07/08/11

Marquês de Pombal

Sebastião José de Carvalho e Melo nasceu no dia 13 de Maio de 1699 em Lisboa. Em 1750, o Rei José I designou-o para o cargo de Secretário de Estado para os Assuntos Exteriores. Mas, após o terramoto que assolou Lisboa em 1755, os seus poderes tornaram-se quase absolutos, chegando a converter-se na figura mais relevante na reconstrução da capital portuguesa. O Canal de História traz aos seus ecrãs uma produção própria sobre o Marquês de Pombal, que aboliu a escravidão em Portugal, reorganizou o sistema educativo, publicou um novo código penal; definitivamente, o homem que, durante 27 anos, dirigiu a política e economia de Portugal.



Ver mais em: 
  • http://www.canaldehistoria.pt/vertv/sinopsis/409742_/O-Marqu%C3%AAs-de-Pombal
  • http://www.youtube.com/watch?v=v2i8x7dBXh4

06/08/11

Descoberta nova mesquita e uma lápide com inscrições em árabe do séc. XII no Algarve

Um grupo de estudantes de arqueologia, chefiados pelos arqueólogos e professores da Universidade Nova de Lisboa Rosa e Mário Varela Gomes, encontraram no Ribat da Arrifana, em Aljezur, uma nova mesquita, 21 sepulturas e uma lápide funerária com inscrições em árabe. As descobertas vêm dar uma nova luz sobre o passado daquele lugar.
 
Esta foi a última descoberta da dupla de arqueólogos, que em 2001 começou os trabalhos naquele espaço, depois de terem identificado, na Península da Ponta da Atalaia, a cerca de cinco quilómetros a poente de Aljezur, o convento-fortaleza islâmico, que tem por nome ribat, fundado pelo mestre Ibn Qasî, na Arrifana em cerca de 1130.

Desde então, os arqueólogos já desenvolveram nove campanhas de escavações, que trouxeram à luz as ruínas de oito mesquitas e de diversas instalações com elas relacionadas, como um minarete, um muro de orações, uma necrópole e vários objectos em cerâmica, panelas, armas metálicas e uma lápide funerária in situ (no local), com inscrições árabes.

A estas descobertas, juntam-se as que foram hoje anunciadas, onde Rosa Varela Gomes destaca a segunda lápide funerária. “Esta descoberta é muito importante, uma vez que as inscrições na lápide, que acompanha a sepultura, informam-nos quem morreu, quando e onde”, disse ao PÚBLICO a arqueóloga, explicando que a leitura das inscrições árabes da lápide será feita pela especialista espanhola Carmen Barceló, que determinará assim a quem pertenceu. Este resultado ajudará a determinar a população que ali viveu, assim como os seus hábitos. “Em Portugal não se encontram muitas lápides com inscrições, isso é raro, e vai-nos ajudar a conhecer a comunidade que ali foi sepultada.”

Há vários anos a trabalhar no local, a arqueóloga explica que apesar do vasto complexo arqueológico, desconhecia-se a existência de mais uma mesquita. “Nós já tínhamos identificado a necrópole em anos anteriores e este ano prosseguíamos a investigação quando fomos encontrando mais vestígios. Ao longo das escavações as sepulturas foram aparecendo.”

Até à data, o Ribat da Arrifana é o único conhecido em Portugal e o segundo da Península Ibérica. Em Alicante existe um ribat mas de menores dimensões.

“Esta é uma estrutura fundada em 1130 e que foi abandonada em 1150. É um espaço que em termos cronológico se sabe muito”, diz Rosa Varela Gomes, lembrando a necessidade de se saber mais em termos históricos também.

A campanha de escavações arqueológicas no ribat do século XII está a decorrer desde o fim do mês de Julho e contou com o financiamento do Programa Polis Litoral Sudoeste e do da Câmara Municipal de Aljezur, da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur, e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Neste momento, o Ribat da Arrifana está em vias de classificação como monumento nacional. Deve ficar acessível ao público até 2013. “Vai ser recuperado e musealizado pela sua importância histórica e científica”, refere a mesma responsável.

Notícia retirada do publico on.line: publico.pt

05/08/11

6 de Agosto de 1945

Bombardeamentos de Hiroshima e Nagasaki






No dia 6 de Agosto de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, a cidade japonesa de Hiroshima foi desnecessariamente bombardeada pela força aérea americana. Três dias mais tarde seguiu-se o bombardeio de Nagasaki. Sua justificação era forçar a rendição do Japão, porém, o que ficou evidenciado era que ambas faziam parte de uma verdadeira demonstração de força do armamento nuclear dos EUA. As cidades foram escolhida por estarem situadas exactamente entre vales, o que facilitaria a avaliação dos danos causados pela nova tecnologia bélica, a qual nunca até então havia sido usada e nem se sabia quais seriam suas consequências. Soma-se a isso o fato de que essas cidades nunca sofreram ataques durante a Segunda Guerra, ou seja, era pouco vigiadas. A detonação da Little Boy, como era chamada a bomba que causou a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima, foi ouvida até o alcance das cidades vizinhas. Ela destruiu tudo o que encontrava num raio de dois quilómetros e meio, devastando vegetação e estrutura da cidade.
Porém, o aporte térmico da bomba teve um alcance ainda maior. A detonação da Fat Man sobre Nagasaki causou tanta destruição quanto em Hiroshima. Sobreviventes que sofreram fortes queimaduras devidas á propagação do intenso calor, fora da área de explosão, andavam pelas ruas sem saber o que havia acontecido. A radioactividade se espalhou provocando chuvas ácidas, causando a contaminação da região, incluindo lagos, rios, plantações.
Os sobreviventes foram atendidos dias depois, o que ocasionou a morte lenta e agonizante de muitos. Até os dias de hoje os descendentes dos habitantes afectados sofrem os efeitos da radioactividade. Tempos depois a cidade foi sendo reconstruída. Após mais de 60 anos decorridos da tragédia que marcou a história mundial, Hiroshima se transformou numa cidade moderna e desenvolvida, com árvores, prédios, pessoas circulando e carros, como em qualquer outra. Contudo, as lembranças continuam vivas dentro de cada um.


04/08/11

Portugal - Fernando Pessoa

 

«A cada um destes tipos de português corresponde um tipo de literatura.»

Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou, se se preferir, há três espécies de português. Um começou com a nacionalidade: é o português típico, que forma o fundo da nação e o da sua expansão numérica, trabalhando obscura e modestamente em Portugal e por toda a parte de todas as partes do Mundo. Este português encontra-se, desde 1578, divorciado de todos os governos e abandonado por todos. Existe porque existe, e é por isso que a nação existe também.
Outro é o português que o não é. Começou com a invasão mental estrangeira, que data, com verdade possível, do tempo do Marquês de Pombal. Esta invasão agravou-se com o Constitucionalismo, e tornou-se completa com a República. Este português (que é o que forma grande parte das classes médias superiores, certa parte do povo, e quase toda a gente das classes dirigentes) é o que governa o país. Está completamente divorciado do país que governa. É, por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido.
Há um terceiro português, que começou a existir quando Portugal, por alturas de El-Rei D. Dinis, começou, de Nação, a esboçar-se Império. Esse português fez as Descobertas, criou a civilização transoceânica moderna, e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer Quibir, mas deixou alguns parentes, que têm estado sempre, e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiro Rei de Portugal foi aquele D. Sebastião que caiu em Alcácer Quibir, e presumivelmente ali morreu, é no símbolo do regresso de El-Rei D. Sebastião que os portugueses da saudade imperial projectam a sua fé de que a famí1ia se não extinguisse.
Estes três tipos do português têm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si. O português, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três característicos: (1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência; (2) o predomínio da emoção sobre a paixão; (3) a adaptabilidade instintiva. Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do ego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade. Pelo segundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento. Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.
A cada um destes tipos de português corresponde um tipo de literatura.
O português do primeiro tipo é exactamente isto, pois é ele o português normal e típico. O português do tipo oficial é a mesma coisa com água; a imaginação continuará a predominar sobre a inteligência, mas não existe; a emoção continua a predominar sobre a paixão, mas não tem força para predominar sobre coisa nenhuma; a adaptabilidade mantém-se, mas é puramente superficial — de assimilador, o português, neste caso, torna-se simplesmente mimético.
O português do tipo imperial absorve a inteligência com a imaginação — a imaginação é tão forte que, por assim dizer, integra a inteligência em si, formando uma espécie de nova qualidade mental. Daí os Descobrimentos, que são um emprego intelectual, até prático, da imaginação. Daí a falta de grande literatura nesse tempo (pois Camões, conquanto grande, não está, nas letras, à altura em que estão nos feitos o Infante D. Henrique e o imperador Afonso de Albuquerque, criadores respectivamente do mundo moderno e do imperialismo moderno) (?). E esta nova espécie de mentalidade influi nas outras duas qualidades mentais do português: por influência dela a adaptabilidade torna-se activa, em vez de passiva, e o que era habilidade para fazer tudo torna-se habilidade para ser tudo.
s.d.
Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional. Fernando Pessoa (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Morão. Introdução organizada por Joel Serrão.) Lisboa: Ática, 1979. - 6.

03/08/11

3 de Agosto de 1914

1914 - França, Bélgica e Grã-Bretanha declaram guerra à Alemanha, iniciando a Primeira Guerra. O estopim foi o assassinato do príncipe do Império Austro-húngaro, Francisco Ferdinando, em 28 de Junho. 
Entre 28 de Julho e 3 de Agosto, todas as potências entram na guerra (menos a Itália).

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...