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26/01/19
27 de janeiro de 1945: Dia da Memória do Holocausto
Foi a 27 de janeiro de 1945 que teve lugar a libertação do principal campo de concentração nazi, Auschwitz, localizado na Polônia, pelas tropas da União Soviética.
Em Portugal, como em vários países do mundo, governos, escolas e associações judaicas realizam palestras e exposições com o objetivo de fazer com que o horror nazista não caia no esquecimento e não se repita.
Paula Azevedo
27/01/16
11/01/16
11 de Janeiro de 1890
A Inglaterra apresenta o ultimato a Portugal sobre os direitos territoriais do Mapa Cor-de-rosa, área entre Angola e Moçambique.
O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelo governo inglês, chefiado pelo primeiro ministro, Lord Salisbury, entregue a 11 de janeiro de 1890. A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos atuais Zimbabwe e Malawi. Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico.Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período. A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado não ocupação efetiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico só se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio e trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante.Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil,um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir. Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.Assim, em 1886,Portugal dá a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projeto de ligação da costa angolana à costa moçambicana. O governo português dá início a várias tentativas de ocupação efetiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com o Ultimato. A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de janeiro de 1891. Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.
Fontes: Ultimato inglês. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014.
wikipedia (imagens)
28/10/15
Tarrafal
No dia 29 de Outubro de 1936, chegaram à Colónia Penal do Tarrafal, criada por Salazar alguns meses antes, os primeiros 153 deportados. Mais exactamente, desembarcaram no local onde eles próprios foram obrigados a construir o campo de concentração que os encarceraria. Durante a existência deste «Campo da Morte Lenta», por lá ficaram 32 vidas, 32 pessoas cujos corpos só foram transladados para Lisboa em 1978.
Encerrado em 1954, devido a pressões internas e internacionais, o Campo foi reaberto na década de 60 (e permaneceu ativo até ao 25 de Abril), com o nome de «Colónia Penal de Chão Bom», para albergar os lutadores pela independência de Angola, Guiné e Cabo Verde.
1978 – transladação e cortejo para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa:
25/10/15
25 de Outubro de 1495: Morre em Alvor, D.João II, "O Príncipe Perfeito"
D. João II de Portugal nasceu em Lisboa a 3 de Maio de 1455 e faleceu a 25 de Outubro de 1495.
Foi cognominado O Príncipe Perfeito pela forma como exerceu o poder. Filho do rei Afonso V de Portugal,
acompanhou o seu pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada
de Arzila. Enquanto Afonso V enfrentava os castelhanos, o
príncipe assumiu a direcção da expansão marítima portuguesa iniciada pelo seu tio-avô Infante D. Henrique.
Desde 1474 que dirigia a política
atlântica, devendo-se à sua visão de governante, apesar de não ter ainda vinte
anos, a instituição do mare clausum, princípio que
estabelecia que o domínio dos mares estava ligado ao seu descobrimento. Na
linha dessa política surge o tratado de Toledo de 1480, em que D. João II
aceitando a partilha das terras do Atlântico pelo paralelo das Canárias, afasta
a concorrência da Espanha em África e protege a mais tarde chamada rota do
Cabo. Durante o seu reinado toda a costa ocidental da África foi navegada,
dobrou-se o Cabo da Boa Esperança e preparou-se por terra com as viagens de
Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, a viagem de Vasco da Gama à índia, a que o
monarca já não assistiria. Em 1494, assina-se o tratado de Tordesilhas,
dividindo-se a terra em duas zonas de influência, a atribuir a Portugal e à
Espanha. Dentro da zona de influência portuguesa ficava o Brasil, o que permite
supor que o monarca tinha conhecimento da existência dessas terras.
No plano interno, a acção de João II
orientou-se no sentido da centralização e fortalecimento do poder real, tendo
reprimido duramente as conjuras dos nobres e abatido o poder das grandes casas
do reino. De 1481 a 1485, são mortos ou presos D. Fernando, duque de Bragança,
D. Diogo, duque de Viseu, D. Gutierres Coutinho, D. Pedro de Ataíde, Isaac
Abravanel, D. Afonso, conde de Faro, D. Fernão da Silveira, Diogo Lourenço,
Afonso Vaz, D. Álvaro, filho do duque de Bragança, Aires Pinto, bacharel João
Afonso e José Abravanel. Tinha em grande conta a opinião dos povos, mas o seu
conceito da autoridade real leva-o a só reunir cortes quatro vezes, durante o
seu reinado. Quanto às relações externas, a sua actividade foi no sentido de
criar laços de concórdia com os vários reinos, talvez com o intuito de se
libertar de problemas que pusessem em dificuldades a política de expansão
ultramarina. Alimentou o sonho de uma futura «monarquia ibérica», tendo
conseguido contratar o casamento de seu filho D. Afonso com a primogénita dos
Reis Católicos. A morte do infante veio, no entanto, deitar por terra estes
planos. Manteve uma actividade diplomática intensa com vários países europeus,
sendo de destacar a embaixada de Vasco de Lucena, enviada a Roma em 1485.
A última fase do reinado de D. João II
está marcada pelo problema da sucessão do trono. Com a morte do infante D.
Afonso, procura o rei habilitar ao trono o bastardo D. Jorge. No seu
testamento, todavia, nomeia seu sucessor D. Manuel, irmão da rainha. Morre no
Algarve em 1495, aceitando alguns historiadores a hipótese de ter sido
envenenado. O rei encontrava-se em Alvor, em casa de D. Álvaro de Ataíde,
quando faleceu. Desenganado pelos médicos, sobre as suas hipóteses de salvação,
organizou o próprio cenário da sua morte, ordenou a sua extrema-unção, e
faleceu no dia 25 de Outubro de 1495, apenas com 40 anos, não sem antes pedir
aos que o rodeavam que não o agoniassem com os seus prantos.
Fontes:http://www.arqnet.pt/
28/06/14
18/02/14
A Batalha de Almoster
A Batalha de
Almoster, foi travada a 18 de Fevereiro de 1834, batalha onde as tropas
liberais, comandadas pelo Marechal Saldanha, venceram as tropas absolutistas
comandadas pelo General Lemos.
A História
Santarém era o
fulcro da guerra civil, mas o perigo miguelista não existia apenas nessa
cidade. Apesar de várias vitórias liberais, a cidade de Santarém continuava a
resistir, e no Norte as províncias de Trás-os-Montes, Minho e Beira-Alta
estavam ainda em poder de D. Miguel.
Foi então que
Saldanha, comandante das forças liberais, estabeleceu o plano de, sem deixar de
manter o cerco de Santarém, atacar com uma parte das suas tropas as cidades de
Leiria e Coimbra, o que teria por efeito isolar os miguelistas que resistiam em
Santarém. As tropas de Saldanha fizeram a sua junção, em Rio Maior, com as que
ele mandara vir de Lisboa. Os efetivos não excediam quatro mil e quinhentos
homens, mas a 16 de Janeiro de 1834 foi lançado, por dois lados, o ataque a
Leiria. Vendo-se na iminência de ficar com a retirada cortada, os miguelistas
abandonaram sem demora o Castelo de Leiria e tentaram refugiar-se em Coimbra.
Nos primeiros dias de Fevereiro, o General Lemos, comandante das tropas
miguelistas, pôs em execução um plano para atacar os liberais que ocupavam
Pernes e os que cercavam Santarém.
Prevendo a
possibilidade de tal tentativa, Saldanha tomou as precauções necessárias,
fazendo com que o plano falhasse. Lemos estabeleceu um novo projeto, que se
baseava num ataque fulminante à Ponte de Asseca, em poder dos liberais, a fim
de abrir caminho para Lisboa, onde deveria eclodir a revolução miguelista. Na
madrugada de 18 de Fevereiro, as cerca de 4000 tropas do general Póvoas
marcharam sobre Ponte de Asseca, enquanto Lemos com cerca de 4500 homens avança
pelo norte em direção a Almoster e Santa Maria. O terreno era extremamente
difícil, pois formava um desfiladeiro estreito, entre colinas cobertas de mato
denso. Mas Saldanha, compreendendo os intuitos de Lemos, havia-se preparado
para lhe fazer frente. Deixando avançar os miguelistas sem lhes opor
resistência, conseguiu que eles, confiantes e supondo-se já senhores da
situação, entrassem no desfiladeiro que constituía uma autêntica ratoeira.
Com os
batalhões de caçadores nº2 e nº12, o coronel Queirós cortou a retirada dos
miguelistas para a ponte de Santa Maria, ao passo que, com os regimentos de
infantaria nº3 e nº6, ficando o nº1 de reserva, o brigadeiro Brito lançava uma
impetuosa carga à baioneta. Saldanha comandava pessoalmente Infantaria nº1, o
mesmo regimento que comandara na célebre carga do Buçaco, e esperava a ocasião
de intervir.
Só nessa
altura os soldados de D. Miguel compreenderam a terrível situação em que se
encontravam. A derrota foi total, e as perdas dos absolutistas excederam um
milhar de homens.
A Batalha de
Almoster significou o desmoronar de todas as esperanças do irmão de D. Pedro
IV.
21/01/14
1961 - Assalto ao Paquete Santa Maria.
- 1961 foi um ano marcante para a história do Estado Novo no nosso país:
- O navio Santa Maria é desviado por um comando em alto mar e em Angola acontecem os primeiros ataques em grande escala contra o colonialismo português. Em Janeiro de 1961 um ex-militar português, Henrique Galvão, desvia o paquete Santa Maria com o objetivo de provocar uma crise política no regime de Salazar.
- Pretendia desembarcar em Luanda, Angola, e dali organizar um golpe de estado para derrubar o regime. Encontrado a navegar no Atlântico por unidades americanas o Santa Maria aporta no Brasil, onde Galvão e o seu grupo pedem asilo político.
- Aproveitando a concentração de jornalistas em Luanda, que esperavam a chegada do Santa Maria, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) desencadeia ataques contra uma prisão e uma esquadra de policia naquela cidade.
- No mês seguinte, um outro movimento, a União dos Povos de Angola (UPA) realiza massacres no norte do país. A guerra generalizou-se depois a outras zonas do país e também outras colónias.
Ver mais em: http://ensina.rtp.pt/artigo/desvio-santa-maria-principio-guerra-ultramar
11/01/14
O Ultimato Inglês
Há 124 anos…
No dia 11 de janeiro
de 1890, a Grã-Bretanha enviou um ultimato a Portugal. O ultimato exigia a
retirada imediata das forças militares portuguesas dos territórios entre Angola
e Moçambique.
A 11 de janeiro de 1890 o governo britânico de Lord Salisbury
enviou ao governo português um ultimato,
na forma de "Memorando", exigindo a retirada das forças militares
portuguesas chefiadas pelo major Serpa Pinto
do território compreendido entre as colónias de Angola e Moçambique (nos atuais Zimbabwe e Zâmbia), zona reivindicada por Portugal ao abrigo
do Mapa Cor-de-Rosa.
A pronta cedência portuguesa às exigências britânicas
foi vista como uma humilhação nacional por amplas franjas da população e das
elites, iniciando-se um profundo movimento de descontentamento em relação ao
novo rei de Portugal, D. Carlos, à
família real e à instituição da monarquia, vistos como responsáveis pelo
alegado processo de decadência nacional. A situação agravou-se com a
severa crise financeira ocorrida entre 1890-1891, quando as remessas dos emigrantes no Brasil caíram 80% com a chamada crise do encilhamento
na sequência da proclamação
da república no Brasil
dois meses antes, acontecimento que era seguido com apreensão pelo governo
monárquico e com júbilo pelos
defensores da república em Portugal.
Os republicanos souberam capitalizar este
descontentamento, iniciando um crescimento e alargamento da sua base social de
apoio que acabaria por culminar no derrube do regime.
Em 14 de Janeiro o governo progressista
caiu e o líder regenerador António de Serpa
Pimentel foi nomeado para formar novo governo.
Os progressistas passaram então a atacar o rei D.
Carlos, votando em candidatos republicanos nas eleições de março desse ano,
contestando o acordo colonial então assinado com os britânicos.
Alimentando um ambiente de quase insurreição, a 23 de março de 1890, António José de
Almeida, na época estudante da Universidade de
Coimbra e, mais tarde, Presidente da República, publicou um artigo com o
título "Bragança, o último", que seria considerado calunioso
para o rei e o levaria à prisão.
A 1 de abril de 1890, o velho explorador Silva Porto
imolou-se envolto numa bandeira portuguesa no Kuito,
em Angola, após negociações falhadas com os locais,
sob ordens de Paiva Couceiro, o
que atribuiu ao ultimatum. A morte do que fora um dos rostos da
exploração interior africana gerou uma onda de comoção nacional e o seu funeral foi seguido por uma
multidão no Porto.
A 11 de abril foi posto à
venda o Finis Patriae de Guerra Junqueiro, ridicularizando a figura do rei.
Na cidade do Porto,
no dia 31 de janeiro de 1891,
registou-se um levantamento militar contra a monarquia constituído
principalmente por sargentos e praças.
Os revoltosos, que tinham como hino uma canção de
cariz patriótico composta em reação ao ultimato britânico, "A Portuguesa", tomaram
os Paços do Concelho,
de cuja varanda, o jornalista e político republicano Augusto Manuel
Alves da Veiga proclamou a implantação da república em Portugal e
hasteou uma bandeira vermelha e verde, pertencente ao Centro Democrático
Federal. O movimento foi, pouco depois, sufocado por um destacamento da guarda
municipal que se manteve fiel ao governo, resultando 12 mortos e 40 feridos. Os
revoltosos capturados foram julgados, tendo 250 sido condenados a penas entre
os 18 meses e os 15 anos de degredo em África. "A Portuguesa" foi
proibida.
Embora tendo fracassado, a revolta de 31 de janeiro de
1891 foi a primeira grande ameaça sentida pelo regime monárquico e um prenúncio
do que viria a suceder quase duas décadas mais tarde.
Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ultimato_brit.1890
27/11/13
27 de novembro - Partida da Corte para o Brasil
No
princípio do século XIX a Europa foi sacudida por uma guerra longa e violenta.
Napoleão, imperador da França, grande general, organizou um exército
poderosíssimo e invadiu vários países somando vitórias. Quando em Lisboa se
soube que vinha aí uma invasão francesa, foi o pânico. Na altura não havia
condições para enfrentar um inimigo tão forte, corria-se o risco de perder a
independência. Que fazer? Depois de muitos debates, tomou-se uma decisão: a
família real devia partir imediatamente para o Brasil que nessa época era uma
colónia portuguesa.
A 27 de Novembro de 1807, a família real portuguesa, acompanhada da respetiva corte, embarca para o Brasil, por ocasião das invasões francesas. A frota far-se-á ao mar no dia 29.
A 27 de Novembro de 1807, a família real portuguesa, acompanhada da respetiva corte, embarca para o Brasil, por ocasião das invasões francesas. A frota far-se-á ao mar no dia 29.
A
Corte a salvo do
outro lado do oceano assegurava a independência.
16/11/13
Efeméride
No dia 17 de novembro de 1919, a revista "Ilustração Portuguesa" noticiou um atentado contra Alfredo da Silva, na época, um dos homens mais abastados de Portugal. O industrial sofreu ferimentos ligeiros porque a pistola do atacante encravou. Artur Pinho, um estucador apelidado de "bolchevista" pelo periódico, lançou de seguida uma bomba, que feriu o motorista de Alfredo da Silva. O autor do atentado acabou por ser detido e agredido por populares que se encontravam nas proximidades.
Ver mais em: Associação dos Professores de História
30/04/13
Casamento de D. Beatriz com o Rei de Castela, D. João I
A 30 de abril de 1383,
D. Beatriz casa com o Rei de Castela, D. João I, e nesse mesmo ano, a 22 de
outubro, seu pai, D. Fernando, morre, desencadeando-se uma crise de sucessão ao
trono no de Portugal. Nessa época quando um rei morria, era tradição alamar o
seu sucessor pelas ruas. Assim, a viúva, D. Leonor, mandou aclamar pelas ruas
de Lisboa D. Beatriz, rainha de Portugal. Levantaram-se várias vozes de
desagrado em relação a D. Beatriz. O povo tinha receio que, pelo facto de D.
Beatriz estar casada com o rei de Castela, Portugal perdesse a sua independência.
Bibliografia:
Alves, Eliseu; Gonçalves, Ana; Mendes, Manuela. “Saber em Ação”, HGP 5º
Ano, pag. 123.
25/04/13
25 de Abril de 1974
Revolução dos Cravos refere-se a um período da
história de Portugal
resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de abril
de 1974,
que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um
processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático,
com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976.
Este
golpe, normalmente conhecido pelos portugueses
como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA),
composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra
Colonial e que foram apoiados por oficiais milicianos, estudantes
recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente
em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas,
acabando por se estender ao regime político em vigor. Sem apoios militares, e
com a adesão em massa da população ao golpe de estado, a resistência do regime
foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos em Lisboa pelas
balas da DGS.
Após
o golpe foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável
pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e
respetiva orgânica. Assim, a 15 de maio de 1974 o General António de Spínola foi nomeado Presidente da
República. O cargo de primeiro-ministro seria atribuído a Adelino da Palma Carlos.
Seguiu-se
um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário Em
Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios,
nacionalizações e confrontos militares, apenas terminado com o 25 de Novembro de 1975.
Estabilizada
a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte
para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de
1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.
Na
sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia
25 de abril, denominado "Dia da
Liberdade".
Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_dos_Cravos
11/04/13
11 de Abril de 1945 - Libertação de Buchenwald.
Em seus movimentos em território europeu, em uma série de ofensivas militares contra a Alemanha nazista, as tropas Aliadas encontraram dezenas de milhares de prisioneiros em campos de concentração. Muitos deles haviam conseguido sobreviver às longas "marchas forçadas" que foram obrigados a fazer entre os campos da Polônia ocupada até o interior da Alemanha, mas estavam em péssimo estado físico, e todos sofriam de inanição e enfermidades diversas.
As forças soviéticas foram as primeiras a chegar a um campo nazista de grande porte, Majdanek, próximo à cidade de Lublin, na Polônia, em julho de 1944. Surpresos com o rápido avanço soviético, os alemães tentaram esconder as evidências do extermínio em massa demolindo o campo. As equipes nazistas atearam fogo ao enorme crematório utilizado para carbonizar os corpos dos prisioneiros assassinados mas, devido à pressa, as câmaras de gás foram deixadas de pé. No verão de 1944, os soviéticos também encontraram e invadiram os campos de extermínio de Belzec, Sobibor e Treblinka, que os alemães haviam demolido em 1943 uma vez que a maioria dos israelitas da Polônia já havia sido assassinada.
Em janeiro de 1945 os soviéticos liberaram Auschwitz, o maior de todos os campos de concentração e de extermínio. Quando os soldados entraram naquele campo, os nazistas já haviam retirado a maioria dos prisioneiros, obrigando-os a marchar rumo ao oeste da Alemanha nas infamemente conhecidas "marchas da morte", mas os soviéticos ainda encontraram vivos milhares de prisioneiros esqueléticos, tendo provas em abundância do extermínio em massa efetuado em Auschwitz.
Embora os alemães em fuga houvessem destruído a maioria dos depósitos daquele campo, nos demais os soviéticos encontraram os pertences das vítimas roubados pelos nazistas, bem como centenas de milhares de ternos masculinos, cerca de 800.000 vestidos, e mais de 7.000 quilos de cabelo. Nos meses seguintes, os soviéticos liberaram mais campos nos paises Bálticos e na Polônia e, um pouco antes da rendição alemã, eles já haviam conseguido libertar os prisioneiros dos campos de Stutthof, Sachasenhausen e Ravensbrueck.
06/04/13
Batalha dos Atoleiros
6 de Abril de 1384, um exército castelhano, enviado por D. João de Castela, invade Portugal pelo Alentejo, defrontando as tropas portuguesas, comandadas por D. Nuno Alvares Pereira, perto da localidade de Fronteira. A vitória de Portugal foi bastante significativa e este confronto ficou conhecido como a Batalha dos Atoleiros.
Bibliografia:
Alves, Eliseu; Gonçalves, Ana; Mendes, Manuela. “Saber em Ação”, HGP 5ºAno, pag. 125.
D. João Mestre de Avis
D. João era
filho ilegítimo do rei D. Pedro I e de D. Teresa,
uma dama galega (ms. 352 do Arquivo Nacional da Torre do Tombo da Crónica de el-rei D. Pedro I, de Fernão Lopes).
Em 1364
foi consagrado Grão Mestre da Ordem de Avis.
À data da morte
do rei D. Fernando I, Portugal parecia em risco
de perder a independência. A rainha D. Leonor Teles de Menezes era impopular e
olhada com desconfiança. O facto de se ter tornado pública a sua ligação
amorosa com o nobre galego João Fernandes Andeiro, personagem
influente no paço, atraiu todas as críticas contra a sua pessoa e a do seu
amante. Para além do mais, a sucessão do trono recaía sobre a princesa D. Beatriz, única filha de Fernando I e de
Leonor Teles de Menezes, casada aos onze anos de idade com o rei João I de Castela.
No entanto, a
burguesia e parte da nobreza juntaram-se à voz popular que clamava contra a
perda da independência, tão duramente mantida por D. Fernando I. Dois
pretendentes apareceram para competir com João I de Castela e D. Beatriz pela
coroa portuguesa:
- D. João,
príncipe de Portugal, filho de D. Pedro I e D. Inês de Castro, era visto por
muitos como o legítimo herdeiro, dado o suposto casamento dos seus pais, e
- D. João,
filho de D. Pedro I e de Teresa Lourenço, que veio a tornar-se rei.
Acicatado por
um grupo de burgueses e nobres, entre os quais Álvaro Pais
e o jovem D. Nuno Álvares Pereira, e tomando em linha
de conta o descontentamento geral, o Mestre de
Avis assassina o conde de Andeiro no paço a 6 de Dezembro
de 1383.
Com a posterior fuga de Leonor Teles de Lisboa para Alenquer
inicia-se a sucessão de acontecimentos que lhe entregará a regência, a qual de
início planeia exercer em nome de seu meio-irmão, o Infante D. João. Mas como
este último já fora aprisionado por D. João I de Castela, abria-se então a
possibilidade política de o Mestre de Aviz vir a ser rei.
Finalmente a 6 de Abril
de 1385,
as Cortes portuguesas reunidas em Coimbra elevam o Grão-Mestre de Aviz, como
D. João I, a rei de Portugal. Esta tomada de posição significava na prática que
a guerra com Castela prosseguiria sem quartel, visto que
declarava nulo o estatuto de D. Beatriz de Portugal, rainha consorte de
Castela, como herdeira de D. Fernando, e isto devido em especial à violação do
tratado de Salvaterra tanto pelo seu marido como por ela (com 11 anos de idade
tivera de jurar o tratado em Badajoz, aquando do casamento). «Venhamos a outra
maior contradição», disse João das
Regras, ao começar a falar da «quebra dos trautos» no seu discurso
perante as Cortes de Coimbra .
E como os quebrara, não podia suceder ao pai, o «postumeiro (último) possuidor»
destes reinos. É por isso que na História de Portugal Beatriz não figura como
Rainha, pois foram as próprias Cortes de 1385 a proclamar que ao rei D.
Fernando I, postumeiro possuidor do reino de Portugal, quem sucedeu foi o rei
D. João I.
Ver mais em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_I_de_Portugal
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