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26/01/16

Platibandas Algarvias: Estoi

Foto de Cidália Teixeira
Casa tradicional com fachada revestida a azulejos. Janelas duplas e platibanda trabalhada. Cantarias em pedra da região.
Foto de Cidália Teixeira
Casa pintada de branco, cantarias trabalhadas e frente simétrica. Platibanda trabalhada.

Foto de Cidália Teixeira
Nesta casa verifica-se igualmente simetria na sua fachada. Verifica-se que possue varandas corridas.

Foto de Cidália Teixeira
Casa igualmente com simetria na sua fachada. Verifica-se também que possue varandas corridas.

19/01/16

Noras e Engenhos



Fotos de Cidália Teixeira
Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços.
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados.
Inicialmente, eram acionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mais tarde adaptados a motores a gasóleo.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões. Em Estoi existem ainda muitas destas noras, em propriedade privada, de diversos estruturas conforme se podem verificar na estrada entre Estoi e Faro.

Texto de Cidália Teixeira, C. in tese de PG, UNL-2002

10/12/14

O Vaso de Tavira

 
O “Vaso de Tavira”, ex-libris da coleção do Museu Municipal de Tavira, normalmente em exposição no Núcleo Islâmico, foi cedido por empréstimo ao Museu do Louvre, em França, para integrar a exposição temporária “Le Maroc Medieval – Un Empire de l’Afrique à l’Espagne”, a qual estará patente, até 19 de janeiro de 2015, no hall Napoléon.

A exposição, ...
organizada pelo Museu do Louvre e pela Fundação Nacional dos Museus de Marrocos, integra um conjunto diversificado de objetos, de várias procedências, nomeadamente, de Portugal.

O “Vaso de Tavira” é um dos objetos mais emblemáticos do período islâmico no nosso país, datado dos finais do século XI ou inícios do século XII d.C. Apresenta pintura realizada a branco e, no bordo superior, um conjunto de figuras humanas (cavaleiro, besteiro, músico e uma mulher) e de animais (pombas, tartaruga, cavalos, camelo, caprino, bovino e ovídeo).

A presença desta peça, no Museu do Louvre, constitui um importante meio de divulgação do património histórico-arqueológico do país e da cidade, bem como do trabalho que tem vindo a ser promovido por diversos investigadores e pelo Município de Tavira, nos últimos anos.
 
In: Município de Tavira
 

25/10/14

Aldeia de Moncarapacho

Há muitas hipóteses da toponímia de Moncarapacho. Aqui estão algumas:
- Pode ter vindo do Monte do Carapacho. Carapacho é uma palavra espanhola que significa carapaça. Este nome foi criado devido da vista do mar, que parecia uma carapaça. Mais tarde o Monte do Carapacho evoluiu e originou a palavra Moncarapacho;
- Moncarapacho pode ter vindo do Cerro de São Miguel na parte em que este cerro é denominado Monte Escarpado devido ser alto, talhado a pique e sem o mais pequeno declive naquela parte. O nome Monte Escarpado evoluiu para Moncarapacho;
- Pode ter vindo também devido a uma senhora que morava no Cerro de São Miguel onde trabalhava com tecidos fazendo “capachos”que vendia. Dizia-se, no princípio, Monte dos Capachos, mais tarde Montecapacho, que evoluiu para Moncarapacho.





19/10/14

Passeios na História de Tavira

“Passeios na história de Tavira” realizou-se, hoje dia 18 de outubro, o passeio “O Arraial Ferreira Neto”, sob a orientação do historiador Marco Lopes.
 



Esta atividade teve como finalidade dar a conhecer o passado da cidade, a paisagem urbana, os monumentos e as personagens históricas, bem como sensibilizar para a necessidade de proteger e valorizar a herança patrimonial.
 





 
A pesca do atum, em Tavira, tem presença antiga e as almadravas que lançavam ferro nestas bandas eram sinónimo de negócio lucrativo para empresários e para o cofre régio.

Entre maio e setembro, de cada ano, vários pescadores e as suas respetivas famílias esperavam pela chegada do atum. Nesses meses instalavam-se nos arraiais e faziam vida em comunidade. Assim aconteceu com a Armação do Medo das Cascas e com o Arraial Ferreira Neto. Depois da destruição das habitações e dos armazéns que ficavam na ilha, culpa de vendavais e marés inclementes, a Companhia das Pescarias do Algarve decide construir um moderno e imponente bairro piscatório, em abril de 1945. Nada falta: casas, cantina, balneários, armazéns, lavadouros, escola e igreja. Tudo na linha da arquitetura modernista e na ótica do discurso corporativista.

Ver mais em: http://www.cm-tavira.pt/site/content/noticia-newsletter/pela-hist%C3%B3ria-do-arraial-ferreira-neto
 
 
 
 

 

A Foto do Dia


14/03/14

Travessia de Tavira

Transcrevo um texto e algumas imagens do Historiador Investigador e Geografo a quem deixo os meus agradecimentos, pelo interesse e estudos que tem vindo a dedicar a Tavira e nomeadamente à Cidade Romana de Balsa.
 
Evolução histórica da travessia viária e fluvial do Séqua/Gilão na zona urbana de Tavira.
Materiais de estudo do “Atlas Histórico de Tavira e das Cidades da sua Região”: nova versão.
Representam-se os elementos fundamentais da estrutura urbana em meados do séc. XVI e sobrepõem-se os sapais históricos aproximados de cada época e os respectivos eixos viários de travessia.
A reconstrução está implantada sobre a planta de Leonardo di Ferrari, cujo original copiado se data de c. 1550 e que corresponde à cartografia histórica mais antiga da zona.
 
Texto de: Luís Fraga da Silva
 
Direitos de autor reservados a: Luís Fraga da Silva

 
 

Carnaval de Moncarapacho 2019

História do Carnaval O Carnaval começou a ser festejado pelo povo grego em 600 a 520 a.C., como forma de agradecimento aos deuses pel...