21/08/10

Roma

A fonte situava-se no cruzamento de três estradas (tre vie), marcando o ponto final do Acqua Vergine, um dos mais antigos aquedutos que abasteciam a cidade de Roma. No ano 19 a.C., supostamente ajudados por uma virgem, técnicos romanos localizaram uma fonte de água pura a pouco mais de 22 quilómetros da cidade (cena representada em escultura na própria fonte, actualmente). A água desta fonte foi levada pelo menor aqueduto de Roma, directamente para os banheiros de Marcus Vipsanius Agrippa e serviu a cidade por mais de 400 anos.

O "golpe de misericórdia" desferido pelos invasores godos em Roma foi dado com a destruição dos aquedutos, durante as Guerras Góticas. Os romanos durante a Idade Média tinham de abastecer-se da água de poços poluídos, e da pouco límpida água do rio Tibre, que também recebia os esgotos da cidade.

O antigo costume romano de erguer uma bela fonte ao final de um aqueduto que conduzia a água para a cidade foi reavivado no século XV, com a Renascença. Em 1453, o Papa Nicolau V, determinou que fosse consertado o aqueduto de Acqua Vergine, construindo ao seu final um simples receptáculo para receber a água, num projecto feito pelo arquitecto humanista Leon Battista Alberti.

Mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fontana_di_Trevi

03/08/10

Vidigueira

Vidigueira
Entre Beja e Évora, no coração do Alentejo, fica o concelho da Vidigueira. Com uma área de 315,8 km2, o Concelho de Vidigueira é o quarto mais pequeno do Baixo Alentejo, com uma população que ronda os 7.000 habitantes.
Este pequeno concelho está delimitado pela Serra do Mendro a norte, o rio Guadiana a leste e a planície que se estende até perder de vista para sul. É nesta harmonia entre serra, planície e rio que assenta a riqueza das terras, onde proliferam as hortas, laranjais, vinhas, olivais e os campos de cereais.
A existência da Vidigueira como povoação só se encontra documentada a partir do século XIII. A análise das personalidades marcantes da região, aliada aos factos históricos mais importantes, contribuem para melhor conhecer o percurso do concelho até aos nossos dias. As descobertas arqueológicas revelaram um património importante. A própria natureza encarregou-se de dotar as terras da Vidigueira com maravilhas que constituem o património natural destas terras.
O concelho da Vidigueira fica no coração do Alentejo, na fronteira do Baixo com o Alto Alentejo, entre Beja e Évora. A Serra do Mendro, que dá corpo a essa fronteira, abriga o concelho pelo lado norte; a leste corre o Rio Guadiana, enquanto a sul e oeste se espraia a vasta planície.
Na serra, os montados alimentam de bolota o porco alentejano, dando origem a saborosos enchidos e presuntos, e a flora silvestre dá às abelhas a matéria-prima para um mel de primeira. Na planície, as hortas, os laranjais, e a trilogia mediterrânica que domina os campos, feita de searas, olivais e vinhas, dá origem a afamados produtos de qualidade (o pão, o azeite, e sobretudo, o vinho) que projectam o nome da Vidigueira no exterior.
  • http://www.cm-vidigueira.pt/municipio;
  •  htpp://google.fotos
  • Foto 1 - Cidália Teixeira

24/07/10

Momento de Poesia

Porque há este Sol
Porque há este mar
Porque passam os dias nesta urgência de andar
Porque se calam as aves neste mar de calor
Porque ficam esperas de tempo a cumprir
Porque andamos tão sós à procura do amor
Porque é tão curta a vida e tão longo o penar
Porque ficam os rios sem pressa de ir
Porque estamos para aqui a voar a voar
Porque queremos partir não sabendo chegar
Porque somos o vento no monte a bater
Porque há tanta flor a abrir e secar
Porque é tão fugaz o restolho a arder
Porque há este Sol
Porque há este mar
Porque vamos de férias quando há tanto a fazer
Mas é tão bom estar de férias…
(Mas é tão bom estar de férias)

Maria João Colaço

16/06/10

16 de Junho, Dia da Cidade de" Olhão da Restauração"

Venho valorizar o que se conta sobre a história de Olhão:

"Em Outubro de 1807 as tropas francesas de Napoleão, chefiadas pelo General Junot, invadiram Portugal, passando a dominar todo o país. Instalado em Faro o comando das tropas invasoras no Algarve, logo os exércitos fizeram sentir às populações dominadas o seu poder e ganância, com tributos, impostos, exacções, roubos e rapinas. Finalmente, para além de todas estas "artes", para grande miséria dos olhanenses, Junot aplicava a pena de morte aos contrabandistas e não haveria na época, pelo menos no Algarve, uma terra com mais contrabandistas que Olhão!

Era na altura uma simples aldeia sem qualquer importância administrativa ou política, atendendo ser povoada apenas por miseráveis marítimos, sem instrução nem quaisquer pergaminhos importantes para a época. Havia mesmo quem se referisse aos olhanenses depreciativamente como sendo apenas uma “raça de escravos”. Mas, no entanto, a miserável aldeia estava já num crescimento imparável e teria na altura mais de 5000 habitantes e já quase nenhumas barracas.

Esta invasão, ao contrário das que se lhes seguiram, foi a única que teve sucesso em Portugal, e afectou directamente o Algarve. As duas invasões seguintes (chefiada a segunda por Soult e a terceira por Massena) foram sempre militarmente derrotadas pelo exército anglo-português e nunca chegaram ao Algarve.

A 16 de Junho de 1808, à porta da Igreja Matriz, onde o povo se juntara, a tropa invasora afixara um edital convidando os portugueses a fazerem causa comum contra a Espanha então insurrecta. O Coronel José Lopes de Sousa, militar português então em Olhão (o exército nacional fora desmobilizado) desfaz em pedaços, gritando ao povo:

O povo respondeu a este desafio, solidarizando-se com ele e iniciando a revolta contra os ocupantes.

Logo nessa mesma tarde se soube em Faro dos acontecimentos revoltosos de Olhão; e os franceses e os seus aliados tentaram, ora com boas palavras ora com ameaças, demover os olhanenses da sua rebelião.

Os olhanenses - armados de algumas espingardas, espadas velhas, espadins, forcados, trancas, fisgas e até pedras -, foram ao encontro do inimigo. Na Ponte de Quelfes aguardaram, ocultos, pela passagem das tropas francesas. Deram-lhes combate, derrotaram-nas e perseguiram os que fugiram em direcção a Faro.

A revolta dos olhanenses deu inicio a uma sequência de revoltas por todo o Algarve e pelo país. Muitas populações de outras tantas localidades oprimidas, motivadas pela coragem dos olhanenses, seguiram o seu exemplo, e dentro em pouco os franceses tiveram que retirar para Norte.

A família real portuguesa estava então no Brasil, fugida antes da entrada dos franceses em Portugal. Não contentes com a revolta que haviam iniciado e que alastrava, dando paulatinamente lugar à Restauração da Independência portuguesa, alguns marítimos de Olhão decidiram ainda levar a noticia do que se estava a passar ao rei, no outro lado do Atlântico. Eram pescadores apenas habituados a navegação à vista da costa; mas, num pequeno caíque chamado Bom Sucesso, fizeram-se ao mar em Julho de 1808; e ao fim de dois meses estavam no Brasil a dar à Corte a novidade da libertação de Portugal.
O Rei, D.João VI, recebeu-os com todas as honras. Esta travessia, acrescendo à revolta, foi um novo episódio de audácia e de heroísmo, que valeu à então aldeia de Olhão, por decisão régia, a elevação à categoria de Vila, com o nobilitante título de Vila de Olhão da Restauração, que hoje, sendo já cidade, conserva em memória esse ilustre feito".

Ao Sabor da Maré, Olhão da Restauração - 200 anos [Versão electrónica], acedido em 16 de Junho de 2010, em: http://aosabordamare.blogs.sapo.pt/79044.html

APOS, Olhão e as Invasões Francesas, [Versão electrónica], acedido em 16 de Junho de 2010, em: http://www.olhao.web.pt/InvasoesFrancesas.htm

10/06/10

10 de Junho, Dia de Camões


Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. A sua família é de origem galega que se fixou na cidade de Chaves e mais tarde terá ido para Coimbra e para Lisboa, lugares que reivindicam ser o local de seu nascimento. O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e sua mãe Ana de Sá e Macedo.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades.
Mais tarde partiu para a Goa e toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o "rei da pimenta".
Entre Fevereiro e Novembro de 1554 integrou a Armada de D. Fernando de Meneses, constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações.
No regresso foi nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o "Auto do Filodemo".
Em 1556 partiu para Macau, onde continuou os seus escritos. Viveu numa gruta, hoje com o seu nome, e aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito da obra, então já adiantada.
No desastre teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos.
Regressou a Goa antes de Agosto de 1560 e pediu a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirigiu súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto.
De regresso ao reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique, onde, passados dois anos.
Faleceu numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades. Os seus restos encontram-se atualmente no Mosteiro dos Jerónimos.

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...