18/06/10
16/06/10
16 de Junho, Dia da Cidade de" Olhão da Restauração"
Venho valorizar o que se conta sobre a história de Olhão:
"Em Outubro de 1807 as tropas francesas de Napoleão, chefiadas pelo General Junot, invadiram Portugal, passando a dominar todo o país. Instalado em Faro o comando das tropas invasoras no Algarve, logo os exércitos fizeram sentir às populações dominadas o seu poder e ganância, com tributos, impostos, exacções, roubos e rapinas. Finalmente, para além de todas estas "artes", para grande miséria dos olhanenses, Junot aplicava a pena de morte aos contrabandistas e não haveria na época, pelo menos no Algarve, uma terra com mais contrabandistas que Olhão!
Era na altura uma simples aldeia sem qualquer importância administrativa ou política, atendendo ser povoada apenas por miseráveis marítimos, sem instrução nem quaisquer pergaminhos importantes para a época. Havia mesmo quem se referisse aos olhanenses depreciativamente como sendo apenas uma “raça de escravos”. Mas, no entanto, a miserável aldeia estava já num crescimento imparável e teria na altura mais de 5000 habitantes e já quase nenhumas barracas.
Esta invasão, ao contrário das que se lhes seguiram, foi a única que teve sucesso em Portugal, e afectou directamente o Algarve. As duas invasões seguintes (chefiada a segunda por Soult e a terceira por Massena) foram sempre militarmente derrotadas pelo exército anglo-português e nunca chegaram ao Algarve.
A 16 de Junho de 1808, à porta da Igreja Matriz, onde o povo se juntara, a tropa invasora afixara um edital convidando os portugueses a fazerem causa comum contra a Espanha então insurrecta. O Coronel José Lopes de Sousa, militar português então em Olhão (o exército nacional fora desmobilizado) desfaz em pedaços, gritando ao povo:
O povo respondeu a este desafio, solidarizando-se com ele e iniciando a revolta contra os ocupantes.
Logo nessa mesma tarde se soube em Faro dos acontecimentos revoltosos de Olhão; e os franceses e os seus aliados tentaram, ora com boas palavras ora com ameaças, demover os olhanenses da sua rebelião.
Os olhanenses - armados de algumas espingardas, espadas velhas, espadins, forcados, trancas, fisgas e até pedras -, foram ao encontro do inimigo. Na Ponte de Quelfes aguardaram, ocultos, pela passagem das tropas francesas. Deram-lhes combate, derrotaram-nas e perseguiram os que fugiram em direcção a Faro.
A revolta dos olhanenses deu inicio a uma sequência de revoltas por todo o Algarve e pelo país. Muitas populações de outras tantas localidades oprimidas, motivadas pela coragem dos olhanenses, seguiram o seu exemplo, e dentro em pouco os franceses tiveram que retirar para Norte.
A família real portuguesa estava então no Brasil, fugida antes da entrada dos franceses em Portugal. Não contentes com a revolta que haviam iniciado e que alastrava, dando paulatinamente lugar à Restauração da Independência portuguesa, alguns marítimos de Olhão decidiram ainda levar a noticia do que se estava a passar ao rei, no outro lado do Atlântico. Eram pescadores apenas habituados a navegação à vista da costa; mas, num pequeno caíque chamado Bom Sucesso, fizeram-se ao mar em Julho de 1808; e ao fim de dois meses estavam no Brasil a dar à Corte a novidade da libertação de Portugal.
O Rei, D.João VI, recebeu-os com todas as honras. Esta travessia, acrescendo à revolta, foi um novo episódio de audácia e de heroísmo, que valeu à então aldeia de Olhão, por decisão régia, a elevação à categoria de Vila, com o nobilitante título de Vila de Olhão da Restauração, que hoje, sendo já cidade, conserva em memória esse ilustre feito".
Ao Sabor da Maré, Olhão da Restauração - 200 anos [Versão electrónica], acedido em 16 de Junho de 2010, em: http://aosabordamare.blogs.sapo.pt/79044.html
APOS, Olhão e as Invasões Francesas, [Versão electrónica], acedido em 16 de Junho de 2010, em: http://www.olhao.web.pt/InvasoesFrancesas.htm
10/06/10
10 de Junho, Dia de Camões

Desconhece-se a data e o local onde terá nascido Camões. Admite-se que nasceu entre 1517 e 1525. A sua família é de origem galega que se fixou na cidade de Chaves e mais tarde terá ido para Coimbra e para Lisboa, lugares que reivindicam ser o local de seu nascimento. O pai de Camões foi Simão Vaz de Camões e sua mãe Ana de Sá e Macedo.
Entre 1542 e 1545, viveu em Lisboa, trocando os estudos pelo ambiente da corte de D. João III, conquistando fama de poeta e feitio altivo.
Viveu algum tempo em Coimbra onde teria frequentado o curso de Humanidades.
Mais tarde partiu para a Goa e toma parte na expedição do vice-rei D. Afonso de Noronha contra o rei de Chembe, conhecido como o "rei da pimenta".
Entre Fevereiro e Novembro de 1554 integrou a Armada de D. Fernando de Meneses, constituída por mais de 1000 homens e 30 embarcações.
No regresso foi nomeado "provedor-mor dos defuntos nas partes da China" pelo Governador Francisco Barreto, para quem escreveria o "Auto do Filodemo".
Em 1556 partiu para Macau, onde continuou os seus escritos. Viveu numa gruta, hoje com o seu nome, e aí terá escrito boa parte d'Os Lusíadas. Naufragou na foz do rio Mekong, onde conservou de forma heróica o manuscrito da obra, então já adiantada.
No desastre teria morrido a sua companheira chinesa Dinamene, celebrada em série de sonetos.
Regressou a Goa antes de Agosto de 1560 e pediu a protecção do Vice-rei D. Constantino de Bragança num longo poema em oitavas. Aprisionado por dívidas, dirigiu súplicas em verso ao novo Vice-rei, D. Francisco Coutinho, conde do Redondo, para ser liberto.
De regresso ao reino, em 1568 fez escala na ilha de Moçambique, onde, passados dois anos.
Faleceu numa casa de Santana, em Lisboa, sendo enterrado numa campa rasa numa das igrejas das proximidades. Os seus restos encontram-se atualmente no Mosteiro dos Jerónimos.
19/05/10
American Gothic (pintura)
American Gothic é uma pintura de Grant Wood da coleção do Art Institute of Chicago. A inspiração de Wood veio da casa de campo desenhada no estilo gótico rural com uma distinta janela superior e uma decisão de pintar junto a casa com "o tipo de pessoa que eu imaginava viver naquela casa." A pintura mostra um fazendeiro ao lado de sua filha solteirona. A mulher está vestida com um avental florido e o homem segura um forcado simbolizando o trabalho que cada um desempenha.
07/04/10
A Crise de 1383 - 1385
http://www.prof2000.pt/users/maceira/saber_estudar/historia_2ciclo/clementina/acrisede1383.htm
17/03/10
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