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26/01/19
27 de janeiro de 1945: Dia da Memória do Holocausto
Foi a 27 de janeiro de 1945 que teve lugar a libertação do principal campo de concentração nazi, Auschwitz, localizado na Polônia, pelas tropas da União Soviética.
Em Portugal, como em vários países do mundo, governos, escolas e associações judaicas realizam palestras e exposições com o objetivo de fazer com que o horror nazista não caia no esquecimento e não se repita.
Paula Azevedo
22/10/18
D. João V
22 de Outubro de 1689:
Nasce D. João V, "O Magnânimo"
Monarca português, vigésimo quarto rei de Portugal, o seu
reinado, que durou de 1707 até à sua morte a 31 de Julho de 1750, foi um dos
mais longos da História portuguesa. Nasceu a 22 de Outubro de 1689, filho de D.
Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo, e recebeu o nome de João Francisco António José Bento Bernardo.
Foi aclamado rei a 1 de janeiro de 1707. Casou a 9 de Julho de 1708 com D.
Maria Ana da Áustria, irmã do imperador austríaco
Carlos III.D. João V seguiu uma política de neutralidade em relação aos
conflitos europeus mas empenhou-se fortemente na defesa dos interesses
portugueses no comércio ultramarino, de que foi exemplo o Tratado de Utreque
(1714), em que a França e a Espanha reconheceram a soberania portuguesa sobre o
Brasil. Esta neutralidade foi possível devido à riqueza do reino proveniente da
exploração das minas de ouro brasileiras.
D. João V pretendeu, à semelhança dos outros
monarcas europeus, imitar Luís XIV. Defensor
do absolutismo, não reuniu as Cortes uma única vez durante o seu reinado.
Teve como principal ministro e homem de confiança o cardeal da Mota. Devido às
grandes obras que promoveu no campo da arte, da literatura e da ciência, ficou
conhecido por "o Magnânimo".
D. João V desenvolveu ainda as artes
menores (talha, azulejo e ourivesaria) e as artes maiores através de vários
pintores e escultores que se deslocaram de Itália para trabalhar em Lisboa e
Mafra.
O Palácio-Convento de Mafra, mandado construir como forma de
agradecer o nascimento do seu primeiro filho varão, e o Aqueduto das Águas Livres são dois exemplos de obras públicas de
grande imponência. Deu nome a um período da história da arte portuguesa
designado Barroco Joanino.
D.
João V. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. wikipedia
(Imagens)
08/03/16
20/02/16
Humberto Eco: "As Bibliotecas"
... Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós.
... A função ideal de uma biblioteca é de ser um pouco como a loja de um alfarrabista, algo onde se podem fazer verdadeiros achados e esta função só pode ser permitida por meio do livre acesso aos corredores das estantes.
... Se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer também dizer alegre, com a possibilidade de se tomar um café, com a possibilidade de dois estudantes numa tarde se sentarem numa maple e, não digo de se entregarem a um amplexo indecente, mas de consumarem parte do seu flirt na biblioteca, enquanto retiram ou voltam a pôr nas estantes alguns livros de interesse científico, isto é, uma biblioteca onde apeteça ir e que se vá transformando gradualmente numa grande máquina de tempos livres...».
Umberto Eco, A Biblioteca (1998)
27/01/16
27/11/13
27 de novembro - Partida da Corte para o Brasil
No
princípio do século XIX a Europa foi sacudida por uma guerra longa e violenta.
Napoleão, imperador da França, grande general, organizou um exército
poderosíssimo e invadiu vários países somando vitórias. Quando em Lisboa se
soube que vinha aí uma invasão francesa, foi o pânico. Na altura não havia
condições para enfrentar um inimigo tão forte, corria-se o risco de perder a
independência. Que fazer? Depois de muitos debates, tomou-se uma decisão: a
família real devia partir imediatamente para o Brasil que nessa época era uma
colónia portuguesa.
A 27 de Novembro de 1807, a família real portuguesa, acompanhada da respetiva corte, embarca para o Brasil, por ocasião das invasões francesas. A frota far-se-á ao mar no dia 29.
A 27 de Novembro de 1807, a família real portuguesa, acompanhada da respetiva corte, embarca para o Brasil, por ocasião das invasões francesas. A frota far-se-á ao mar no dia 29.
A
Corte a salvo do
outro lado do oceano assegurava a independência.
26/07/13
Albufeira e o ataque do Remexido
Portugal atravessava um dos períodos mais negros da
sua história: a guerra civil fratricida, que opôs os irmãos D. Pedro e D.
Miguel, ou seja liberais e absolutistas.
Desde sempre afeta à causa liberal, Albufeira foi a
primeira povoação algarvia a aclamar a Constituição vintista, e quando em 1828
a generalidade do Algarve aceitava o governo de D. Miguel, Albufeira levantava
nova proclamação a favor do liberalismo. Não admira, pois, o ódio de estimação
que as tropas miguelistas nutriam pelos habitantes da vila.
A 24 de julho de 1833 os liberais foram recebidos
triunfalmente na capital do país, após uma travessia fácil do Algarve e do
Alentejo, Albufeira vivia por esses dias, em contra-ciclo, um clima de terror,
que a levaria dois dias depois à capitulação e consequente aclamação do rei
absoluto D. Miguel.
Tudo se passou nos dias 24, 25 e 26 de julho. Para
restaurar o poder de D. Miguel, Remexido e os seus guerrilheiros investem sobre
Albufeira, que aclamara, mais uma vez, apenas D. Pedro, aquando da passagem dos
liberais em direção a Lisboa.
A 19 de julho, Remexido e os seus homens atacam São Bartolomeu
de Messines, assassinando habitantes e soldados e simultaneamente anunciando
que iriam avançar sobre Albufeira, para aniquilar todos os seus moradores.
A notícia do infausto acontecimento chegou à então
vila na manhã do dia seguinte e logo os albufeirenses, perplexos, organizaram
um batalhão de voluntários.
Milícias inexperientes
Na madrugada de 22 de julho, são identificados na
periferia da vila alguns guerrilheiros, sendo os piquetes de vigilância
reforçados.
O toque a rebate soou no dia 23, pelas 8 horas da
manhã, e toda a defesa se concentrou no interior das velhas muralhas do
castelo.
Uma cortina de fogo contínua acendeu-se durante todo o
dia, num gasto inexplicável de munições, que em nada afetava o cerco que os
guerrilheiros tinham posto a Albufeira.
A inexperiência dos defensores da vila era evidente,
além de serem poucos, já que a força de milícias era essencialmente composta
por idosos (antigos combatentes durante as invasões francesas de 1808) e muitos
jovens que, pela primeira vez, pegavam em armas.
As casas que se situavam fora do perímetro amuralhado
começaram a ser pilhadas. Os guerrilheiros penetravam no seu interior, abrindo,
com picaretas que traziam, passagens de umas para outras, saqueando-as e depois
queimando-as.
Do alto da muralha, os sitiados olhavam impotentes o
espetáculo «horroroso» do incêndio da vila e da perda consequente dos seus
bens, enquanto ouviam o tropel «das cavalgaduras em que os salteadores
transportavam os roubos». O braseiro crepitante iniciava-se.
O tiroteio prolongou-se durante toda a noite e as
pilhagens intensificaram-se.
Na defesa, generaliza-se o receio pela falta de
munições e a descrença da possibilidade de conter o assalto. Uma proposta de
retirada pelo mar chega a ser discutida, entre o governador, membros da Câmara
e população em geral, mas o comandante da praça, Francisco Cabrita, opôs-se,
alegando ser do mais sagrado dever não atraiçoar a confiança neles depositada.
A situação continua, porém, a degradar-se, empolada
pela escassez de água e consequentemente pelo rigoroso racionamento imposto.
Rendição parece ser a única
salvação, mas..
Perto da meia-noite e dado o estado crítico que se
vivia, o comandante convocou nova reunião de emergência na Câmara. Nesta
assembleia concluiu-se existirem três soluções possíveis: a primeira era a
tentativa de resistência, na possibilidade de chegarem reforços; a segunda
consistia na retirada, embora com poucas possibilidades de salvação; e a última
a capitulação.
Reunido o conselho a decisão é tomada, apesar de
algumas reservas, por unanimidade: será a rendição.
Na manhã seguinte, dia 26 de julho, «dia fatal, de
horror luta e cruel recordação», a Câmara redigiu uma ata para ser entregue a
Remexido.
É então escolhido como mensageiro da capitulação o padre
de Ferragudo, o qual, trajando uma samarra e barrete, segurando na mão uma
bengala de onde pendia uma bandeira branca, assomou do cimo da muralha e
preparou-se para descer por uma escada para o exterior.
Por volta das 8 horas o pároco regressou, empunhando
novamente a bandeira branca, mas agora acompanhado por um grande número de
guerrilheiros de aspeto barbudo e de olhar desconfiado, que logo lançaram mão
de todas as armas de fogo que encontraram.
Remexido entrou pouco tempo depois na vila,
acompanhado pelo segundo comandante da guerrilha, capitão António Sousa Grade,
do capitão António de Sousa Castelo Branco e do alferes da Ribeira do Algoz.
O ato de capitulação foi marcado para a Câmara
Municipal. Nela estavam presentes o governador Joaquim Gonçalves, todos os
vereadores e demais individualidades civis, apenas faltando o comandante da
praça Francisco Cabrita.
O próprio governador ofereceu os seus préstimos ao
serviço de D. Miguel, enquanto o capitão Biker, num gesto de dignidade,
entregou a banda e o talim, e declarou-se prisioneiro de guerra. Ambos, apesar
de comportamentos opostos perante o inimigo, viriam a ter o mesmo fim trágico.
Álcool e sede de vingança
Na praia de Albufeira foram
sepultados alguns cadáveres
A calma aparente e doentia que se fazia sentir foi
quebrada algumas horas depois. O álcool ingerido pelos guerrilhas começou a
surtir efeito. É então pedido a Remexido, pelo capitão Sousa, autorização para
matar alguns liberais, para evitar que estes se amotinassem.
Remexido recusa. Todavia, e após longa insistência,
permitiu que alguns liberais fossem levados para fora da vila, junto à Vargem
da Orada e aí, alegando-se uma tentativa de fuga, que fossem abatidos.
Entretanto, um acontecimento antecipa a iminente
chacina: o aparecimento de um barco de guerra, enviado de Faro pelos liberais,
que se dirigia para terra, fazendo sinais sobre a vila, apesar de observar a
bandeira miguelista hasteada.
Os albufeirenses, pressentindo a salvação, abandonaram
os guerrilheiros, os quais, atónitos perante o que estava a acontecer, logo que
souberam da presença da embarcação inimiga, resolveram armar uma peça de
artilharia e fizeram fogo sobre ela.
O comandante do navio não arriscou a atracagem e
fez-se novamente ao largo. A vila e os albufeirenses ficavam entregues a si
próprios.
A presença da embarcação liberal originou um
sentimento de traição entre os guerrilheiros, pelos habitantes da vila. Um
grito ecoou então pelas ruas – “traição” – seguindo-se uma perseguição feroz a
todos os liberais e consequentemente que se consumasse o massacre.
Este sempre acompanhado da vozeria: “Viva a Virgem
Santíssima, vivam as Cinco Chagas”.
A primeira vítima mortal foi o assentista João de
Sousa Ramos, que regressava a casa após ter ido comprar pão, depois o padre
Lázaro, prior de Alcantarilha, Mariano José Pereira e o governador Carvalho,
quando saíam da Câmara.
Mas a chacina ocorreu em praticamente todas as ruas,
como a da igreja velha, Misericórdia, ou o largo de S. Sebastião.
Escondidas em casa ou em edifícios públicos, as
vítimas eram arrastadas para a rua, muitas vezes atiradas pelas janelas, e aí
chacinados com balas, pedras e também à coronhada.
Ainda hoje estandarte municipal tem
manchas do sangue derramado
Texto de Aurélio Nuno Cabrita
Temas Albufeira, História&HistóriasVer mais em: http://www.sulinformacao.pt/2013/07/albufeira-viveu-momentos-de-terror-ha-180-anos-com-o-ataque-de-remexido/
26 de Julho Dia dos Avós
Abaixo os avós! e já!
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque são o melhor piquete de greve contra a sopa. Frases como: “Vá lá, deixa que o menino não coma a sopa!… Só hoje…” – contrariando o ar zangado que tinham, noutros tempos, como pais - são bem a prova que eles acreditam que as crianças só por motivos ponderosos é que se impedem de saborear os caldos e os cremes… de que tanto gostam. E atestam que há um conluio entre os avós e os netos que, quando uns fazem caretas e capricham nas “fitas”, os outros justificam que, embora as crianças compreendam que “a sopa faz bem…” elas reagem assim – contra a sua vontade!… – porque há dias em que o stress das aulas casa melhor com a gelatina ou com a mousse de chocolate…
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque, por mais que
repitam que as crianças devem comer de tudo, sempre que as têm ao seu cuidado
perdem horas a fazer empadões e coisas caprichosas parecidas com essa. Quando
as crianças almoçam com eles, o peixe parece ter feito greve, na lota. Por mais
apetitoso que seja o jantar, se for preciso, as crianças acabam a comer ovos
mexidos ou salsichas. E, à sobremesa, entre o pão de ló e a torta de maçã, de
forma serena e “desinteressada”, acabam a recomendar aos pais – unicamente
porque as crianças estão muito cansadas, “coitadinhas” – que o melhor seria que
elas ficassem a dormir em casa dos avós. “Só nesta noite!…”
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque são uns
despesistas! Se as crianças querem um ovo da Kinder vão, quase a correr, e
compram. Quando as crianças param junto a um macaco que não pára de dizer
“habla comigo!!”, num impulso, tiram mais uma bola, de plástico, mesmo que a
surpresa, que sai lá de dentro, ganhe, aos olhos das crianças, uns
“longuíssimos” 20 segundos de glamour… E quando as crianças, ao saírem da
escola, dizem: “tenho fome!” essa é a senha para que, mesmo que os netos tenham
acabado de lanchar, os avós sejam levados a concluir que só o Bolycau,
delicadamente, as irá conseguir aconchegar. Se as crianças, por vezes, chegam
aos pais com manhas e com manias a culpa é dos avós. Afinal, quem é que, se for
preciso, faz as refeições com a televisão a fazer de especiaria? Ou vai para a
janela enquanto que, no vai-vem de mais uma colher de sopa, repete e repete e
repete: “Aqui vai uma barquinha carregadinha de…”?
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque têm toneladas de
paciência e quase nunca se esganiçam quando ralham aos seus netos. Porque lhes
permitem que, não só vejam os desenhos animados (quase sempre) na sua companhia
como – muito pior! – Deixam que eles coloquem a cabeça no seu colo e fiquem
assim, horas a fio. E sempre que as crianças trazem, da escola, trabalhos para
casa – em vez do ar implacável que punham, como pais – aveludam de tal forma a
ajuda que lhes dão que – Oh?!!! É magia! – Sempre que os netos os fazem ao pé
de si tudo se torna rápido, fácil e sem um erro, que seja…
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque as adormecem e
lhes contam histórias. Porque dormem com elas as vezes que forem precisas. E as
acordam, cheios de doçura, sem o toque a despertar de todos os dias (através do
“São horas!”, com que os pais lhes conseguem estragar a paciência antes, ainda,
de as acordarem). Como ainda lhes levam leite, cereais e “pãozinho” à cama,
enquanto passam com a mão nos caracóis dos netos e, indiferentes à concorrência
desleal que fazem aos pais, contam as mesmas histórias de todos os dias.
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque acarinham as
asneiras, fazem de força de bloqueio às regras dos pais e, sem que abram a
boca, lhes sussurram, com meia dúzia de gestos: “Filho, eu encolhi os
castigos!”. E porque fazem de governo-sombra, sempre que os pais estão num dia
mau e, à boleia de mais um “a partir de hoje!…”, tentam pôr regras onde, antes,
havia, sobretudo, uma democracia feita de “algodão doce”.
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque sorriem, sempre
que as vão buscar à escola. E sorriem, quando elas, com o embaraço dum
batoteiro, dizem que não têm trabalhos de casa. E sorriem quando repetem
lengalengas. E sorriem quando contam histórias, e quando fazem truques e
magias. E sorriem quando elas estão com os nervos em franja. Sorriem, sorriem
tanto, que até irrita. Aliás, se as crianças fazem birras, depois de um fim-de-semana
com os avós, não é tanto para perceberem quem manda mais, quando os pais e os
avós estão uns ao pé dos outros. É que, sempre que os avós afiançam que as
crianças se portaram de forma exemplar, os pais perdem o sorriso e ficam com
tamanho ar de contrafação que, por momentos, elas chegam a temer que o tempo de
fadas-madrinha esteja a chegar ao fim e que, ao voltarem a casa, só sobem a
Cruela e o Capitão Gancho…
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque se vingam do
tempo que não tiveram, enquanto pais, e parecem estar, agora, eternamente
disponíveis. Porque permitem aos netos aquilo que nunca permitiram aos filhos.
Porque perderam em austeridade tudo aquilo que ganharam em bondade. Porque
tocam e porque abraçam os netos dez vezes mais (ou dez vez melhor) se
compararmos os seus mimos para com os filhos. Porque amam de forma tão
generosa, tão transparente e tão bonita que fazem com que os pais se enterneçam
antes, ainda, de se indignarem, como filhos. E porque são, muitas vezes, mais
sensatos e mais sábios que os próprios pais.
Os avós fazem mal ao crescimento das crianças. Porque as tratam por
“minha querida” ou por “meu amor” e esse tom açucarado torna-se um vício. E
tornam-nas raras, quando elas são, simplesmente… netas, é claro. E fazem-nas
sentir o melhor do mundo para alguém – duma forma tão especial e tão preciosa –
que, num dia destes, sempre que estiverem com os avós, as crianças ainda
acreditam que é Natal.
Por tudo isto, os avós são perigosos para os pais. Porque os
obrigam a ser mais amorosos, mais justos e mais atentos. E a ser pacientes e a
sorrir. E os intimam a escutar com o coração. E a ser firmes, sábios mas
serenos. E a ser bondosos, sempre, claro. Por tudo isto, os avós são uma ameaça
para os pais. Sendo assim, pais de todo o mundo, uni-vos. E gritai: “Abaixo os
avós. E já!”
Eduardo Sá, Psicólogo
Pais & Filhos (www.paisefilhos.pt)
Editado em: 27 Fevereiro 2013
27/06/13
25/06/13
Antoni Gaudí
Antoni
Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Riudoms, 25 de junho
de 1852
— Barcelona,
10 de junho
de 1926)
foi um arquiteto
catalão,
um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida.
Aparece como um arquiteto de novas conceções plásticas ligado ao modernismo catalão (a variante local da art nouveau).
Seus primeiros
trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo
do século XIX)
e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí
foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável em seu
país por promover o retorno às formas góticas da arquitetura.
Com o tempo,
entretanto, passou a adotar uma linguagem escultórica bastante pessoal,
projetando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de
suas obras-primas, mais notavelmente o Templo Expiatório da Sagrada Família
possuem um poder quase alucinatório.
Gaudí é
conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico
catenário,
uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de
trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em
escala moldados pela gravidade (Gaudí usava correntes metálicas presas pelas
extremidades: quando elas ficavam estáveis, ele copiava a forma e reproduzia-as
ao contrário, formando suas conhecidas cúpulas catenárias). Também se utilizou
da técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste de usar peças
cerâmicas quebradas para compor superfícies.
O templo da Sagrada
Família, considerada a obra-prima de Gaudí
Ridicularizado
por seus contemporâneos, Gaudí encontrou no empresário Eusebi Güell
o parceiro e cliente ideal, tendo sido praticamente seu mecenas.
Politicamente,
Gaudí foi um fervoroso nacionalista catalão (ele foi certa vez preso por falar
em catalão em uma situação considerada ilegal pelas autoridades). Em seus
últimos anos, devotou-se exclusivamente à religião católica e a construção da Sagrada
Família (obra nunca concluída).
Antoni Gaudí
trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado
arquitetura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tendeu para a
procura do luxo durante a juventude; no entanto na idade adulta e no final da
vida essa sua tendência diluiu-se por completo. Quando jovem aderiu ao Movimento
Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no
final da sua vida essa faceta desapareceu também. Gaudí nunca se casou.
Em Barcelona a
sua arquitetura assume foros de exceção, num ambiente essencialmente
funcionalista de uma cidade de desenvolvimento industrial. Gaudí deixou-se
influenciar por inúmeras tendências, não tendo nunca dedicado a sua arquitetura
à tentativa de cópia de um estilo determinado. Uma das mais fortes influências
que recebeu foi a de Viollet-le-Duc através do qual conheceu parte
do seu gótico inspirador. Morreu aos 72 anos, vítima de atropelamento.
Encontra-se sepultado no Templo Expiatório da Sagrada Família,
Barcelona,
na Espanha.
Ver mais em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Antoni_Gaud%C3%AD
13/06/13
Fernando António Nogueira Pessoa
Fernando António Nogueira
Pessoa (Lisboa,
13 de Junho
de 1888
— Lisboa,
30 de
Novembro de 1935),
mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta,
filósofo
e escritor português.
É considerado um dos maiores
poetas da Língua Portuguesa, e da Literatura Universal,
muitas vezes comparado com Luís de Camões. O crítico literário Harold Bloom
considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo".
Por ter sido educado na África do Sul,
para onde foi aos seis anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa aprendeu
perfeitamente o inglês, língua em que escreveu poesia e prosa desde a
adolescência. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua
inglesa. Fernando Pessoa traduziu várias obras inglesas para
português e obras portuguesas (nomeadamente de António Botto
e Almada Negreiros) para inglês.
Ao longo da vida trabalhou em
várias firmas comerciais de Lisboa como correspondente de língua inglesa e
francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista,
comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo
tempo que produzia a sua obra literária
em verso e em prosa. Como poeta, desdobrou-se em múltiplas personalidades
conhecidas como heterónimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida
e sua obra. Centro irradiador da heteronímia,
autodenominou-se um "drama em gente".
Álvaro de Campos
Entre todos os heterónimos, Campos foi o único a manifestar fases poéticas
diferentes ao longo da sua obra. Era um engenheiro de educação inglesa e origem
portuguesa, mas sempre com a sensação de ser um estrangeiro em qualquer parte
do mundo.
Começa a sua trajetória como um decadentista
(influenciado pelo simbolismo), mas logo adere ao futurismo.
Após uma série de desilusões com a existência, assume uma veia niilista,
expressa naquele que é considerado um dos poemas mais conhecidos e influentes
da língua portuguesa, Tabacaria.
É revoltado e crítico e faz a apologia da velocidade e da vida moderna, com uma
linguagem livre, radical.
Ricardo Reis
O heterónimo Ricardo Reis é descrito como um médico que se definia como latinista e monárquico.
De certa maneira, simboliza a herança clássica na literatura ocidental,
expressa na simetria,
na harmonia
e num certo bucolismo,
com elementos epicuristas e estoicos.
O fim inexorável de todos os seres vivos é uma constante na sua obra, clássica,
depurada e disciplinada. Faz uso da mitologia não-cristã.
Segundo Pessoa, Reis mudou-se para o Brasil
em protesto à proclamação da República
em Portugal e não se sabe o ano da sua morte.
Em O ano da morte de Ricardo Reis,
José Saramago
continua, numa perspetiva pessoal, o universo deste heterónimo após a morte de
Fernando Pessoa, cujo fantasma estabelece um diálogo com o seu heterónimo,
sobrevivente ao criador.
Alberto Caeiro
Por sua vez, Caeiro, nascido em Lisboa, teria vivido quase toda a vida como
camponês, quase sem estudos formais. Teve apenas a instrução primária, mas é
considerado o mestre entre os heterónimos (pelo ortónimo). Depois da morte do
pai e da mãe, permaneceu em casa com uma tia-avó, vivendo de modestos
rendimentos e morreu de tuberculose. Também é conhecido como o
poeta-filósofo, mas rejeitava este título e pregava uma
"não-filosofia". Acreditava que os seres simplesmente são, e nada mais: irritava-se com a metafísica
e qualquer tipo de simbologia para a vida.
Os escritos pessoanos que versam sobre a caracterização dos heterónimos,
"Pessoa-ele-mesmo", Álvaro de Campos, Ricardo Reis e o
meio-heterónimo Bernardo Soares, conferem a Alberto Caeiro um papel quase
místico, enquanto poeta e pensador. Reis e Soares chegam a compará-lo ao deus Pã, e Pessoa esboça-lhe um
horóscopo no qual lhe atribui o signo de leão,
associado ao elemento fogo.
A relevância destas alusões advém da explicação de Fernando Pessoa sobre o
papel de Caeiro no escopo da heteronímia. Citando a atuação dos quatro
elementos da astrologia sobre a personalidade dos indivíduos, Pessoa
escreve:
"Uns agem
sobre os homens como o fogo, que queima nele todo o acidental, e os deixa nus e
reais, próprios e verídicos, e esses são os libertadores. Caeiro é dessa raça,
Caeiro teve essa força."
Dos principais heterónimos de Fernando Pessoa, Caeiro foi o único a não
escrever em prosa. Alegava que somente a poesia seria capaz de dar conta da
realidade.
Possuía uma linguagem estética direta, concreta e simples mas, ainda assim,
bastante complexa do ponto de vista reflexivo. O seu ideário resume-se no verso
Há metafísica bastante em não pensar
em nada. A sua obra está agrupada na coletânea Poemas Completos de Alberto Caeiro.
Bernardo Soares
Bernardo Soares é, dentro da ficção de seu próprio Livro do Desassossego, um simples ajudante
de guarda-livros na cidade de Lisboa. Conheceu Fernando Pessoa numa pequena
casa de pasto frequentada por ambos. Foi aí que Bernardo deu a ler a Fernando
seu livro, que, mesmo escrito em forma de fragmentos, é considerado uma das
obras fundadoras da ficção portuguesa no século XX.
Bernardo Soares é muitas vezes considerado um semi-heterónimo porque, como
seu próprio criador explica:
"Não sendo
a personalidade a minha, é, não diferente da minha, mas uma simples mutilação
dela. Sou eu menos o raciocínio e afetividade."
A instância da ficção que se desenvolve no livro é insignificante, porque
trata-se de uma "autobiografia sem factos", como o próprio Fernando
Pessoa situa o livro. Dessa forma, o que interessa em sua prosa fragmentária é
a dramaticidade das reflexões humanas que vêm à tona na insistência de uma
escrita que se reconhece inviável, inútil e imperfeita, à beira do tédio, do
trágico e da indiferença estética. O fato de Fernando Pessoa considerar (em
cartas e anotações pessoais) Bernardo Soares um semi-heterónimo faz pensar na
maior proximidade de temperamento entre Pessoa e Soares. Nesse sentido, para
alguns, o jogo heteronímico ganha em complexidade e Pessoa logra o êxito da
construção de si mesmo como o mais instigante mito literário português na
Modernidade.
Ver mais em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa
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