Mostrar mensagens com a etiqueta História Local e Regional. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta História Local e Regional. Mostrar todas as mensagens

12/10/12

Faro

A designação de Santa Maria de Ossónoba remonta ao século X, ocasião em que, sob o domínio muçulmano, surge um pequeno reino, cuja capital era o núcleo urbano, da actual cidade de Faro, conhecido por Vila-Adentro.
De anotar que a primeira representação iconográfica da cidade de Faro remonta ao século XIII e mais concretamente ao reinado de Afonso X, o Sábio, estando a cidade representada no Cancioneiro das Cantigas de Santa Maria.

Após a Reconquista foram necessários alguns anos para resolver a discórdia entre Portugal e Castela sobre a posse definitiva do Algarve. Em 1266 foi concedido foral a Faro. A partir de então a freguesia de Santa Maria de Faro passou a abranger não só o núcleo urbano, mas também todo o concelho.
No século XV, com a criação da freguesia de Santa Bárbara de Nexe, a extensa freguesia de Santa Maria de Faro começa a ser fragmentada, consolidando-se este processo na centúria de quinhentos. Surgem então novas freguesias rurais: Conceição, Estoi, Quelfes e São Brás. Em 1540 a vila de Faro foi elevada a cidade para poder ser sede do assento episcopal, atendendo à acentuada decadência de Silves. A consequente necessidade de arranjar um templo para servir de catedral e os direitos que a Ordem militar de Santiago tinha nesta localidade determinaram a criação de uma nova freguesia urbana: a de São Pedro, tendo ficada a igreja matriz de Santa Maria como Sé.

A designação de freguesia de Santa Maria foi-se mantendo durante décadas, atendendo a que a efectiva mudança do Bispo e do Cabido para a cidade de Faro só se efectuou em 1577. A partir de então a freguesia de Santa Maria de Faro passou a denominar-se freguesia da Sé. No entanto, o orago da freguesia manteve-se até ao período da Restauração e mais concretamente até 1640, ano em que o Bispo D. Francisco Barreto I mandou reedificar a capelar-mor da igreja da Sé, passando o orago a ser Nossa Senhora da Assunção.

A implantação do Liberalismo, a partir de 1834, não trouxe alterações à delimitação geográfica das freguesias urbanas de Faro. O que surgiu de novo a nível nacional foi a criação de entidades públicas, separadas das paróquias religiosas, que passaram a assumir a administração das freguesias.

Atendendo à complexidade histórica mencionada, é impossível precisar a data exacta da criação da freguesia da Sé. O que importa sobretudo é perceber que ao longo de muitos séculos a cidade e consequentemente a freguesia tiveram como orago Santa Maria, símbolo que ainda hoje se mantém no brasão da cidade. Neste sentido o dia 2 de Fevereiro, dia de Santa Maria, é a data mais apropriada para se comemorar.
 

06/08/11

Descoberta nova mesquita e uma lápide com inscrições em árabe do séc. XII no Algarve

Um grupo de estudantes de arqueologia, chefiados pelos arqueólogos e professores da Universidade Nova de Lisboa Rosa e Mário Varela Gomes, encontraram no Ribat da Arrifana, em Aljezur, uma nova mesquita, 21 sepulturas e uma lápide funerária com inscrições em árabe. As descobertas vêm dar uma nova luz sobre o passado daquele lugar.
 
Esta foi a última descoberta da dupla de arqueólogos, que em 2001 começou os trabalhos naquele espaço, depois de terem identificado, na Península da Ponta da Atalaia, a cerca de cinco quilómetros a poente de Aljezur, o convento-fortaleza islâmico, que tem por nome ribat, fundado pelo mestre Ibn Qasî, na Arrifana em cerca de 1130.

Desde então, os arqueólogos já desenvolveram nove campanhas de escavações, que trouxeram à luz as ruínas de oito mesquitas e de diversas instalações com elas relacionadas, como um minarete, um muro de orações, uma necrópole e vários objectos em cerâmica, panelas, armas metálicas e uma lápide funerária in situ (no local), com inscrições árabes.

A estas descobertas, juntam-se as que foram hoje anunciadas, onde Rosa Varela Gomes destaca a segunda lápide funerária. “Esta descoberta é muito importante, uma vez que as inscrições na lápide, que acompanha a sepultura, informam-nos quem morreu, quando e onde”, disse ao PÚBLICO a arqueóloga, explicando que a leitura das inscrições árabes da lápide será feita pela especialista espanhola Carmen Barceló, que determinará assim a quem pertenceu. Este resultado ajudará a determinar a população que ali viveu, assim como os seus hábitos. “Em Portugal não se encontram muitas lápides com inscrições, isso é raro, e vai-nos ajudar a conhecer a comunidade que ali foi sepultada.”

Há vários anos a trabalhar no local, a arqueóloga explica que apesar do vasto complexo arqueológico, desconhecia-se a existência de mais uma mesquita. “Nós já tínhamos identificado a necrópole em anos anteriores e este ano prosseguíamos a investigação quando fomos encontrando mais vestígios. Ao longo das escavações as sepulturas foram aparecendo.”

Até à data, o Ribat da Arrifana é o único conhecido em Portugal e o segundo da Península Ibérica. Em Alicante existe um ribat mas de menores dimensões.

“Esta é uma estrutura fundada em 1130 e que foi abandonada em 1150. É um espaço que em termos cronológico se sabe muito”, diz Rosa Varela Gomes, lembrando a necessidade de se saber mais em termos históricos também.

A campanha de escavações arqueológicas no ribat do século XII está a decorrer desde o fim do mês de Julho e contou com o financiamento do Programa Polis Litoral Sudoeste e do da Câmara Municipal de Aljezur, da Associação de Defesa do Património Histórico e Arqueológico de Aljezur, e da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Neste momento, o Ribat da Arrifana está em vias de classificação como monumento nacional. Deve ficar acessível ao público até 2013. “Vai ser recuperado e musealizado pela sua importância histórica e científica”, refere a mesma responsável.

Notícia retirada do publico on.line: publico.pt

11/06/11

Tavira no "A Alma e a Gente"

No dia 11 de Junho, o programa “A Alma e a Gente” da RTP 2 será dedicado a Tavira. Com apresentação de José Hermano Saraiva, a emissão será transmitida, pelas 19h30.
José Hermano Saraiva dá conhecer, semanalmente, alguns momentos e personalidades decisivas da História Nacional.
Conforme mencionado no site oficial da televisão pública “cada programa, traça a biografia de um português notável, com a evocação da sua época e o esclarecimento da sua contribuição para o denominador comum que é a Pátria Portuguesa. Cada figura será recordada no cenário mais adequado, e no caso de figuras literárias será feita uma síntese da obra com a leitura expressiva de alguns trechos mais significativos. A Alma e a Gente constitui uma lição a um estímulo sobre a arte de falar a Língua Portuguesa. Sendo a sua base e verdadeira razão de ser, o êxito do autor desde há mais de trinta, mantendo o método do improviso verbal, sem tele-pontos, nem qualquer outro apoio, características que têm tornado tão populares todos os programas qualquer que seja o tema tratado”. 

Ver mais em:  http://www.cm-tavira.pt/cmt/index.php?name=News&file=article&sid=1746

19/05/11

Olhão

O concelho de Olhão situa-se no Sotavento e Algarve Central, ocupando uma área total aproximada de 130 km2.
Confronta-se a nascente e a norte com o concelho de Tavira, a poente com o concelho de Faro e a sul com o Oceano Atlântico.
Toda a zona litoral do concelho de Olhão integra-se no Parque Natural da Ria Formosa, uma das zonas húmidas mais importantes a nível europeu.
O concelho de Olhão é constituído por 5 freguesias: Olhão, Fuseta, Moncarapacho, Pechão e Quelfes. Todas se estendem até ao litoral.
O concelho de Olhão está entre os cinco mais populosos da região do Algarve, residindo no concelho cerca de 10% dos habitantes do Algarve.
De acordo com o Censos de 2001, o concelho de Olhão tem 40.808 habitantes, o que significa que a população de Olhão cresceu 10,86%, entre 1991 e 2001.
Em termos de faixa etária, Olhão é um concelho relativamente jovem. Cerca de metade da população está concentrada na fixa etária 25-64 anos, ou seja, em idade activa.



Uma das características potenciadoras do desenvolvimento do concelho é a grande dinâmica verificada no parque habitacional, com relevância para novas construções. Este facto tem contribuído para o referido crescimento demográfico.
Actualmente, o concelho possui excelentes acessibilidades, sendo de realçar os dois nós de ligação ao Itinerário Principal (IP1), conhecido por Via do Infante.
A pesca e a indústria conserveira continuam a ser elementos fulcrais para a economia do município embora a construção civil, o comércio por grosso e a retalho e as actividades imobiliárias constituam actividades em plena expansão.
A aposta na actividade turística abre um novo horizonte para o concelho de Olhão. O recente Porto de Recreio, a requalificação da zona ribeirinha e a construção de unidades hoteleiras de luxo são passos já concretizados da longa caminhada de progresso e dinamismo que se vive no concelho de Olhão.
Ver mais em:  http://www.cm-olhao.pt

29/04/11

Beja

 Fotos de Cidália Teixeira, em 29 de Abril de 2011

Foto retirada do: http://www.google.pt/, em 29 de Abril de 2011

A cidade de Beja foi fundada, cerca de 400 a.C., pelos Celtas ou mais provavelmente pelos Cónios, que a terão denominado Conistorgis, e que os Cartagineses lá se estabeleceram durante algum tempo. As primeiras referências a esta cidade aparecem no século II a.C., em relatos de Políbio e de Ptolomeu.
Com o nome alterado para Pax Julia, foi sede de um conventus (circunscrição jurídica) pouco depois da sua fundação, teve direito itálico e esta cidade albergou uma das quatro chancelarias da Lusitânia, criadas no tempo de Augusto. A sua importância é atestada pelo facto de por lá passar uma das vias romanas.
Os Alanos, Suevos e os Visigodos dominaram esta cidade depois da queda do Império Romano, tornando-a sede de bispado.
No século V, depois de um breve período no qual haverá sido a sede da Tribo dos Alanos, os Suevos apoderaram-se da cidade, sucedendo-lhes os Visigodos. Nesta altura passa a cidade a denominar-se Paca.
Do século VIII ao ano de 1162, esteve sobre a posse dos Árabes, designadamente no domínio dos Abádidas do Reino Taifa de Sevilha,que lhe alteraram o nome para Beja,(existe outra cidade com este nome na Tunísia).Aqui nasceu o Príncipe Al-Mutamid,o célebre Rei-poeta,dedicou muitas das suas obras ao Amor a donzelas,e também a mancebos homens. No referido ano os cristãos reconquistado definitivamente a cidade. Recebeu o foral em 1524 e foi elevada a cidade em 1517.
Beja foi o berço da notável família de pedagogos e humanistas do Renascimento que incluiu Diogo de Gouveia (1471 - 1557), professor de Francisco Xavier e conselheiro do rei D. João III de Portugal, a quem recomendou a vinda dos jesuítas; André de Gouveia (1497 - 1548), humanista, reitor da Universidade de Paris e fundador do Real Colégio das Artes e Humanidades em Coimbra; e o humanista António de Gouveia.
Criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal em 1453, o título de Duque de Beja foi atribuído ao segundo filho varão, até à instituição da Casa do Infantado, em 1654, pelo Rei D. João IV, tendo-o como base.

Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Beja

15/04/11

Almada

Fotos de Cidália Teixeira, 12 de março de 2011
(Foto retirada de: http://www.google.pt/images, retirada em 13 de Março de 2011)

Almada é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa e sub-região da Península de Setúbal, sendo a sexta cidade mais populosa de Portugal, com cerca de 101 500 habitantes.

Almada é sede de um pequeno mas densamente povoado município com 70,2 km² de área e 166 103 habitantes (2008), subdividido em 11 freguesias. Algumas das freguesias que fazem parte da cidade de Almada são o Feijó, Cacilhas, Cova da Piedade, Almada, Laranjeiro e Pragal, que constituem uma área urbana de 13,74 km². O município é limitado a leste pelo município do Seixal e a sul por Sesimbra, e possui uma longa costa a oeste para o Oceano Atlântico, e a norte e nordeste abre-se para o Estuário do Tejo, frente aos municípios de Lisboa e Oeiras. O rio Tejo, o maior da Península Ibérica desagua entre Almada e Oeiras.
O concelho recebeu foral de Dom Sancho I em 1190. Almada foi elevada à categoria de cidade em 1973. Outra localidade do município de Almada com estatuto de cidade é a Costa da Caparica, esta elevada a cidade em 2004.
A zona de Almada foi escolhida pelos árabes para a construção de uma fortaleza no promontório natural, sendo esta destinada à defesa e vigilância da entrada no rio Tejo, em frente de Lisboa, desenvolvendo-se a povoação nos domínios da defesa militar, da agricultura e da pesca.
Almada, uma das principais praças militares árabes a sul do Tejo, foi conquistada pelas forças cristãs de D. Afonso Henriques em 1147, ficando posteriormente na posse dos Cavaleiros de Santiago, por carta assinada por D. Sancho I, em 26 de Outubro de 1186. Em 1190, D. Sancho I outorgou o primeiro foral aos moradores de Almada. No entanto, em 1191 ocorre uma nova invasão árabe sob o comando de Yusuf al-Mansur, com origem em Sevilha. Esta invasão adquire lentamente uma expressão significativa, alcançando e tomando Alcácer do Sal, marchando sobre Palmela e Almada, sendo esta abandonada pelos cavaleiros da Ordem Militar. A povoação ficou grandemente destruída pela acção das forças árabes.

O povoamento de Almada é realizado de forma lenta mas contínua, reconstituindo-se parcialmente o modo de vida praticado anteriormente. No início do século XIII, a sociedade vive um período de organização e estabilização segundo os direitos e deveres consignados no código foraleiro, complementados pelos antigos usos e costumes do direito consuetudinário.

Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Almada

03/04/11

Moinho de Maré em Olhão

Moinhos são estruturas hidráulicas que servem para moer grãos de trigo ou outros. Os moinhos foram utilizados durante milhares de anos, mas muito utilizados e desenvolvidos pelos árabes.
Os moinhos de maré ao contrário dos moinhos de vento e das azenhas, estavam menos sujeitos ás irregularidades do tempo e das intempéries.
As marés são regulares, apenas apresentam variações de amplitude, enquanto que os ventos são irregulares e nem sempre têm a mesma direcção, e os cursos de água são descontínuos e irregulares. Os moinhos de maré funcionavam em média 6 a 8 horas diárias e podiam multiplicar a sua laboração por 2 por 4 ou 6 pares de mós.
Deve referir-se a existência deste moinho em funcionamento o qual fica situado em Marim no Centro de Interpretação do Parque Natural da Ria Formosa. Este Moinho foi recuperado e mantém-se a funcionar integrado no percurso deste Parque Natural (foto de Rui Poeira).

02/04/11

Moncarapacho

 História de Moncarapacho
Com D. Afonso Henriques, D. Sancho I, e seus sucessores até 1189, a conquista do Reino foi feita de norte para sul, numa tentativa de alargamento do território, no entanto só em 1249, no reinado de D. Afonso III, o Algarve foi definitivamente conquistado aos Mouros, a quem os Cristãos chamavam Sarracenos ou infiéis.
Não se sabe ao certo a origem de Moncarapacho, mas podemos afirmar que Moncarapacho é uma vila muito antiga devido aos muitos achados arqueológicos de diversas épocas. Esta freguesia apenas tem registos quando se separou da Freguesia de Santiago de Tavira em 1471, por ordem do Bispo D. João de Mello, em de 13 de Junho daquele ano. Nessa altura tinha a freguesia não mais de 100 fogos[1]. Em 1758, o cura desta freguesia, Manuel Mendes Correia, informa o seguinte:
“Tem uma praia chamada Fuzeta, quasi logar, que consta de muitas cabanas, e nelas moram os pescadores, em número de 109 fogos, com a sua Capela da sra do Carmo, onde se lhes diz missa nos Domingos e Dias Santos de Guarda” [2]. Moncarapacho trata-se, de uma Vila tipicamente Algarvia, onde não faltam vestígios quer Romanos quer Muçulmanos e, Segundo Luís Fraga da Silva esta será uma das localidades Algarvias com mais vestígios romanos e por onde passava a principal rede viária durante a ocupação romana.
De facto as fachadas das casas, as portas as chaminés e os monumentos religiosos, revelam um passado histórico glorioso de várias épocas da nossa história.
Também durante a ocupação Muçulmana, esta localidade tal como outras desta região, sofreu algumas transformações ao nível da paisagem, uma vez que foram aqui desenvolvidas diversas culturas e introduzidas outras por esta civilização. Também os processos de rega utilizados por estas gentes marcaram significativamente a paisagem rural.

[1] - In: Teixeira, 2003.
[2] - In: Oliveira, 1999: pag. 182.
 Fotos de Cidália Teixeira, Moncarapacho - Fevereiro de 2007

01/04/11

Parque Natural da Arrábida

Fotos de Cidália Teixeira, 12 de março de 2011

A Serra da Arrábida é uma elevação situada na margem norte do estuário do Rio Sado, na Península de Setúbal, Portugal, com o ponto mais alto a 501 metros de altitude e características peculiares de clima e flora. O seu clima é temperado mediterrânico, apresentando uma flora rica em espécies mediterrânicas, tais como a azinheira, sobreiro, carvalho. O topónimo Arrábida tem origem desconhecida. Há quem pense[quem?] que vem do castelhano Rábida, através do árabe al-ribat, e defenda que «arrábita» é uma palavra de origem árabe que significa grosso modo «local de oração», ligando-se semanticamente ao verbo "vigiar" em árabe. Outra hipótese para a origem deste topónimo bem como de outros na região tais como Évora, Sado e Sesimbra é terem origem nos povos proto e pré-históricos do sul de Portugal tais como os cónios e relacionados com a cultura megalitica.
Aqui viveram os poetas Frei Agostinho da Cruz e Sebastião da Gama, que fizeram da serra um motivo recorrente nas suas obras.

Parque Natural da Arrábida

O Parque Natural da Arrábida, fundado em 1976, com uma área aproximada de 10 800 hectares, protegendo a vegetação maquis de tipo mediterrânico nascida deste microclima com semelhanças a regiões Adriáticas, como a Dalmácia. A fauna é bastante diversificada, apesar de ter sofrido grandes alterações desde o século XIX. Até ao início do século XX era ainda possível observar lobos, javalis e veados. Da fauna actual fazem parte, entre outros, o gato-bravo (Felis silvestris), a raposa (Vulpes vulpes), a lebre (Lepus capensis), o morcego, a águia de bonelli (Hieraetus fasciatus) o bufo real (Bubo bubo), a perdiz (Alectoriz rufus) e o andorinhão real (Apus melba).

Pesquisa feita em: http://pt.wikipedia.org/wiki

28/03/11

Ponte 25 de Abril vista do Cristo Rei em Almada

Fotos de Cidália Teixeira - Lisboa e Ponte 25 de Abril vistas do alto do Cristo Rei em 12 de março de 2011
Fotos de Cidália Teixeira , Cristo Rei em 12 de março de 2011

História do Santuário Nacional de Cristo Rei

A inspiração “nasce” no Brasil

A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei surge em 1934, aquando de uma visita ao Brasil do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Ao passar pelo Rio de Janeiro, viu a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado e logo no seu coração nasceu o desejo de construir semelhante obra em frente a Lisboa. Em 1936, a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei foi transmitida ao “Apostolado de Oração”, que a acolheu entusiasticamente. Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida, sendo proclamada oficialmente na Pastoral Colectiva da Quaresma de 1937.

Contexto sociopolítico

As condições económicas e sociais que os países ocidentais enfrentaram após a I Guerra Mundial (1914-1918), obrigaram à reconstrução das economias, endividamento, crises de superprodução. A queda dos valores das acções na bolsa em Nova Iorque originou igualmente uma profunda recessão económica em 1929, (que se prolongou durante a década de 30), provocando agitação social, desemprego em massa e consequente pobreza.
Todas estas condições levantaram graves problemas aos governos de democracia liberal, que tinham saído vencedores da guerra, cujas políticas orientavam a maior parte dos países ocidentais. Este facto, aliado à incapacidade demonstrada para resolver a crise vigente, fez crescer uma onda de descontentamento das populações e deu azo ao crescimento de forças da oposição, principalmente com os movimentos radicalistas de esquerda - marcados pelo avanço do socialismo marxista-leninista na Rússia – e de direita em Itália e na Alemanha., duas nações que tinham sentido mais duramente atingidas pela guerra. Na Alemanha, o desemprego rondou mesmo os 43 por cento, mas com a chegada de Hitler ao poder em 1933, foi empreendida uma política de rearmamento (que se revelou fulcral para o início da II Guerra Mundial) que criou emprego, algo que deixou o povo alemão rendido a este novo político, que mais tarde seria responsável por milhares de mortes. Na União Soviética, ocorreram também numerosos massacres, nomeadamente com o extermínio de agricultores abastados, os “Kulak”.

Em Portugal, as condições sociais não eram muito melhores e os conflitos decorrentes da I República originaram uma reacção conservadora, que culminou com o golpe de 28 de Maio de 1926, perpetrado pelo exército e apoiado maioritariamente por republicanos moderados, monárquicos e católicos de várias facções. O descontentamento era geral e crescia mesmo entre as classes médias portuguesas, que tinham sido o principal apoio à República. As greves sucediam-se e este clima foi apenas ultrapassado com a vitória do general Óscar Carmona nas eleições presidenciais de 1928 e com a escolha de António de Oliveira Salazar para ministro das Finanças. Salazar conseguiu equilibrar as contas nacionais, o que lhe garantiu um grande prestígio. Posteriormente, em 1932, Salazar é nomeado chefe de Governo e em 1933 é promulgada uma nova Constituição, que redundou no Estado Novo, um regime sob o governo pessoal de Salazar até 1968. O sistema político nacional passou então a ser um regime corporativo, definindo-se como autoritário, nacionalista e colonial.
A vizinha Espanha vivia uma sangrenta Guerra Civil, iniciada em 1936 e estava também ameaçada pelo perigo da proliferação do comunismo ateu nos países ditos de tradição cristã, algo que Nossa Senhora, em Fátima, já previra, ao afirmar que a Rússia haveria de espalhar os seus erros pelo mundo (ver caixa).

Ver o site oficial em :http://www.cristorei.pt/aboutus.aspx



22/03/11

O Aqueduto das Águas Livres - Lisboa

Setúbal

Fotos de Cidália Teixeira, em 12 de Março de 2011
Localização da Cidade

A cidade está situada 32 km a sudeste de Lisboa, na margem norte da foz do rio Sado, e é ladeada a Oeste pela serra da Arrábida. A área urbanizada é de aproximadamente 10 km².

Setúbal é sede de um concelho de 170,57 km² de área e 124 555 habitantes (2008) [2], subdividido em 8 freguesias. O município é limitado a Norte e Leste pelo município de Palmela, a Oeste por Sesimbra e, a Sul, o estuário do Sado liga-o aos municípios de Alcácer do Sal e Grândola. A litoral encontra-se o Oceano Atlântico.

O topónimo

Desconhece-se a origem do topónimo 'Setúbal'. O topónimo já existe em 'Cetóbriga' (Cetoba ou Cetobra e a designação celta briga para povoação). A exemplo de outras cidades ibéricas e do sul da Europa, o topónimo 'Setúbal' pode estar relacionado com o topónimo do rio que banha a povoação, referido pelo geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), como denominar-se Xetubre (sendo esta a tese do Prof. José Hermano Saraiva).

Do Neolítico à Reconquista cristã

Setúbal nasceu do rio e do mar. Os registos de ocupação humana no território do concelho remontam à pré-história, tendo sido recolhidos, em vários locais, numerosos vestígios desde o Neolítico. Foi visitada por fenícios, gregos e cartagineses, que vinham à Ibéria em procura do sal e do estanho, nomeadamente a Alcácer do Sal, sendo então o rio navegável até esta povoação.

Aquando da ocupação romana, Setúbal experimentou um enorme desenvolvimento. Os romanos instalaram na povoação fábricas de salga de peixe e fornos para cerâmica que desenvolveram igualmente.

Da Reconquista cristã aos finais do séc. XVI

Alcácer do Sal foi conquistada pelos cristãos em 1217, tendo a povoação de Setúbal sido incorporada e passado a beneficiar da protecção da Ordem de Santiago, momento a partir do qual voltou a prosperar.

Em Março de 1249, Setúbal recebeu foral, concedido pela Ordem de Santiago, senhora desta região, e subscrito por D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago, e por Gonçalo Peres, comendador de Mértola.
Durante os vários séculos de apagamento da povoação de Setúbal, Palmela e Alcácer do Sal cresceram em habitantes e importância militar, económica e geográfica, fazendo sucessivas incursões no termo de Setúbal, ocupando-o.

Na primeira metade do séc. XIV a povoação de Setúbal, com uma extensão territorial relativamente diminuta, teve de afirmar-se, lutando com os concelhos vizinhos de Palmela e de Alcácer do Sal, já então constituídos, iniciando-se uma contenda entre vizinhos que termina pelo acordo de demarcação de termo próprio em 1343 (reinado de D. Afonso IV), tendo sido construída uma rede de muralhas, que deixam de fora os arrabaldes do Troino e Palhais (bairos antigos).

No século que se seguiu, a realeza e a nobreza de então fixaram residência sazonal em Setúbal. A época dos descobrimentos e conquistas em África trouxe a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V e o seu exército, em 1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer. Ao longo do século XV, a vila desenvolveu diversas actividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto.

É igualmente no reinado de D. João II (que tinha Setúbal como cidade predilecta) que se iniciou a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal registara ao longo do último século.

Em 1580, a vila tomou posição por D. António Prior do Crato, contra a eventual ocupação do trono português por Filipe II de Espanha. Foi então cercada por tropas espanholas do Duque de Alba, sendo esta localidade dois anos depois visitada por Filipe II, o qual deu ordem de construção do Forte de São Filipe (uma obra de Filippo Terzi).

Do séc. XVII à actualidade

Largo da Misericórdia

No séc. XVII, Setúbal atingiu o seu auge de prosperidade quando o sal assumiu um papel preponderante como moeda de troca e retribuição da ajuda militar ao apoio fornecido pelos estados europeus a Portugal durante e após as guerras da Restauração da Independência. Em resposta a este incremento, foram construídas após 1640 as novas muralhas de Setúbal, que incluíram novas áreas como a do Troino e Palhais.

Esta prosperidade foi interrompida com o terramoto de 1755, a que se associaram a fúria do mar e do fogo. Foram grandemente afectadas as freguesias de São Julião e Anunciada.

Apenas no Século XIX, Setúbal conheceu o incremento que perdera. Em 1860 chegou o caminho-de-ferro, iniciaram-se também as obras de aterro sobre o rio e a construção da Avenida Luísa Todi. É neste século que teve início a laboração das primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite e, em paralelo, ganharam fama as laranjas e o moscatel de Setúbal. Ainda em 19 de Abril de 1860 foi elevada a cidade por D. Pedro V.

O florescimento de Setúbal durante o século XX, reflecte-se na criação de novos espaços urbanísticos: crescimento da Avenida Luísa Todi, parte da Avenida dos Combatentes e criação dos Bairros Salgado, Monarquina, de São Nicolau, da Conceição, Carmona, do Liceu e Montalvão e no desenvolvimento das indústrias das conservas, dos adubos, dos cimentos, da pasta de papel, naval e metalomecânica pesada.

Setúbal foi elevada, em 1926, a sede de distrito e, em 1975, a sede de diocese.
in: http://pt.wikipedia.org/

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...