e à instituição da monarquia, vistos como responsáveis pelo alegado processo de decadência nacional. A situação agravou-se com a severa crise financeira ocorrida entre 1890-1891, quando as remessas dos emigrantes no Brasil caíram 80% com a chamada crise do encilhamento na sequência da proclamação da república no Brasil dois meses antes, acontecimento que era seguido com apreensão pelo governo monárquico e com júbilo pelos defensores da república em Portugal.
Os republicanos souberam capitalizar este descontentamento, iniciando um crescimento e alargamento da sua base social de apoio que acabaria por culminar no derrube do regime.
Em 14 de Janeiro o governo progressista caiu e o líder regenerador António de Serpa Pimentel foi nomeado para formar novo governo.
Os progressistas passaram então a atacar o rei D. Carlos, votando em candidatos republicanos nas eleições de março desse ano, contestando o acordo colonial então assinado com os britânicos.
Alimentando um ambiente de quase insurreição, a 23 de março de 1890, António José de Almeida, na época estudante da Universidade de Coimbra e, mais tarde, Presidente da República, publicou um artigo com o título "Bragança, o último", que seria considerado calunioso para o rei e o levaria à prisão.
A 1 de abril de 1890, o velho explorador Silva Porto imolou-se envolto numa bandeira portuguesa no Kuito, em Angola, após negociações falhadas com os locais, sob ordens de Paiva Couceiro, o que atribuiu ao ultimatum. A morte do que fora um dos rostos da exploração interior africana gerou uma onda de comoção nacional e o seu funeral foi seguido por uma multidão no Porto.
A 11 de abril foi posto à venda o Finis Patriae de Guerra Junqueiro, ridicularizando a figura do rei.
Na cidade do Porto, no dia 31 de janeiro de 1891, registou-se um levantamento militar contra a monarquia constituído principalmente por sargentos e praças.
Os revoltosos, que tinham como hino uma canção de cariz patriótico composta em reação ao ultimato britânico, "A Portuguesa",  tomaram os Paços do Concelho, de cuja varanda, o jornalista e político republicano Augusto Manuel Alves da Veiga proclamou a implantação da república em Portugal e hasteou uma bandeira vermelha e verde, pertencente ao Centro Democrático Federal. O movimento foi, pouco depois, sufocado por um destacamento da guarda municipal que se manteve fiel ao governo, resultando 12 mortos e 40 feridos. Os revoltosos capturados foram julgados, tendo 250 sido condenados a penas entre os 18 meses e os 15 anos de degredo em África. "A Portuguesa" foi proibida.
Embora tendo fracassado, a revolta de 31 de janeiro de 1891 foi a primeira grande ameaça sentida pelo regime monárquico e um prenúncio do que viria a suceder quase duas décadas mais tarde.
 
 
 
 
 

08/01/14

A Escravatura


Os primeiros escravos trazidos da costa de África desembarcaram na cidade de Lagos, no Algarve, no século XV (1444). O cronista Gomes Eanes de Zurara relata, de forma comovente, na sua «Crónica da Guiné», a chegada dos cativos a Portugal. Muitos dos escravos gemiam, choravam ou lamentavam-se numa espécie de canto. O momento mais dramático sucedeu quando se procedeu à divisão dos escravos: as mulheres foram separadas dos maridos, os filhos do...s pais, os irmãos dos irmãos, no meio de enormes gritos de dor.

“Uns tinham as caras baixas e os rostos lavados com lágrimas, olhando uns contra os outros, outros estavam gemendo mui dolorosamente, outros feriam seu rosto com suas palmas, lançando-se tendidos no meio do chão, outros faziam suas lamentações em maneira de canto, segundo o costume da sua terra, nas quais, posto que as palavras de linguagem os nossos não pudessem ser entendidas, bem correspondiam ao grau da sua tristeza (…). Tanto que os tinham posto em uma parte, os filhos que viam os pais na outra, alevantavam-se rijamente e iam-se para eles, as mães apertavam os mais pequenos nos braços (…) por não lhes serem tirados.”
Gomes Eanes de Zurara, «Crónica da Guiné».
In: Associação dos professores de história

02/01/14

Poesia


Do sentimento trágico da vida

Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.

Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.

Revolta é ter-se nascido
sem descobrir o sentido
do que nos há-de matar.

Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.

E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.


Natália Correia

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...