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16/04/11

Aldeia Típica de José Franco - Mafra

Fotos de Cidália Teixeira, 13 de março de 2011

José Franco nasceu em 1920. Teve 15 irmãos; seus pais, extremamente pobres, eram oleiros de profissão, fabricantes das pequenas cerâmicas que os camponeses da região utilizavam nas suas casas: os pratos, as travessas, os jarros de vinho e água, os vasos para flores e pequenas peças de decoração, que também ele começou a fabricar e a vender à porta da sua pequena olaria e nas festas populares e feiras, transportando-as no burrito, que o acompanhava de terra em terra.

Por volta de 1945 José Franco sonhou que poderia, nas horas vagas, construir ao pé da casa em que vive e da sua oficina de oleiro um museu vivo da sua terra, uma espécie de um grande presépio, que reproduzisse os costumes e actividades laborais do tempo da sua infância e alguns aspectos fundamentais e actividades da vida campesina. E assim, dia a dia, a sua obra foi nascendo e crescendo. Num espaço que tem cerca de 2500 m2 construiu em escala natural um conjunto de elementos considerados fundamentais na vida do campo.


01/04/11

Palácio Nacional e Mosteiro de Mafra

Fotos 2, 3, 4, e 5 de Cidália Teixeira, em 13 de março de 2011

Mandado edificar por D. João V em 1711, é o mais sumptuoso convento e monumento barroco português e as peripécias da sua construção inspiraram um dos primeiros sucessos do Nobel das Literartura, José Saramago (Memoril do Convento). É o paradigma do reinado mais rico da história de Portugal, graças ao ouro vindo do Brasil. Reconhece-se alguma inspiração do castelhano convento do Escurial, numa articulação harmoniosa de três componentes distintas: palácio real, convento e igreja. O projecto original é de João Frederico Ludovice, também autor da basílica da Estrela, em Lisboa.

O convento foi ocupado pelos Franciscanos que desenvolveram a farmácia e a enfermaria, enquanto os outros ocupantes deste convento, os Dominicanos desenvolveram a biblioteca. Parte das instalações está ocupada pela Escola Prática de Infantaria, sendo possível visitar, a pedido, esta unidade militar e apreciar os monumentais corredores com centenas de metros dedicados às batalhas de Portugal e onde cabe um camião. Integram este conjunto monumental, o Palácio, o Museu, a Biblioteca conventual e a Tapada.
Aquilo a que vulgarmente se chama «Convento de Mafra» engloba o Palácio, o Mosteiro, a Biblioteca e a Basílica.
O monumento surge devido a uma promessa de Dom João V para que a rainha, Dona Maria de Áustria, lhe desse um filho varão. A rainha acabou por conceber um herdeiro, e o soberano, em cumprimento do voto, mandou construir um convento dedicado a Santo António.
A construção do mais imponente monumento barroco português iniciou-se em 1717, sob a orientação do arquitecto alemão Frederico Ludovici. Em 1730, o edifício estava concluído. São cerca de 200 metros de fachada, com a Basílica ao meio e o Palácio e o Mosteiro situados lateralmente.
Os mármores vieram das pedreiras de Pêro Pinheiro e Sintra e as madeiras do Brasil. De França, da Bélgica, de Itália e da Holanda chegaram os sinos, as estátuas, os carrilhões, as baixelas e a iluminária. O resultado é um enorme edifício com 880 salas, 300 celas, 4500 portas e janelas, 154 escadarias e 29 pátios.

O Palácio Real foi residência de veraneio, além de alojar a Corte por ocasião das caçadas reais. Um enorme corredor atravessa o palácio, dando acesso a todas as suas salas e aposentos. Os frescos são deslumbrantes, nomeadamente na Sala do Trono, onde dão ideia de relevo, parecendo estátuas.
Na Sala da Caça, pode ver-se uma impressionante quantidade de troféus, todos de animais caçados na Tapada. Até o mobiliário foi feito aproveitando as hastes de veados. Muito curiosa é também a Sala da Bênção, toda em mármore, a partir da qual, com a simples abertura de uma janela, os soberanos assistiam à missa na Basílica.

O Mosteiro reflecte bem o estilo de vida dos monges franciscanos, muito humilde, apenas com o essencial. A visita inclui a cozinha, a botica, o hospital (dentro de uma capela, é uma série de celas com abertura para um corredor central, onde se colocavam as camas dos doentes durante os ofícios religiosos) e as celas dos monges, onde os artefactos de autopunição, para expiação do pecado, eram uma constante.

A Biblioteca, mantida pelos religiosos, tem cerca de 36 mil volumes raros, que podem ser consultados, fora desta visita.

Depois de sair do Palácio, suba a escadaria central do Convento e visite a Basílica. Uma série de esculturas convida para o interior, todo em mármore, com 11 capelas, 45 tribunas, seis órgãos, 40 estátuas de figuras religiosas, quatro carrilhões (dois manuais, com teclados de quatro oitavas, e dois mecânicos) e 110 sinos, 93 dos quais ligados aos carrilhões. Os enormes sinos das torres Norte e Sul foram fundidos em Antuérpia, na Bélgica.
Ver mais em:
http://viajar.clix.pt/tesouros.php?id=82&lg=pt
http://www.lifecooler.com/edicoes/lifecooler/desenvReg
http://www.google.pt/images

16/03/11

Mafra

Mafra é uma vila portuguesa no Distrito de Lisboa, região de Lisboa e sub-região da Grande Lisboa, com cerca de 11 300 habitantes.

É sede de um município com 291,42 km² de área e 70 867 habitantes (2008), subdividido em 17 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Torres Vedras, a nordeste por Sobral de Monte Agraço, a leste por Arruda dos Vinhos, a sueste por Loures, a sul por Sintra e a oeste tem litoral no oceano Atlântico. Mafra é famosa pelo seu palácio-convento, mandado construir por D. João V no século XVIII e que constitui a mais grandiosa obra do barroco português.
Vestígios arqueológicos sugerem que o povoado hoje denominado por Mafra foi habitado pelo menos desde o Neolítico. Foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava.

Os limites do castelo, que tudo leva a crer assenta sobre um povoado neolítico, sucessivamente reocupado até à Idade do Ferro, compreendiam toda a zona da "Vila Velha", que hoje se inclui no espaço delimitado a Oriente pelo Largo Coronel Brito Gorjão, a Sul pela Rua das Tecedeiras, a Ocidente pelo Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e a Norte pela Rua Mafra Detrás do Castelo. A designação desta rua deve-se ao facto de a povoação ter voltado, literalmente, as costas ao flanco norte, por ser o mais exposto aos ventos. A densa floresta que, consta, existiu até ao século XIX na Quinta da Cerca, constituída por árvores de grande porte, reforçaria o paravento.
Em 1147, Mafra é conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em 1189 a vila é doada pelo Rei D. Sancho I ao Bispo de Silves, D. Nicolau, que no ano seguinte lhe confere o primeiro foral.

O Foral Novo

Em 1513 o Rei D. Manuel concede Foral Novo a Mafra, o que subentende a relativa importância da vila, que em breve diminuiria drasticamente. Um censo da população datado de 18 de Setembro de 1527 apura 191 vizinhos, dos quais apenas quatro vivem em casais na vila. Quando, em 1717, o Rei D. João V lança a primeira pedra da construção do Palácio, Mafra resumia-se a uns casarios, aglomerados a centenas de metros do Monumento.
Ao longo do século XIX começou a povoação a crescer em direcção ao Monumento, embora o seu aspecto rural de vila saloia só tenha sido perdido no século XX, como provam as palavras de José Mangens, em 1936, ao descrever a antiga Rua dos Arcipestres, parte dela actual 1º de Maio: "(.) nada oferece de interessante e mais parece uma vila de aldeia sertaneja, com os seus casebres arruinados e típicos portais de quintais, blindados com latas velhas (.)".

As invasões e as fugas

Corria o dia 8 de Dezembro de 1807 quando as tropas de Napoleão entraram em Mafra para montar quartel-general no Palácio. Parte do exército seguiu para Peniche e Torres Vedras, enquanto o restante ficou aquartelado no Palácio e Convento, e os oficiais nas casas da vila, sob o comando do General Luison.
A invasão duraria cerca de nove meses. No dia 2 de Setembro o exército inglês irrompia em Mafra, saudado com grande alegria pela população e ao som dos carrilhões.
A 5 de Outubro de 1910 de novo o povo de Mafra viveria um dia único. A revolução republicana estalara na véspera em Lisboa, o Rei D. Manuel II refugiara-se durante a noite no Palácio e abandonava Mafra, num automóvel escoltado, acompanhado da sua mãe e avó, rumo à Ericeira, onde o Iate D. Amélia os conduziria a Gibraltar e ao exílio.

Volvidos quatro anos sobre a fuga de El-Rei, novo sobressalto em Mafra: no dia 20 de Outubro, um grupo de monárquicos reuniu-se no largo D. João V e, munido de algumas armas, encaminhou-se para a Escola Prática de Infantaria, instalada no Convento, depois de cortar os fios telefónicos e telegráficos. A revolta foi facilmente anulada pelos militares, acabando na cadeia de Mafra cerca de uma centena de pessoas.

Mafra e os Militares

Desde a construção do Monumento que os militares conferem parte do ambiente humano à Vila de Mafra.

A partir de 1840 o Convento passou a ser ocupado por tropa, e em 1859 cerca de quatro mil recrutas ali assentaram praça para receber instrução no Depósito Geral de Recrutas, criado por D. Pedro V. Esta instituição seria extinta no ano seguinte, após 94 recrutas terem falecido supostamente devido a doença infecto-contagiosa. De 1848 a 1859, e de 1870 a 1873 o Convento alberga o Real Colégio Militar.
Em 1887 é criada a Escola Prática de Infantaria e Cavalaria e no ano seguinte é construída, na Tapada de Mafra, a carreira de tiro, de que passou a ser frequentador o Rei D. Carlos, entusiasta dos concursos de tiro. Em 1896 é criada a Escola Central de Sargentos, dependente da Escola Prática de Infantaria.

Retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mafra_(Portugal, em 15 de Março de 2011

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