24/03/11

Harry Houdini

Harry Houdini, nome artístico de Ehrich Weiss, (Budapeste, 24 de Março de 1874Detroit, 31 de Outubro de 1926) foi um dos mais famosos escapistas e ilusionistas da História.
Sua família emigrou para os Estados Unidos, quando Houdini tinha quatro anos, em 3 de julho de 1878, a bordo do navio SS Fresia. Teve uma infância muito pobre, o que o obrigou a trabalhar desde cedo. Foi perfurador de poços, fotógrafo, contorcionista, trapezista. Foi também ferreiro e nesse ofício ele aprendeu os truques que mais tarde o transformariam no maior mágico ilusionista do mundo.
Certa vez, seu chefe encarregou-lhe de abrir um par de algemas cuja chave um policial perdera. Após inúmeras tentativas usando serras, Houdini teve a idéia de pinçar a fechadura para abri-la. Ele conseguiu e a maneira como o fez serviu de base para abrir todas as algemas que empregava em seus truques.

Houdini e um elefante (1918)
Desde então passou a se apresentar como mágico, fazendo números nos quais se libertava não só de algemas, mas também de correntes e cadeados, dentro de caixas, dentro de tanques fechados; dentro e fora d'água, de todo o jeito. Fez um sucesso enorme e ninguém até hoje conseguiu desvendar seus truques por completo, mesmo depois dele ter escrito boa parte dos segredos em livro.
Houdini tinha habilidades impressionantes. Era capaz, por exemplo, de ficar vários minutos dentro de água sem respirar. E foi numa destas demonstrações de suas habilidades - a "incrível resistência torácica" - que ele morreu. Após apresentar o número para uma platéia de estudantes em Montreal, no Canadá, enquanto ele ainda exibia o "super" tórax, um dos estudantes, boxeador amador, invadiu os bastidores e sem dar tempo para que Houdini preparasse os músculos, golpeou-lhe o abdômen com dois socos. Os violentos golpes romperam-lhe o apêndice, e quase uma semana depois ele morreu, num hospital de Detroit. Era o fim de Harry Houdini, considerado até hoje o maior mágico que já existiu.
Houdini também atuou como um desenganador, ou seja, desmascarando pessoas que alegavam possuir poderes sobrenaturais tais como médiuns.

22/03/11

O Aqueduto das Águas Livres - Lisboa

Os Monárquicos e a República

A Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa continuam a levar a efeito o ciclo de conferências sobre o Centenário da República, desta vez o orador convidado é o Prof. Doutor Joaquim Romero Magalhães, que vai abordar a temática da relação do regime com os seus principais opositores, os monárquicos.

Pode ler-se na sinopse de divulgação do evento:

A República e os Monárquicos

A 5 de Outubro de 1910, a República impôs-se sem resistência efectiva dos monárquicos. E, no entanto, o novo regime iria conhecer, anos a fio, as investidas armadas dos vencidos.
Instalados na sua maioria na Galiza, sob evidente protecção da monarquia espanhola, os conjurados monárquicos organizaram, sob a direcção de Paiva Couceiro, diversas incursões no território nacional, onde a sua acção foi secundada por muitos párocos católicos, desavindos com as medidas secularizadoras e anti-clericais dos governos republicanos.
Confiantes em que o povo rural do Norte se ergueria pela restauração monárquica mal os visse entrar, os exilados, pouco organizados e frequentemente mal preparados e municiados, depararam-se, logo na primeira incursão, em 1911, com a falta de apoio popular e uma resistência combativa das hostes republicanas e, em especial, com a capacidade militar da recém-criada Guarda Nacional Republicana e das forças de Marinha, de notória feição republicana e cuja preparação e poder de fogo se tornarão decisivos em diversos momentos.
No ano seguinte, após a celebração do Pacto de Dover entre D. Manuel e o ramo miguelista, nova incursão monárquica foi igualmente votada ao fracasso, estando o governo do país vizinho menos explícito no apoio aos emigrados e desarmando-os mesmo ao retirarem, vencidos, para a Galiza.

Entretanto, o próprio rei exilado não parecia demasiado confiante na acção dos seus partidários, cujas divisões políticas se acentuavam na derrota. Recomendava-lhes cautela e não queria aparecer como fautor directo das acções armadas contra o território nacional.

Entre 1914 e 1915, em larga medida suscitadas pela instabilidade republicana e pela ditadura de Pimenta de Castro, em Janeiro de 1915, sucedem-se novas investidas e, mesmo, a criação de mais de meia centena de centros monárquicos, de algum modo acalentados pela própria ditadura. Mas, a 14 de Maio de 1915, as forças republicanas pôem termo à ditadura e o Partido Democrático regressa ao poder.

A Monarquia do Norte, ou Traulitânea como também ficou conhecida, durou 25 dias, recolhendo apoios a norte mas falhando completamente em Lisboa, onde os combates de Monsanto demonstrarão o apoio popular de que ainda gozava a República. A 13 de Fevereiro, Paiva Couceiro será mais uma vez derrotado, apenas lhe restando o retorno ao exílio e a prisão de muitos correlegionários.
A oposição monárquica subsistiu, embora a maioria dos seus defensores tenha preferido alinhar com as crescentes forças da direita militar, participando mais ou menos activamente no golpe de 28 de Maio de 1926.
A décima quarta das conferências promovidas pela Fundação Mário Soares e Câmara Municipal de Lisboa, intitulada "A República e os Monárquicos", dá início ao que designámos A I República e as Oposições e evocará o percurso das tentativas de alguns sectores monárquicos de restauração do regime derrubado em 1910


Travessia Algarviana

Entre 9 a 22 de Abril irá realizar-se a 4ª Travessia da Via Algarviana, nas modalidades: Pedestre (9 a 22 de Abril), Pedestre com burros de carga (17 a 22de Abril) e BTT (18 a 22 de Abril).
Na opção de caminhada com burros de carga, onde estes levam as suas bagagens, o trajecto realiza-se de Aljezur até Marmelete seguindo depois pela Via Algarviana até ao Cabo de São Vicente.
Este ano a Travessia realizar-se-á desde Alcoutim ao Cabo de S. Vicente, mantendo toda a logística e apoio da organização dos anos anteriores.
Em anexo segue o Cartaz de divulgação com informações adicionais. Embora esta iniciativa já conte com alguns apoios, tais como o Grupo de Montanhismo "Sempre por Maus Caminhos", "Dunas Douradas Beach Club", "Vila Vita Parc", Municípios e Juntas de Freguesia que esta rota atravessa, parceiros locais e algumas empresas de animação turística como "Walk in Sagres", "Pro Active Tours", "Burros & Artes".

Setúbal

Fotos de Cidália Teixeira, em 12 de Março de 2011
Localização da Cidade

A cidade está situada 32 km a sudeste de Lisboa, na margem norte da foz do rio Sado, e é ladeada a Oeste pela serra da Arrábida. A área urbanizada é de aproximadamente 10 km².

Setúbal é sede de um concelho de 170,57 km² de área e 124 555 habitantes (2008) [2], subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a Norte e Leste pelo município de Palmela, a Oeste por Sesimbra e, a Sul, o estuário do Sado liga-o aos municípios de Alcácer do Sal e Grândola. A litoral encontra-se o Oceano Atlântico.

O topónimo

Desconhece-se a origem do topónimo 'Setúbal'. O topónimo já existe em 'Cetóbriga' (Cetoba ou Cetobra e a designação celta briga para povoação). A exemplo de outras cidades ibéricas e do sul da Europa, o topónimo 'Setúbal' pode estar relacionado com o topónimo do rio que banha a povoação, referido pelo geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), como denominar-se Xetubre (sendo esta a tese do Prof. José Hermano Saraiva).

Do Neolítico à Reconquista cristã

Setúbal nasceu do rio e do mar. Os registos de ocupação humana no território do concelho remontam à pré-história, tendo sido recolhidos, em vários locais, numerosos vestígios desde o Neolítico. Foi visitada por fenícios, gregos e cartagineses, que vinham à Ibéria em procura do sal e do estanho, nomeadamente a Alcácer do Sal, sendo então o rio navegável até esta povoação.

Aquando da ocupação romana, Setúbal experimentou um enorme desenvolvimento. Os romanos instalaram na povoação fábricas de salga de peixe e fornos para cerâmica que desenvolveram igualmente.

Da Reconquista cristã aos finais do séc. XVI

Alcácer do Sal foi conquistada pelos cristãos em 1217, tendo a povoação de Setúbal sido incorporada e passado a beneficiar da protecção da Ordem de Santiago, momento a partir do qual voltou a prosperar.

Em Março de 1249, Setúbal recebeu foral, concedido pela Ordem de Santiago, senhora desta região, e subscrito por D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago, e por Gonçalo Peres, comendador de Mértola.
Durante os vários séculos de apagamento da povoação de Setúbal, Palmela e Alcácer do Sal cresceram em habitantes e importância militar, económica e geográfica, fazendo sucessivas incursões no termo de Setúbal, ocupando-o.

Na primeira metade do séc. XIV a povoação de Setúbal, com uma extensão territorial relativamente diminuta, teve de afirmar-se, lutando com os concelhos vizinhos de Palmela e de Alcácer do Sal, já então constituídos, iniciando-se uma contenda entre vizinhos que termina pelo acordo de demarcação de termo próprio em 1343 (reinado de D. Afonso IV), tendo sido construída uma rede de muralhas, que deixam de fora os arrabaldes do Troino e Palhais (bairos antigos).

No século que se seguiu, a realeza e a nobreza de então fixaram residência sazonal em Setúbal. A época dos descobrimentos e conquistas em África trouxe a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V e o seu exército, em 1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer. Ao longo do século XV, a vila desenvolveu diversas actividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto.

É igualmente no reinado de D. João II (que tinha Setúbal como cidade predilecta) que se iniciou a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal registara ao longo do último século.

Em 1580, a vila tomou posição por D. António Prior do Crato, contra a eventual ocupação do trono português por Filipe II de Espanha. Foi então cercada por tropas espanholas do Duque de Alba, sendo esta localidade dois anos depois visitada por Filipe II, o qual deu ordem de construção do Forte de São Filipe (uma obra de Filippo Terzi).

Do séc. XVII à actualidade

Largo da Misericórdia

No séc. XVII, Setúbal atingiu o seu auge de prosperidade quando o sal assumiu um papel preponderante como moeda de troca e retribuição da ajuda militar ao apoio fornecido pelos estados europeus a Portugal durante e após as guerras da Restauração da Independência. Em resposta a este incremento, foram construídas após 1640 as novas muralhas de Setúbal, que incluíram novas áreas como a do Troino e Palhais.

Esta prosperidade foi interrompida com o terramoto de 1755, a que se associaram a fúria do mar e do fogo. Foram grandemente afectadas as freguesias de São Julião e Anunciada.

Apenas no Século XIX, Setúbal conheceu o incremento que perdera. Em 1860 chegou o caminho-de-ferro, iniciaram-se também as obras de aterro sobre o rio e a construção da Avenida Luísa Todi. É neste século que teve início a laboração das primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite e, em paralelo, ganharam fama as laranjas e o moscatel de Setúbal. Ainda em 19 de Abril de 1860 foi elevada a cidade por D. Pedro V.

O florescimento de Setúbal durante o século XX, reflecte-se na criação de novos espaços urbanísticos: crescimento da Avenida Luísa Todi, parte da Avenida dos Combatentes e criação dos Bairros Salgado, Monarquina, de São Nicolau, da Conceição, Carmona, do Liceu e Montalvão e no desenvolvimento das indústrias das conservas, dos adubos, dos cimentos, da pasta de papel, naval e metalomecânica pesada.

Setúbal foi elevada, em 1926, a sede de distrito e, em 1975, a sede de diocese.
in: http://pt.wikipedia.org/

21/03/11

21 de Março, Dia Mundial da Água

O "Dia Mundial da Água" foi criado pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas através da resolução A/RES/47/193 de 22 de Fevereiro de 1993,[1] declarando todo o dia 22 de Março de cada ano como sendo o Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 1993, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.
Nesse período vários Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a realizar no Dia, atividades concretas que promovam a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações proposta pela Agenda 21.
A cada ano, uma agência diferente das Nações Unidas produz um kit para imprensa sobre o DMA que é distribuído nas redes de agências contatadas. Este kit tem como objetivos, além de focar a atenção nas necessidades, entre outras, de:
Tocar assuntos relacionados a problemas de abastecimento de água potável;
Aumentar a consciência pública sobre a importância de conservação, preservação e proteção da água, fontes e suprimentos de água potável;
Aumentar a consciência dos governos, de agências internacionais, organizações não-governamentais e setor privado;
Participação e cooperação na organização nas celebrações do DMA.

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...