01/04/11

Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra

Fotos 2, 3, 4, e 5 de Cidália Teixeira, em 13 de março de 2011

Mandado edificar por D. João V em 1711, é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português e as peripécias da sua construção inspiraram um dos primeiros sucessos do Nobel das Literartura, José Saramago (Memoril do Convento). É o paradigma do reinado mais rico da história de Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil. Reconhece-se alguma inspiração do castelhano convento do Escurial, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja. O projecto original é de João Frederico Ludovice, também autor da basílica da Estrela, em Lisboa.

O convento foi ocupado pelos Franciscanos que desenvolveram a farmácia e a enfermaria, enquanto os outros ocupantes deste convento, os Dominicanos desenvolveram a biblioteca. Parte das instalações está ocupada pela Escola Prática de Infantaria, sendo possível visitar, a pedido, esta unidade militar e apreciar os monumentais corredores com centenas de metros dedicados às batalhas de Portugal e onde cabe um camião. Integram este conjunto monumental, o Palácio, o Museu, a Biblioteca conventual e a Tapada.
Aquilo a que vulgarmente se chama «Convento de Mafra» engloba o Palácio, o Mosteiro, a Biblioteca e a Basílica.
O monumento surge devido a uma promessa de Dom João V para que a rainha, Dona Maria de Áustria, lhe desse um filho varão. A rainha acabou por conceber um herdeiro, e o soberano, em cumprimento do voto, mandou construir um convento dedicado a Santo António.
A construção do mais imponente monumento barroco português iniciou-se em 1717, sob a orientação do arquitecto alemão Frederico Ludovici. Em 1730, o edifício estava concluído. São cerca de 200 metros de fachada, com a Basílica ao meio e o Palácio e o Mosteiro situados lateralmente.
Os mármores vieram das pedreiras de Pêro Pinheiro e Sintra e as madeiras do Brasil. De França, da Bélgica, de Itália e da Holanda chegaram os sinos, as estátuas, os carrilhões, as baixelas e a iluminária. O resultado é um enorme edifício com 880 salas, 300 celas, 4500 portas e janelas, 154 escadarias e 29 pátios.

O Palácio Real foi residência de veraneio, além de alojar a Corte por ocasião das caçadas reais. Um enorme corredor atravessa o palácio, dando acesso a todas as suas salas e aposentos. Os frescos são deslumbrantes, nomeadamente na Sala do Trono, onde dão ideia de relevo, parecendo estátuas.
Na Sala da Caça, pode ver-se uma impressionante quantidade de troféus, todos de animais caçados na Tapada. Até o mobiliário foi feito aproveitando as hastes de veados. Muito curiosa é também a Sala da Bênção, toda em mármore, a partir da qual, com a simples abertura de uma janela, os soberanos assistiam à missa na Basílica.

O Mosteiro reflecte bem o estilo de vida dos monges franciscanos, muito humilde, apenas com o essencial. A visita inclui a cozinha, a botica, o hospital (dentro de uma capela, é uma série de celas com abertura para um corredor central, onde se colocavam as camas dos doentes durante os ofícios religiosos) e as celas dos monges, onde os artefactos de autopunição, para expiação do pecado, eram uma constante.

A Biblioteca, mantida pelos religiosos, tem cerca de 36 mil volumes raros, que podem ser consultados, fora desta visita.

Depois de sair do Palácio, suba a escadaria central do Convento e visite a Basílica. Uma série de esculturas convida para o interior, todo em mármore, com 11 capelas, 45 tribunas, seis órgãos, 40 estátuas de figuras religiosas, quatro carrilhões (dois manuais, com teclados de quatro oitavas, e dois mecânicos) e 110 sinos, 93 dos quais ligados aos carrilhões. Os enormes sinos das torres Norte e Sul foram fundidos em Antuérpia, na Bélgica.
Ver mais em:
http://viajar.clix.pt/tesouros.php?id=82&lg=pt
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Parque Natural da Arrábida

Fotos de Cidália Teixeira, 12 de março de 2011

A Serra da Arrábida é uma elevação situada na margem norte do estuário do Rio Sado, na Península de Setúbal, Portugal, com o ponto mais alto a 501 metros de altitude e características peculiares de clima e flora. O seu clima é temperado mediterrânico, apresentando uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, sobreiro, carvalho. O topónimo Arrábida tem origem desconhecida. Há quem pense[quem?] que vem do castelhano Rábida, através do árabe al-ribat, e defenda que «arrábita» é uma palavra de origem árabe que significa grosso modo «local de oração», ligando-se semanticamente ao verbo "vigiar" em árabe. Outra hipótese para a origem deste topónimo bem como de outros na região tais como Évora, Sado e Sesimbra é terem origem nos povos proto e pré-históricos do sul de Portugal tais como os cónios e relacionados com a cultura megalitica.
Aqui viveram os poetas Frei Agostinho da Cruz e Sebastião da Gama, que fizeram da serra um motivo recorrente nas suas obras.

Parque Natural da Arrábida

O Parque Natural da Arrábida, fundado em 1976, com uma área aproximada de 10 800 hectares, protegendo a vegetação maquis de tipo mediterrânico nascida deste microclima com semelhanças a regiões Adriáticas, como a Dalmácia. A fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX. Até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados. Da fauna actual fazem parte, entre outros, o gato-bravo (Felis silvestris), a raposa (Vulpes vulpes), a lebre (Lepus capensis), o morcego, a águia de bonelli (Hieraetus fasciatus) o bufo real (Bubo bubo), a perdiz (Alectoriz rufus) e o andorinhão real (Apus melba).

Pesquisa feita em: http://pt.wikipedia.org/wiki

28/03/11

Ponte 25 de Abril vista do Cristo Rei em Almada

Fotos de Cidália Teixeira - Lisboa e Ponte 25 de Abril vistas do alto do Cristo Rei em 12 de março de 2011
Fotos de Cidália Teixeira , Cristo Rei em 12 de março de 2011

História do Santuário Nacional de Cristo Rei

A inspiração “nasce” no Brasil

A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei surge em 1934, aquando de uma visita ao Brasil do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Ao passar pelo Rio de Janeiro, viu a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado e logo no seu coração nasceu o desejo de construir semelhante obra em frente a Lisboa. Em 1936, a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei foi transmitida ao “Apostolado de Oração”, que a acolheu entusiasticamente. Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida, sendo proclamada oficialmente na Pastoral Colectiva da Quaresma de 1937.

Contexto sociopolítico

As condições económicas e sociais que os países ocidentais enfrentaram após a I Guerra Mundial (1914-1918), obrigaram à reconstrução das economias, endividamento, crises de superprodução. A queda dos valores das acções na bolsa em Nova Iorque originou igualmente uma profunda recessão económica em 1929, (que se prolongou durante a década de 30), provocando agitação social, desemprego em massa e consequente pobreza.
Todas estas condições levantaram graves problemas aos governos de democracia liberal, que tinham saído vencedores da guerra, cujas políticas orientavam a maior parte dos países ocidentais. Este facto, aliado à incapacidade demonstrada para resolver a crise vigente, fez crescer uma onda de descontentamento das populações e deu azo ao crescimento de forças da oposição, principalmente com os movimentos radicalistas de esquerda - marcados pelo avanço do socialismo marxista-leninista na Rússia – e de direita em Itália e na Alemanha., duas nações que tinham sentido mais duramente atingidas pela guerra. Na Alemanha, o desemprego rondou mesmo os 43 por cento, mas com a chegada de Hitler ao poder em 1933, foi empreendida uma política de rearmamento (que se revelou fulcral para o início da II Guerra Mundial) que criou emprego, algo que deixou o povo alemão rendido a este novo político, que mais tarde seria responsável por milhares de mortes. Na União Soviética, ocorreram também numerosos massacres, nomeadamente com o extermínio de agricultores abastados, os “Kulak”.

Em Portugal, as condições sociais não eram muito melhores e os conflitos decorrentes da I República originaram uma reacção conservadora, que culminou com o golpe de 28 de Maio de 1926, perpetrado pelo exército e apoiado maioritariamente por republicanos moderados, monárquicos e católicos de várias facções. O descontentamento era geral e crescia mesmo entre as classes médias portuguesas, que tinham sido o principal apoio à República. As greves sucediam-se e este clima foi apenas ultrapassado com a vitória do general Óscar Carmona nas eleições presidenciais de 1928 e com a escolha de António de Oliveira Salazar para ministro das Finanças. Salazar conseguiu equilibrar as contas nacionais, o que lhe garantiu um grande prestígio. Posteriormente, em 1932, Salazar é nomeado chefe de Governo e em 1933 é promulgada uma nova Constituição, que redundou no Estado Novo, um regime sob o governo pessoal de Salazar até 1968. O sistema político nacional passou então a ser um regime corporativo, definindo-se como autoritário, nacionalista e colonial.
A vizinha Espanha vivia uma sangrenta Guerra Civil, iniciada em 1936 e estava também ameaçada pelo perigo da proliferação do comunismo ateu nos países ditos de tradição cristã, algo que Nossa Senhora, em Fátima, já previra, ao afirmar que a Rússia haveria de espalhar os seus erros pelo mundo (ver caixa).

Ver o site oficial em :http://www.cristorei.pt/aboutus.aspx



24/03/11

Harry Houdini

Harry Houdini, nome artístico de Ehrich Weiss, (Budapeste, 24 de Março de 1874Detroit, 31 de Outubro de 1926) foi um dos mais famosos escapistas e ilusionistas da História.
Sua família emigrou para os Estados Unidos, quando Houdini tinha quatro anos, em 3 de julho de 1878, a bordo do navio SS Fresia. Teve uma infância muito pobre, o que o obrigou a trabalhar desde cedo. Foi perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista, trapezista. Foi também ferreiro e nesse ofício ele aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo.
Certa vez, seu chefe encarregou-lhe de abrir um par de algemas cuja chave um policial perdera. Após inúmeras tentativas usando serras, Houdini teve a idéia de pinçar a fechadura para abri-la. Ele conseguiu e a maneira como o fez serviu de base para abrir todas as algemas que empregava em seus truques.

Houdini e um elefante (1918)
Desde então passou a se apresentar como mágico, fazendo números nos quais se libertava não só de algemas, mas também de correntes e cadeados, dentro de caixas, dentro de tanques fechados; dentro e fora d'água, de todo o jeito. Fez um sucesso enorme e ninguém até hoje conseguiu desvendar seus truques por completo, mesmo depois dele ter escrito boa parte dos segredos em livro.
Houdini tinha habilidades impressionantes. Era capaz, por exemplo, de ficar vários minutos dentro de água sem respirar. E foi numa destas demonstrações de suas habilidades - a "incrível resistência torácica" - que ele morreu. Após apresentar o número para uma platéia de estudantes em Montreal, no Canadá, enquanto ele ainda exibia o "super" tórax, um dos estudantes, boxeador amador, invadiu os bastidores e sem dar tempo para que Houdini preparasse os músculos, golpeou-lhe o abdômen com dois socos. Os violentos golpes romperam-lhe o apêndice, e quase uma semana depois ele morreu, num hospital de Detroit. Era o fim de Harry Houdini, considerado até hoje o maior mágico que já existiu.
Houdini também atuou como um desenganador, ou seja, desmascarando pessoas que alegavam possuir poderes sobrenaturais tais como médiuns.

22/03/11

O Aqueduto das Águas Livres - Lisboa

Os Monárquicos e a República

A Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa continuam a levar a efeito o ciclo de conferências sobre o Centenário da República, desta vez o orador convidado é o Prof. Doutor Joaquim Romero Magalhães, que vai abordar a temática da relação do regime com os seus principais opositores, os monárquicos.

Pode ler-se na sinopse de divulgação do evento:

A República e os Monárquicos

A 5 de Outubro de 1910, a República impôs-se sem resistência efectiva dos monárquicos. E, no entanto, o novo regime iria conhecer, anos a fio, as investidas armadas dos vencidos.
Instalados na sua maioria na Galiza, sob evidente protecção da monarquia espanhola, os conjurados monárquicos organizaram, sob a direcção de Paiva Couceiro, diversas incursões no território nacional, onde a sua acção foi secundada por muitos párocos católicos, desavindos com as medidas secularizadoras e anti-clericais dos governos republicanos.
Confiantes em que o povo rural do Norte se ergueria pela restauração monárquica mal os visse entrar, os exilados, pouco organizados e frequentemente mal preparados e municiados, depararam-se, logo na primeira incursão, em 1911, com a falta de apoio popular e uma resistência combativa das hostes republicanas e, em especial, com a capacidade militar da recém-criada Guarda Nacional Republicana e das forças de Marinha, de notória feição republicana e cuja preparação e poder de fogo se tornarão decisivos em diversos momentos.
No ano seguinte, após a celebração do Pacto de Dover entre D. Manuel e o ramo miguelista, nova incursão monárquica foi igualmente votada ao fracasso, estando o governo do país vizinho menos explícito no apoio aos emigrados e desarmando-os mesmo ao retirarem, vencidos, para a Galiza.

Entretanto, o próprio rei exilado não parecia demasiado confiante na acção dos seus partidários, cujas divisões políticas se acentuavam na derrota. Recomendava-lhes cautela e não queria aparecer como fautor directo das acções armadas contra o território nacional.

Entre 1914 e 1915, em larga medida suscitadas pela instabilidade republicana e pela ditadura de Pimenta de Castro, em Janeiro de 1915, sucedem-se novas investidas e, mesmo, a criação de mais de meia centena de centros monárquicos, de algum modo acalentados pela própria ditadura. Mas, a 14 de Maio de 1915, as forças republicanas pôem termo à ditadura e o Partido Democrático regressa ao poder.

A Monarquia do Norte, ou Traulitânea como também ficou conhecida, durou 25 dias, recolhendo apoios a norte mas falhando completamente em Lisboa, onde os combates de Monsanto demonstrarão o apoio popular de que ainda gozava a República. A 13 de Fevereiro, Paiva Couceiro será mais uma vez derrotado, apenas lhe restando o retorno ao exílio e a prisão de muitos correlegionários.
A oposição monárquica subsistiu, embora a maioria dos seus defensores tenha preferido alinhar com as crescentes forças da direita militar, participando mais ou menos activamente no golpe de 28 de Maio de 1926.
A décima quarta das conferências promovidas pela Fundação Mário Soares e Câmara Municipal de Lisboa, intitulada "A República e os Monárquicos", dá início ao que designámos A I República e as Oposições e evocará o percurso das tentativas de alguns sectores monárquicos de restauração do regime derrubado em 1910


Travessia Algarviana

Entre 9 a 22 de Abril irá realizar-se a 4ª Travessia da Via Algarviana, nas modalidades: Pedestre (9 a 22 de Abril), Pedestre com burros de carga (17 a 22de Abril) e BTT (18 a 22 de Abril).
Na opção de caminhada com burros de carga, onde estes levam as suas bagagens, o trajecto realiza-se de Aljezur até Marmelete seguindo depois pela Via Algarviana até ao Cabo de São Vicente.
Este ano a Travessia realizar-se-á desde Alcoutim ao Cabo de S. Vicente, mantendo toda a logística e apoio da organização dos anos anteriores.
Em anexo segue o Cartaz de divulgação com informações adicionais. Embora esta iniciativa já conte com alguns apoios, tais como o Grupo de Montanhismo "Sempre por Maus Caminhos", "Dunas Douradas Beach Club", "Vila Vita Parc", Municípios e Juntas de Freguesia que esta rota atravessa, parceiros locais e algumas empresas de animação turística como "Walk in Sagres", "Pro Active Tours", "Burros & Artes".

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...