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16/12/18

Ruínas de Milreu



Villa Romana de Milreu
Opulenta villa do Império Romano que continuou ocupada durante a Antiguidade tardia e os primeiros tempos de domínio do Islão.
É ainda possível perceber o aspeto arquitetónico que a villa tinha nos inícios do século IV, com a luxuosa residência senhorial, termas, lagares de azeite e de vinho e instalações agrícolas, revelador do estilo de vida de uma família de elevado estatuto social e político. Integra este conjunto, um templo de inícios do século IV, cristianizado no século VI e usado como cemitério no período islâmico até ao século X, que se mantém conservado até ao arranque das abóbadas e onde se destaca um conjunto de mosaicos do revestimento mural do pódio.
Nas ruínas fizeram-se importantes achados arqueológicos: mosaicos de temática predominantemente marinha, mármores, cerâmicas diversas, estuques pintados, e esculturas que decoravam os interiores e os jardins.
Ver mais em:
https://www.visitportugal.com/…/cont…/villa-romana-de-milreu

08/11/16

Engenho a tirar água da Nora

Vídeo de Cidália Teixeira

Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços. Por outro lado construíram ainda levadas e canais de irrigação, subterrâneas, e à superfície, construindo não raras vezes autênticos monumentos, por onde a água era levada para outras culturas[1].
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados. Inicialmente, eram accionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mas hoje trabalham com potentes motores.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões.
[1] - Teixeira 2003



27/01/16

Platibandas Algarvias: Luz de Tavira

Foto de Cidália Teixeira

Foto de Cidália Teixeira

Platibanda designa uma faixa horizontal que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podem ser utilizadas em diversos tipos de construção. Esta tornou-se num ornamento característico no Algarve. Se os árabes tinham em uso alguns deste modelos, os algarvios aperfeiçoaram-nos. Podem verificar-se em Luz de Tavira alguns exemplares ímpares desta região construídos no início do século XX.

24/01/16

Platibanda Algarvia: Luz de Tavira





















Foto de Cidália Teixeira

Casa apalaçada construída nos princípios do século XX.
Fica situada junto à estrada Nacional 125, na Vila de Luz de Tavira e tem uma das mais ricas ornamentações em Platibandas.
Foto e texto da autora do Blogue

"O termo arquitectónico Platibanda designa uma faixa horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.
Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio. Para esconder a antiga vocação do imóvel, moderniza-se a fachada e coloca-se uma platibanda (que pode ser uma parede mais alta que o telhado, para assim escondê-lo e tirar a aparência de casa)".

22/01/16

Herança Árabe: Nora e Engenho

O Algarve foi a região de Portugal onde a presença Muçulmana deixou mais marcas indeléveis que ainda perduram na paisagem. Por outro lado é interessante verificar que um dos factores que condiciona a ocupação humana tem muito a ver com a prática da agricultura de regadio.
As noras de engenho mourisco foram ao longo dos anos utilizadas como forma de captação e distribuição de água para a rega dos campos.
No Centro de Faro encontra-se a nora que vemos na imagem, a qual foi protegida com uma rede de ferro, devido ao seu desuso, para protecção dos mais descuidados, mas restaurado o seu engenho e respectivo aqueduto que outrora levava a água até ao tanque de rega.

19/01/16

Noras e Engenhos



Fotos de Cidália Teixeira
Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços.
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados.
Inicialmente, eram acionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mais tarde adaptados a motores a gasóleo.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões. Em Estoi existem ainda muitas destas noras, em propriedade privada, de diversos estruturas conforme se podem verificar na estrada entre Estoi e Faro.

Texto de Cidália Teixeira, C. in tese de PG, UNL-2002

04/05/15

"O Impacto da Grande Guerra no Algarve – O caso de Loulé (1914-1918)”



No âmbito as iniciativas das Atividades Evocativas do Centenário da Grande Guerra (IGG), A Liga dos Combatentes (Núcleo de Loulé) promove uma conferência subordinada ao tema:
- "O IMPACTO DA GRANDE GUERRA NO ALGARVE – O CASO DE LOULÉ (1914-1918)” a proferir pelo,  Professor Doutor, Joaquim Manuel Vieira Rodrigues, pelas 18h00,  dia 06 de Maio de 2015 (quarta-feira), na Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andersen, em Loulé.
Resumo do CV de apresentação do Exmº. Sr. Prof Doutor Joaquim Rodrigues:
- Joaquim Manuel Vieira Rodrigues é licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa e professor efectivo do ES. Mestre e doutor em História Contemporânea pela Universidade Nova de Lisboa e Investigador associado do IHC.


 Para além de outros trabalhos:
- A Indústria de Conservas no Algarve (1865-1945), Tese de Mestrado em História do Século XX, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 1997. (23/10/1997).
- O Algarve e a Grande Guerra. A Questão das Subsistências (1914-1918), Tese de Doutoramento em História Económica e Social Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, 2010. (31/05/2010).

25/10/14

Aldeia de Moncarapacho

Há muitas hipóteses da toponímia de Moncarapacho. Aqui estão algumas:
- Pode ter vindo do Monte do Carapacho. Carapacho é uma palavra espanhola que significa carapaça. Este nome foi criado devido da vista do mar, que parecia uma carapaça. Mais tarde o Monte do Carapacho evoluiu e originou a palavra Moncarapacho;
- Moncarapacho pode ter vindo do Cerro de São Miguel na parte em que este cerro é denominado Monte Escarpado devido ser alto, talhado a pique e sem o mais pequeno declive naquela parte. O nome Monte Escarpado evoluiu para Moncarapacho;
- Pode ter vindo também devido a uma senhora que morava no Cerro de São Miguel onde trabalhava com tecidos fazendo “capachos”que vendia. Dizia-se, no princípio, Monte dos Capachos, mais tarde Montecapacho, que evoluiu para Moncarapacho.





19/10/14

Passeios na História de Tavira

“Passeios na história de Tavira” realizou-se, hoje dia 18 de outubro, o passeio “O Arraial Ferreira Neto”, sob a orientação do historiador Marco Lopes.
 



Esta atividade teve como finalidade dar a conhecer o passado da cidade, a paisagem urbana, os monumentos e as personagens históricas, bem como sensibilizar para a necessidade de proteger e valorizar a herança patrimonial.
 





 
A pesca do atum, em Tavira, tem presença antiga e as almadravas que lançavam ferro nestas bandas eram sinónimo de negócio lucrativo para empresários e para o cofre régio.

Entre maio e setembro, de cada ano, vários pescadores e as suas respetivas famílias esperavam pela chegada do atum. Nesses meses instalavam-se nos arraiais e faziam vida em comunidade. Assim aconteceu com a Armação do Medo das Cascas e com o Arraial Ferreira Neto. Depois da destruição das habitações e dos armazéns que ficavam na ilha, culpa de vendavais e marés inclementes, a Companhia das Pescarias do Algarve decide construir um moderno e imponente bairro piscatório, em abril de 1945. Nada falta: casas, cantina, balneários, armazéns, lavadouros, escola e igreja. Tudo na linha da arquitetura modernista e na ótica do discurso corporativista.

Ver mais em: http://www.cm-tavira.pt/site/content/noticia-newsletter/pela-hist%C3%B3ria-do-arraial-ferreira-neto
 
 
 
 

 

A Foto do Dia


14/03/14

Travessia de Tavira

Transcrevo um texto e algumas imagens do Historiador Investigador e Geografo a quem deixo os meus agradecimentos, pelo interesse e estudos que tem vindo a dedicar a Tavira e nomeadamente à Cidade Romana de Balsa.
 
Evolução histórica da travessia viária e fluvial do Séqua/Gilão na zona urbana de Tavira.
Materiais de estudo do “Atlas Histórico de Tavira e das Cidades da sua Região”: nova versão.
Representam-se os elementos fundamentais da estrutura urbana em meados do séc. XVI e sobrepõem-se os sapais históricos aproximados de cada época e os respectivos eixos viários de travessia.
A reconstrução está implantada sobre a planta de Leonardo di Ferrari, cujo original copiado se data de c. 1550 e que corresponde à cartografia histórica mais antiga da zona.
 
Texto de: Luís Fraga da Silva
 
Direitos de autor reservados a: Luís Fraga da Silva

 
 

27/01/14

Complexo balnear islâmico encontrado em Loulé

Escavações em Loulé revelam complexo balnear islâmico único em Portugal. Escavações recentes no centro histórico de Loulé revelaram as divisões que concluem a planta do complexo público de banhos islâmicos, único a nível nacional e dos mais completos da Península Ibérica, disse à Lusa uma arqueóloga do município.
 Ver mais em: http://www.jornal-minha-terra.com/portugal

15/12/13

Palácio da Galeria


 
O Palácio da Galeria, situado em Tavira, na encosta voltada à zona ribeirinha, foi classificado, pela Secretaria de Estado da Cultura, como monumento de interesse público.
 Trata-se do “maior e mais emblemático edifício civil de Tavira”, de origem quinhentista (se não mais recuada) e que conserva na sua estrutura diversos elementos arquitetónicos góticos, renascentistas e barrocos de grande interesse patrimonial.
 A fachada principal, voltada para o núcleo antigo da cidade, resulta da profunda campanha de obras do século XVIII, destacando-se o portal térreo e as janelas do piso nobre, com cantarias barrocas.
O pátio, com galeria de arcadas renascentista, é considerado um dos mais interessantes do género no país. No interior, os forros de madeira dos caraterísticos telhados de tesoura suportam a pintura decorativa.
A classificação do Palácio da Galeria reflete os critérios constantes do artigo 17.º da lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, relativos ao caráter matricial do bem, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva.
 Atualmente, este edifício funciona como museu municipal e disponibiliza uma oferta cultural a todos os munícipes e visitantes.
 No Palácio da Galeria, encontram-se patentes as exposições «Memória e Futuro – Património, Coleções e a Construção de um Museu para Tavira» e «Dieta Mediterrânica – Património Cultural Milenar».
O Palácio da Galeria – Museu Municipal de Tavira encontra-se aberto de terça-feira a sábado, entre as 10:00h e as 12:30h e das 14:00h às 17:30h.

In: http://www.diarionline.pt/noticia.php?refnoticia

26/07/13

Albufeira e o ataque do Remexido




Quem por estes dias percorre o pacato centro de histórico de Albufeira, não imagina os terríveis momentos que ali se viveram há precisamente 180 anos. Foi a 26 de julho de 1833 que Remexido e os seus guerrilheiros ali massacraram mais de sete dezenas de pessoas.
Portugal atravessava um dos períodos mais negros da sua história: a guerra civil fratricida, que opôs os irmãos D. Pedro e D. Miguel, ou seja liberais e absolutistas.
Desde sempre afeta à causa liberal, Albufeira foi a primeira povoação algarvia a aclamar a Constituição vintista, e quando em 1828 a generalidade do Algarve aceitava o governo de D. Miguel, Albufeira levantava nova proclamação a favor do liberalismo. Não admira, pois, o ódio de estimação que as tropas miguelistas nutriam pelos habitantes da vila.
A 24 de julho de 1833 os liberais foram recebidos triunfalmente na capital do país, após uma travessia fácil do Algarve e do Alentejo, Albufeira vivia por esses dias, em contra-ciclo, um clima de terror, que a levaria dois dias depois à capitulação e consequente aclamação do rei absoluto D. Miguel.
Tudo se passou nos dias 24, 25 e 26 de julho. Para restaurar o poder de D. Miguel, Remexido e os seus guerrilheiros investem sobre Albufeira, que aclamara, mais uma vez, apenas D. Pedro, aquando da passagem dos liberais em direção a Lisboa.
A 19 de julho, Remexido e os seus homens atacam São Bartolomeu de Messines, assassinando habitantes e soldados e simultaneamente anunciando que iriam avançar sobre Albufeira, para aniquilar todos os seus moradores.
A notícia do infausto acontecimento chegou à então vila na manhã do dia seguinte e logo os albufeirenses, perplexos, organizaram um batalhão de voluntários.
Milícias inexperientes
Na madrugada de 22 de julho, são identificados na periferia da vila alguns guerrilheiros, sendo os piquetes de vigilância reforçados.
O toque a rebate soou no dia 23, pelas 8 horas da manhã, e toda a defesa se concentrou no interior das velhas muralhas do castelo.
Uma cortina de fogo contínua acendeu-se durante todo o dia, num gasto inexplicável de munições, que em nada afetava o cerco que os guerrilheiros tinham posto a Albufeira.
A inexperiência dos defensores da vila era evidente, além de serem poucos, já que a força de milícias era essencialmente composta por idosos (antigos combatentes durante as invasões francesas de 1808) e muitos jovens que, pela primeira vez, pegavam em armas.
As casas que se situavam fora do perímetro amuralhado começaram a ser pilhadas. Os guerrilheiros penetravam no seu interior, abrindo, com picaretas que traziam, passagens de umas para outras, saqueando-as e depois queimando-as.
Do alto da muralha, os sitiados olhavam impotentes o espetáculo «horroroso» do incêndio da vila e da perda consequente dos seus bens, enquanto ouviam o tropel «das cavalgaduras em que os salteadores transportavam os roubos». O braseiro crepitante iniciava-se.
O tiroteio prolongou-se durante toda a noite e as pilhagens intensificaram-se.
Na defesa, generaliza-se o receio pela falta de munições e a descrença da possibilidade de conter o assalto. Uma proposta de retirada pelo mar chega a ser discutida, entre o governador, membros da Câmara e população em geral, mas o comandante da praça, Francisco Cabrita, opôs-se, alegando ser do mais sagrado dever não atraiçoar a confiança neles depositada.
A situação continua, porém, a degradar-se, empolada pela escassez de água e consequentemente pelo rigoroso racionamento imposto.
Rendição parece ser a única salvação, mas..
Perto da meia-noite e dado o estado crítico que se vivia, o comandante convocou nova reunião de emergência na Câmara. Nesta assembleia concluiu-se existirem três soluções possíveis: a primeira era a tentativa de resistência, na possibilidade de chegarem reforços; a segunda consistia na retirada, embora com poucas possibilidades de salvação; e a última a capitulação.
Reunido o conselho a decisão é tomada, apesar de algumas reservas, por unanimidade: será a rendição.
Na manhã seguinte, dia 26 de julho, «dia fatal, de horror luta e cruel recordação», a Câmara redigiu uma ata para ser entregue a Remexido.
É então escolhido como mensageiro da capitulação o padre de Ferragudo, o qual, trajando uma samarra e barrete, segurando na mão uma bengala de onde pendia uma bandeira branca, assomou do cimo da muralha e preparou-se para descer por uma escada para o exterior.
Por volta das 8 horas o pároco regressou, empunhando novamente a bandeira branca, mas agora acompanhado por um grande número de guerrilheiros de aspeto barbudo e de olhar desconfiado, que logo lançaram mão de todas as armas de fogo que encontraram.
Remexido entrou pouco tempo depois na vila, acompanhado pelo segundo comandante da guerrilha, capitão António Sousa Grade, do capitão António de Sousa Castelo Branco e do alferes da Ribeira do Algoz.
O ato de capitulação foi marcado para a Câmara Municipal. Nela estavam presentes o governador Joaquim Gonçalves, todos os vereadores e demais individualidades civis, apenas faltando o comandante da praça Francisco Cabrita.
O próprio governador ofereceu os seus préstimos ao serviço de D. Miguel, enquanto o capitão Biker, num gesto de dignidade, entregou a banda e o talim, e declarou-se prisioneiro de guerra. Ambos, apesar de comportamentos opostos perante o inimigo, viriam a ter o mesmo fim trágico.
Álcool e sede de vingança
Na praia de Albufeira foram sepultados alguns cadáveres
A calma aparente e doentia que se fazia sentir foi quebrada algumas horas depois. O álcool ingerido pelos guerrilhas começou a surtir efeito. É então pedido a Remexido, pelo capitão Sousa, autorização para matar alguns liberais, para evitar que estes se amotinassem.
Remexido recusa. Todavia, e após longa insistência, permitiu que alguns liberais fossem levados para fora da vila, junto à Vargem da Orada e aí, alegando-se uma tentativa de fuga, que fossem abatidos.
Entretanto, um acontecimento antecipa a iminente chacina: o aparecimento de um barco de guerra, enviado de Faro pelos liberais, que se dirigia para terra, fazendo sinais sobre a vila, apesar de observar a bandeira miguelista hasteada.
Os albufeirenses, pressentindo a salvação, abandonaram os guerrilheiros, os quais, atónitos perante o que estava a acontecer, logo que souberam da presença da embarcação inimiga, resolveram armar uma peça de artilharia e fizeram fogo sobre ela.
O comandante do navio não arriscou a atracagem e fez-se novamente ao largo. A vila e os albufeirenses ficavam entregues a si próprios.
A presença da embarcação liberal originou um sentimento de traição entre os guerrilheiros, pelos habitantes da vila. Um grito ecoou então pelas ruas – “traição” – seguindo-se uma perseguição feroz a todos os liberais e consequentemente que se consumasse o massacre.
Este sempre acompanhado da vozeria: “Viva a Virgem Santíssima, vivam as Cinco Chagas”.
A primeira vítima mortal foi o assentista João de Sousa Ramos, que regressava a casa após ter ido comprar pão, depois o padre Lázaro, prior de Alcantarilha, Mariano José Pereira e o governador Carvalho, quando saíam da Câmara.
Mas a chacina ocorreu em praticamente todas as ruas, como a da igreja velha, Misericórdia, ou o largo de S. Sebastião.
Escondidas em casa ou em edifícios públicos, as vítimas eram arrastadas para a rua, muitas vezes atiradas pelas janelas, e aí chacinados com balas, pedras e também à coronhada.
Ainda hoje estandarte municipal tem manchas do sangue derramado
Temas Albufeira, História&Histórias
Ver mais em: http://www.sulinformacao.pt/2013/07/albufeira-viveu-momentos-de-terror-ha-180-anos-com-o-ataque-de-remexido/
 

16/05/13

Herança Islâmica no Algarve

 
O Vaso Islâmico encontrado nas muralhas do Castelo de Tavira, é o único exemplar até agora recolhido no mundo Islâmico. Presentemente está exposto no Museu Islâmico da Cidade e é o seu ex-libris.
 

 

Carnaval de Moncarapacho 2019

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