17/11/11

Visitas de Estudo

As visitas de estudo e os trabalhos de campo, são tarefas educativas a desenvolver em meio paraescolar, cuja importância se exprime, sobretudo, nos seguintes aspetos:

• O interesse metodológico

• A motivação para a realização de novas aprendizagens

• Os valores e atitudes que desenvolvem

Relativamente ao primeiro aspeto, o contacto direto com o meio físico, social e cultural tem sempre um enorme interesse metodológico, ao permitir desenvolver nos alunos um conjunto diferenciado de capacidades que importa valorizar e incrementar. Destaca-se a observação direta, a interpretação de fenómenos, a avaliação crítica.

No que respeita à motivação, a visita de estudo, por se desenvolver fora do ambiente normal da sala de aula, constitui uma fonte acrescida de motivação dos alunos perante a aprendizagem. Torna-se útil, por isso, aproveitar as sinergias daí resultantes para a concretização das metas definidas. Importa, também, dar à planificação e concretização um carácter lúdico, que contribuirá, certamente, quer para aprofundar o relacionamento afetivo entre professores e alunos, quer de alunos entre si.

Finalmente, na perspetiva dos valores e atitudes, as visitas de estudo contribuem para a formação de cidadãos intervenientes, autónomos e criativos. Proporcionam o enriquecimento cultural dos alunos, possibilitam a ligação à vida e à realidade natural e humana, criam e desenvolvem um espírito de responsabilidade, cooperação, solidariedade, criatividade, autonomia.

A saída da escola e o contacto com a realidade exterior, nas suas múltiplas vertentes, é uma estratégia que contribui para a aprendizagem mais ativa e significante. Além de contribuir para uma aprendizagem com sentido, na inter-relação estreita com a realidade, desenvolve igualmente o espírito científico, a iniciação ao método de pesquisa e fomenta a socialização dos jovens.

Na perspetiva da interdisciplinaridade, a visita de estudo é uma excelente atividade de integração de diversas perspetivas da realidade, fomentando a articulação curricular.

As visitas de estudo, ao levar a escola a aproximar-se da comunidade, a sair da rotina, desenvolvem o jovem no plano intelectual, estimulando as capacidades de observação de imaginação e de reflexão crítica, provocando a curiosidade e interesse por questões que dificilmente poderiam ser abordadas na sala de aula; mas são também importantes no plano afetivo, contribuindo para uma forma de convívio saudável entre professores, alunos e turmas, e no plano da sociabilidade, ao criar hábitos de cooperação. A visita de estudo tem também um papel formativo no que diz respeito ao desenvolvimento de uma cidadania responsável e participativa

Qualquer visita de estudo dever ser preparada com antecedência, a fim de extrair dela o máximo proveito possível. Deverá, sempre que possível, promover a interdisciplinaridade, proporcionando dessa forma uma aprendizagem mais rica e variada. Deve-se escolher criteriosamente aquilo que se vai visitar em função dos objetivos que se pretendem atingir.

Uma visita prévia ao local/locais é indispensável, assim como a elaboração de um guião com alguns dados complementares e que poderá incluir perguntas e espaços de observação sobre o tema e local da visita.

Há também uma série de procedimentos burocráticos que é necessário efetuar: marcação da visita; reserva de transporte; coordenação de horários de professores e alunos; planificação dos espaços destinados a refeições e alojamentos (se necessários); escolha do vestuário adequado ao local.

A visita de estudo deve ser sempre objeto de avaliação, nem que seja apenas auto-avaliação. Esta poderá ser concretizada através de um relatório, um trabalho escrito, um artigo para o jornal da escola, uma exposição, um debate ou a organização de um dossier, onde se poderão arquivar os materiais produzidos pelos alunos no âmbito da visita.

Natércia Crisanto, Simões Rodrigues e Amado Mendes propõem o seguinte organigrama para uma visita de estudo, estruturado em três fases:

1. Fase preparatória

1.1 Atividades pedagógicas:

• determinação da visita

• definição de objetivos

• escolha de estratégias

- tipos de visitas: dirigida, descoberta, mista

- aulas preparatórias

- estruturação do guião

1.2 Actividades burocráticas

• tempo

• contactos a estabelecer

- conselho de Turma e de Disciplina ( inclusão da visita no Plano Anual de Actividades)

- empresas transportadoras

- responsáveis pela instituição a visitar (no caso de ser esse o local da visita)

- encarregados de educação

2. Fases de realização

• orientação da visita

• ficha de trabalho

• reportagens vídeo, fotográfica ou fonográfica

• mapas, plantas, roteiros

3. Fases de avaliação

• relatórios

• questionários

• debates

• cartazes

• exposições

• análises críticas ao trabalho realizado

Conclui-se assim, que a visita de estudo é uma das estratégias de ensino-aprendizagem mais estimulantes para os alunos.

02/10/11

Tavira. Veneza Algarvia


Tavira
Rio Gilão
Tavira
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