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01/05/11

1 de Maio - Dia do trabalhador

História do dia do trabalhador


No dia 1º de Maio de 1886, 500 mil trabalhadores saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos, em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada para oito horas de trabalho. A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários.
Mas os trabalhadores não se deixaram abater, todos achavam que eram demais as horas diárias de trabalho, por isso, no dia 5 de Maio de 1886, quatro dias depois da reivindicação de Chicago, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados a prisão perpétua. Foi este o resultado desta segunda manifestação. A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Os membros que constituíam o júri reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.
Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. E, em 1890, os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.
116 anos depois das grandiosas manifestações dos operários de Chicago pela luta das oito horas de trabalho e da brutal repressão patronal e policial que se abateu sobre os manifestantes, o 1º de Maio mantém todo o seu significado e actualidade.
Nos Estados Unidos da América o Dia do Trabalhador celebra-se no dia 3 de Setembro e é conhecido por "Labor Day". É um feriado nacional que é sempre comemorado na primeira segunda-feira do mês de Setembro e está relacionado com o período das colheitas e com o fim do Verão.
No Canadá este feriado chama-se "Dia de Oito Horas". Tem este nome porque se comemora a vitória da redução do dia de trabalho para oito horas.

Na Europa o "Dia do Trabalhador" comemora-se sempre no dia 1 de Maio.

Dia da Mãe

O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão.
Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de Maio.

Dados Históricos: A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de O Hino de Batalha da República.

No Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.
Em Portugal, o Dia da Mãe é celebrado no primeiro domingo de Maio.

16/04/11

Aldeia Típica de José Franco - Mafra

Fotos de Cidália Teixeira, 13 de março de 2011

José Franco nasceu em 1920. Teve 15 irmãos; seus pais, extremamente pobres, eram oleiros de profissão, fabricantes das pequenas cerâmicas que os camponeses da região utilizavam nas suas casas: os pratos, as travessas, os jarros de vinho e água, os vasos para flores e pequenas peças de decoração, que também ele começou a fabricar e a vender à porta da sua pequena olaria e nas festas populares e feiras, transportando-as no burrito, que o acompanhava de terra em terra.

Por volta de 1945 José Franco sonhou que poderia, nas horas vagas, construir ao pé da casa em que vive e da sua oficina de oleiro um museu vivo da sua terra, uma espécie de um grande presépio, que reproduzisse os costumes e actividades laborais do tempo da sua infância e alguns aspectos fundamentais e actividades da vida campesina. E assim, dia a dia, a sua obra foi nascendo e crescendo. Num espaço que tem cerca de 2500 m2 construiu em escala natural um conjunto de elementos considerados fundamentais na vida do campo.


01/02/11

A Ceifa no Algave Barrocal

Nos anos setenta, juntam-se grupos de homens e mulheres para a ceifa, do trigo e da cevada.
Desde o nascer do sol até à hora do almoço era tempo de ceifar, almoçava-se ao meio dia e após a hora do almoço, seguiam-se as horas da sexta. Estas horas decorriam entre a uma e as três da tarde, horas de maior calor, em que os ceifeiros descansavam. Recomeçavam às 15 horas para ceifar até ao por do sol. O trabalho era muito duro e extenuante por ser feito nos longos dia de verão.

16/06/10

16 de Junho, Dia da Cidade de" Olhão da Restauração"

Venho valorizar o que se conta sobre a história de Olhão:

"Em Outubro de 1807 as tropas francesas de Napoleão, chefiadas pelo General Junot, invadiram Portugal, passando a dominar todo o país. Instalado em Faro o comando das tropas invasoras no Algarve, logo os exércitos fizeram sentir às populações dominadas o seu poder e ganância, com tributos, impostos, exacções, roubos e rapinas. Finalmente, para além de todas estas "artes", para grande miséria dos olhanenses, Junot aplicava a pena de morte aos contrabandistas e não haveria na época, pelo menos no Algarve, uma terra com mais contrabandistas que Olhão!

Era na altura uma simples aldeia sem qualquer importância administrativa ou política, atendendo ser povoada apenas por miseráveis marítimos, sem instrução nem quaisquer pergaminhos importantes para a época. Havia mesmo quem se referisse aos olhanenses depreciativamente como sendo apenas uma “raça de escravos”. Mas, no entanto, a miserável aldeia estava já num crescimento imparável e teria na altura mais de 5000 habitantes e já quase nenhumas barracas.

Esta invasão, ao contrário das que se lhes seguiram, foi a única que teve sucesso em Portugal, e afectou directamente o Algarve. As duas invasões seguintes (chefiada a segunda por Soult e a terceira por Massena) foram sempre militarmente derrotadas pelo exército anglo-português e nunca chegaram ao Algarve.

A 16 de Junho de 1808, à porta da Igreja Matriz, onde o povo se juntara, a tropa invasora afixara um edital convidando os portugueses a fazerem causa comum contra a Espanha então insurrecta. O Coronel José Lopes de Sousa, militar português então em Olhão (o exército nacional fora desmobilizado) desfaz em pedaços, gritando ao povo:

O povo respondeu a este desafio, solidarizando-se com ele e iniciando a revolta contra os ocupantes.

Logo nessa mesma tarde se soube em Faro dos acontecimentos revoltosos de Olhão; e os franceses e os seus aliados tentaram, ora com boas palavras ora com ameaças, demover os olhanenses da sua rebelião.

Os olhanenses - armados de algumas espingardas, espadas velhas, espadins, forcados, trancas, fisgas e até pedras -, foram ao encontro do inimigo. Na Ponte de Quelfes aguardaram, ocultos, pela passagem das tropas francesas. Deram-lhes combate, derrotaram-nas e perseguiram os que fugiram em direcção a Faro.

A revolta dos olhanenses deu inicio a uma sequência de revoltas por todo o Algarve e pelo país. Muitas populações de outras tantas localidades oprimidas, motivadas pela coragem dos olhanenses, seguiram o seu exemplo, e dentro em pouco os franceses tiveram que retirar para Norte.

A família real portuguesa estava então no Brasil, fugida antes da entrada dos franceses em Portugal. Não contentes com a revolta que haviam iniciado e que alastrava, dando paulatinamente lugar à Restauração da Independência portuguesa, alguns marítimos de Olhão decidiram ainda levar a noticia do que se estava a passar ao rei, no outro lado do Atlântico. Eram pescadores apenas habituados a navegação à vista da costa; mas, num pequeno caíque chamado Bom Sucesso, fizeram-se ao mar em Julho de 1808; e ao fim de dois meses estavam no Brasil a dar à Corte a novidade da libertação de Portugal.
O Rei, D.João VI, recebeu-os com todas as honras. Esta travessia, acrescendo à revolta, foi um novo episódio de audácia e de heroísmo, que valeu à então aldeia de Olhão, por decisão régia, a elevação à categoria de Vila, com o nobilitante título de Vila de Olhão da Restauração, que hoje, sendo já cidade, conserva em memória esse ilustre feito".

Ao Sabor da Maré, Olhão da Restauração - 200 anos [Versão electrónica], acedido em 16 de Junho de 2010, em: http://aosabordamare.blogs.sapo.pt/79044.html

APOS, Olhão e as Invasões Francesas, [Versão electrónica], acedido em 16 de Junho de 2010, em: http://www.olhao.web.pt/InvasoesFrancesas.htm

01/05/09

1 de Maio, Dia do Trabalhador

Dia do Trabalhador
Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário.
A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

15/04/09

Portas de Reixa














A Porta de Reixa foi deixada no Algarve, pelos Muçulmanos , era e é feita de madeira e toda entrançada.
A Porta de Reixa , era uma constante na Cidade antiga de Tavira, ainda hoje existem algumas recuperadas.
Era através destas portas e janelas que os seus moradores refrescavam as suas casas.
E era também através destas portas ou janelas que as donzelas namoravam sem os seus pais darem por isso.

30/03/09

Tempo de Quaresma

O que quer dizer Quaresma?

- A palavra Quaresma vem do latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
- Na quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quinta-feira (até a Missa da Ceia do Senhor, exclusive - Diretório da Liturgia - CNBB) da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal. O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais.
- Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

- Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.



http://www.auxiliadora.org.br/quaresma.htm

11/03/09

Tempo de Quaresma

O que devem os Cristãos fazer em tempo de Quaresma?

- A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de ação: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximar de Deus. Esta busca inclui a oração, a penitência e a caridade, esta última como uma conseqüência da penitência.

http://www.auxiliadora.org.br/quaresma.htm

10/03/09

Tempo de Quaresma

Qual o Significado de Quarentena?

- Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material. Os zeros que o seguem significam o tempo de nossa vida na terra, suas provações e dificuldades. Portanto, a duração da Quaresma está baseada no símbolo deste número na Bíblia. Nela, é relatada as passagens dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou a estada dos judeus no Egipto, entre outras. Esses períodos vêm sempre antes de fatos importantes e se relacionam com a necessidade de ir criando um clima adequado e dirigindo o coração para algo que vai acontecer.


http://www.auxiliadora.org.br/quaresma.htm

26/12/08

A História do Nascimento de Jesus









Grande parte do que é conhecido sobre a vida e os ensinamentos de Jesus é contado pelos Evangelhos canónicos: Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João pertencentes ao Novo Testamento da Bíblia. Os Evangelhos Apócrifos apresentam também alguns relatos relacionados com a infância de Jesus.
No entanto, é nos Evangelhos de Mateus e de Lucas que se tem melhores informações a respeito da infância de Jesus. Enquanto Mateus foi um dos doze apóstolos, Lucas teria empreendido uma pesquisa dos fatos que na sua época já eram relatados de modo que o seu Evangelho é o que mais contém informações a respeito da vida de Jesus na Terra, antes mesmo do seu nascimento.

01/05/08

A Lenda do Poço Vaz Varela

Era no ano de 1249 e tinha começado já a conquista dos Algarve; a hoste portuguesa, comandada por D. Pelaio (Paio Peres Correia) tinha-se retirado do cerco de Tavira, ocupada pelos mouros, para Cacela, por virtude de umas trevas (tréguas) de trinta dias ajustadas com eles, então governados por Calis Caixa Sidra Manuel Adelaide de muito poder em encantamentos, e que tinha uma filha de dezoito anos, linda como a mais formosa variz do paraíso de Atafona e mais formosa do que as mais lindas rosas do seu jardim de sete fontes. Era ela a luz dos seus olhos e a alegria da sua alma negra de fradelho (escaravelho). Catarina ou Fátima se chamava ela.
Os mouros tinham rompido as tréguas pela morte à traição dos sete cavaleiros cristãos que, passando o rio Séqua, tinham ido em caçaria à cidade das Antas e o governador, prevendo um ataque decisivo tinha preparado tudo para a fugida, já pelas galeras do rio Gilão, onde estavam acomodadas muitas riquezas, já pelo caminho por debaixo do chão do castelo para a fonte da aguada das muitas bicas, hoje denominada fonte da praça, completamente desimpedida. Instava o governador Abdalah com a sua filha a que o acompanhasse, recusava-se, porém Fátima acompanhar o pai pelo muito apego que tinha à terra que guardava os ossos de sua mãe e que ela todos os dias regava com as pedras cristalinas, de suas lágrimas de prata; e como Sid Mohamed não pudesse vencer a resistência da filha e temesse que ela caísse nas mãos dos infiéis resolveu encantá-la por mil e um anos num dos ares destes sítios (…).
Então o governador fez no poço e sobre a filha sinais cabalistas acompanhados de palavras misteriosas, pronunciadas numa entonação musical muito triste e, lançando ao pescoço da filha o santo sino termano, já com a lua e estrelas no céu, a arremessou ao poço. A água do poço abriu-se; Fátima entrou no seu seio para ocupar o seu palácio encantado, e o pai ali se conservou a chorar até ás horas da meia-noite.
E ela ali se conservará por mil e um anos, se uma alma caritativa não aparecer que a queira redimir do encanto, sujeitando-se aos preceitos da lenda. No entanto, a pobre Fátima, no palácio encantado, conserva grandes valores em ouro e jóias preciosas que oferecerá ao seu desencantador (…)
Muitas pessoas da mais remota antiguidade até hoje têm transmitido pela tradição, sempre constante, que viram no seu tempo, encostado ao gargalo do poço, a moura encantada, umas vezes ao meio-dia em ponto, outras à meia-noite em pino. Factos que chegaram ao conhecimento de toda a gente e por isso estava o poço desamparado, apesar da sua água a melhor das proximidades de Tavira.
O poço Vaz Varela fica à saída da cidade, à esquerda, estrada que vai para Vila Real de Santo António. Está aberto junto da cerca do antigo convento dos frades do Carmo. As maldades praticadas pela moura, partindo os cântaros das pobres mulheres que ali iam buscar água, e arrastando as infelizes pelos cabelos ao fundo do poço, tornaram-na antipática a toda a gente. Passados muitos anos tornou o poço a ser visitado, porque então pouco se falava já da moura, ou porque outros poços não tinham água.
(…) Uma vez passou certa mulherzinha próximo do poço com uma criança pela mão. Junto do poço estava estendida uma esteira de figos a secar ao sol.
Muito naturalmente a criança começou a chorar porque a mãe não lhe consentiu que fosse à esteira buscar alguns figos. Então apareceu a moura e deu à criança dois figos desaparecendo em seguida. Ficou a criança muito satisfeita com os figos guardando-os nos bolsos para os mostrar ao pai. Logo que chegou a casa correu a mostrar os figos a uma sua irmã.
Ficaram todos admirados quando viram na mão da criança dois belos dobrões em ouro.
Foi este um caso tão falado que a moura começou então a subir no conceito geral. Também consta que em tempos passados, quando alguns cavaleiros da vila, entusiastas de caça grossa, iam à serra caçar javalis, viam-se as vezes acompanhados de formosa dama montada em valente corcel alazão. Por diversas vezes tentaram investigar de onde tal dama saia, e nunca isso lhes foi possível. Costuma ela pedir aos que lhe passam próximo a desencantem, prometendo-lhes muitas riquezas.
Algumas pessoas extremamente condoídas e impressionadas têm acompanhado a moura até ao palácio encantado, mas, logo que avistam o dragão, fogem espavoridas, gritam à moura que as tire dali, e a moura, da melhor vontade, embora com o coração dilacerado, as tem dali tirado para fora. As que tem ocultado tal visita vivem por muito tempo, mas as que se atreveram a contar o que lá viram, tem morrido dentro de três dias. No princípio a moura Fátima não se portava lá muito bem com as pessoas que iam ao poço ou lhe passavam próximo. A tradição encarrega-se de apontar alguns casos em que quase sempre ao aproximar-se da cidade, ela desaparecia por encanto. No dizer dos caçadores tão encantada parecia a moura como o corcel.” (Oliveira, 1996, 181 a 191).
Segundo Ataíde de Oliveira, a moura do poço Vaz Varela é garrida, arrojada, rebelde e vingativa; enquanto que na lenda do castelo de Tavira a moura é recolhida, humilde, submissa e incapaz de fazer mal, embora esta também se recolha no poço do castelo de Tavira para só subir à torre do castelo na noite de S. João.

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...