30/01/16

Visita de Estudo a Silves

Silves é uma cidade histórica com vários monumentos que são atrações turísticas como O Museu Arqueológico, a, o Castelo, o Centro de Interpretação Islâmico, entre outros.
 Desde a pré-história que a sua região é povoada, sendo frequentes os achados arqueológicos. Os vestígios da época romana não abundam próximo de Silves.
O Islamismo trouxe um sopro de civilização ao al-Andaluz e em particular ao al-Gharb (origem da palavra Algarve) ruralizado herdado do Império latino. 
A cidade de Silves situa-se no Barlavento (parte Ocidental) do Algarve, ao Sul de Portugal, numa zona intermédia entre o Litoral e a Serra conhecida por Barrocal.
O Castelo foi construído no século XII-XIII pelos mouros. No castelo existem uma cisterna (a Cisterna da Moura Encantada), um monumento a D.Sancho l, um poço profundo (Cisterna dos Cães) que poderá ter sido uma mina de cobre. Têm sido feitas escavações arqueológicas que revelaram os restos do antigo Palácio das Varandas do rei Al-Mutamide.
O Centro de Interpretação divide-se em três áreas representativas da influência islâmica nesta região. A primeira área refere-se ao Património de Arquitetura em TERRA. Essa valorização do material terra é ilustrada através da inclusão de estruturas de adobes e belas imagens da atividade de construção em terra crua. Segue-se o elemento ÁGUA, de grande importância para cultura árabe, explorando a sua utilidade em várias vertentes como na irrigação de pomares e hortas. Esta cultura deixou, igualmente, um pouco por todo o concelho, um legado relacionado com a construção de noras, azenhas e cisternas constituídas por engenhosos sistemas de captação e aprovisionamento de águas. A última área é dedicada à POESIA, aqui podemos apreciar alguns dos poemas escritos por Al-Mutamid e Ibn Ammâr, encontrando-se um excerto do célebre poema “Evocação a Silves”, pelo rei poeta Al-Mutamid.

Neste local provavelmente se localizariam os banhos públicos árabes ou “hamman”, normalmente situados perto das mesquitas ou da entrada da Medina, e eram compostos por sala de estar, sala fria, sala tépida, sala quente e fornalha.
Fotografias de Cidália Teixeira

Jardim Buddha Éden - Bombarral

A sensação é generalizada, todos os visitantes têm impressões semelhantes ao entrar neste jardim, pois é totalmente contrastante com a paisagem rural que o rodeia, transportando-nos imediatamente para outro lugar. O número imenso de esculturas neste jardim oriental é algo de impressionante, cerca de 6000 toneladas de mármore foram esculpidas a pedido do Comendador Joe Berardo.
Texto Catarina Gonçalves e Fotografia de Cidália Teixeira
Fotos de Cidália Teixeira

28/01/16

Ria Formosa

Ria Formosa é um sapal situado na província do Algarve em Portugal, que se estende pelos concelhos de LouléFaro, OlhãoTavira e Vila Real de Santo António, abrangendo uma área de cerca de 18.400 hectares ao longo de 60 quilómetros desde o rio Ancão até à praia da Manta Rota. E foi considerado um dos mais belos parques do Algarve, tendo uma grande função e um belo habitat.
Trata-se de uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural, atribuído pelo Decreto-lei 373/87 de 9 de Dezembro de1987. Anteriormente, a Ria Formosa tinha estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.





Fotos de Cidália Teixeira

27/01/16

27 de janeiro: Dia da Memória do Holocausto


Platibandas Algarvias: Luz de Tavira

Foto de Cidália Teixeira

Foto de Cidália Teixeira

Platibanda designa uma faixa horizontal que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podem ser utilizadas em diversos tipos de construção. Esta tornou-se num ornamento característico no Algarve. Se os árabes tinham em uso alguns deste modelos, os algarvios aperfeiçoaram-nos. Podem verificar-se em Luz de Tavira alguns exemplares ímpares desta região construídos no início do século XX.

26/01/16

Platibandas Algarvias

Fotos de Filipe Da Palma
Amarelo ocre, azul-cobalto, almagre ou verde são cores que dão vida à casa típica algarvia na sua parte superior: a platibanda. Com ornamentos, rendilhados, floreados, relevos ou motivos geométricos, a platibanda faz parte dos postais algarvios.

Desconhece-se a origem da introdução das platibandas nas casas algarvias, mas sabe-se que surgiu no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, quando se verificou um período de maior desafogo económico. A silhueta das casas caiadas de branco passou a ser encerrada por este género de ornamento, que se tornou um sinal de prosperidade.

As platibandas servem como remate da casa, escondendo a açoteia ou o telhado, ao longo da fachada com mais ou menos um metro de altura. A sua principal função é permitir o escoamento das águas pluviais, recolhidas pelas açoteias. Mas há décadas que as platibandas assumiram uma função decorativa e ornamental, sendo preservadas nas casas típicas.

Do Barlavento ao Sotavento, é comum encontrar casas com platibanda. Esta marca arquitetónica singular expandiu-se por todo o Algarve e atualmente é comum encontrar-se também nos postais ou nos guias de turismo algarvios.

Platibandas Algarvias: Estoi

Foto de Cidália Teixeira
Casa tradicional com fachada revestida a azulejos. Janelas duplas e platibanda trabalhada. Cantarias em pedra da região.
Foto de Cidália Teixeira
Casa pintada de branco, cantarias trabalhadas e frente simétrica. Platibanda trabalhada.

Foto de Cidália Teixeira
Nesta casa verifica-se igualmente simetria na sua fachada. Verifica-se que possue varandas corridas.

Foto de Cidália Teixeira
Casa igualmente com simetria na sua fachada. Verifica-se também que possue varandas corridas.

24/01/16

Platibanda Algarvia: Luz de Tavira





















Foto de Cidália Teixeira

Casa apalaçada construída nos princípios do século XX.
Fica situada junto à estrada Nacional 125, na Vila de Luz de Tavira e tem uma das mais ricas ornamentações em Platibandas.
Foto e texto da autora do Blogue

"O termo arquitectónico Platibanda designa uma faixa horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.
Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio. Para esconder a antiga vocação do imóvel, moderniza-se a fachada e coloca-se uma platibanda (que pode ser uma parede mais alta que o telhado, para assim escondê-lo e tirar a aparência de casa)".

23/01/16

Platibandas Algarvias: Sto Estevão - Tavira


                      Foto de Cidália Teixeira

O termo arquitectónico Platibanda designa uma faixa horizontal (muro ou grade) que emoldura a parte superior de um edifício e que tem a função de esconder o telhado. Podendo ser utilizado em diversos tipos de construção, como casas e igrejas, tornou-se num ornamento característico durante o estilo gótico.
Modernamente, é comum o uso de platibandas em casas que foram residenciais e passaram a abrigar algum tipo de comércio (1). Esta platibanda da imagem é um exemplo do que foi referido. Esta casa em Santo Estevâo albergava uma mercearia tradicional e, não longe vão os tempos em que a Sra Carminha aqui vendia de tudo o que se consumia num lar.

(1)In:http://pt.wikipedia.org/wiki/Platibanda

22/01/16

Herança Árabe: Nora e Engenho

O Algarve foi a região de Portugal onde a presença Muçulmana deixou mais marcas indeléveis que ainda perduram na paisagem. Por outro lado é interessante verificar que um dos factores que condiciona a ocupação humana tem muito a ver com a prática da agricultura de regadio.
As noras de engenho mourisco foram ao longo dos anos utilizadas como forma de captação e distribuição de água para a rega dos campos.
No Centro de Faro encontra-se a nora que vemos na imagem, a qual foi protegida com uma rede de ferro, devido ao seu desuso, para protecção dos mais descuidados, mas restaurado o seu engenho e respectivo aqueduto que outrora levava a água até ao tanque de rega.

19/01/16

Noras e Engenhos



Fotos de Cidália Teixeira
Os Muçulmanos desenvolveram e introduziram técnicas hidráulicas, misturando e aperfeiçoando as técnicas trazidas pelos romanos e visigodos com as que trouxeram do oriente. Assim ao longo dos rios construíram moinhos e azenhas. Nas hortas e pomares introduziram a nora, a cegonha ou a picota para poderem tirar água dos poços.
As noras de tirar água foram introduzidas pelos Árabes e são instrumentos fixos e circulares usados para captar a água do subsolo para, posteriormente, ela ser utilizada nas culturas de regadio. Caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda, ou cadeia metálica, a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água - as noras mouriscas conduziam a água às partes mais elevadas dos terrenos cultivados.
Inicialmente, eram acionadas por mulas, burros ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular à volta do engenho, mais tarde adaptados a motores a gasóleo.
As noras existentes no Algarve têm quase todas, um funcionamento idêntico, mas apresentam modelos diversos consoante as regiões. Em Estoi existem ainda muitas destas noras, em propriedade privada, de diversos estruturas conforme se podem verificar na estrada entre Estoi e Faro.

Texto de Cidália Teixeira, C. in tese de PG, UNL-2002

Biografia: António de Almeida Santos


15 de fevereiro de 1926- 19 de janeiro de 2016

António de Almeida Santos nasceu em Cabeça, concelho de Seia, é licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, entre 1945 e 1950, completando o 6º ano de Ciências Jurídicas em 1952.
Exerceu a advocacia em Lourenço Marques até 1974, tendo sido membro do Grupo de Democratas de Moçambique.
Foi duas vezes candidato às eleições para a Assembleia Nacional em listas da oposição, e viu, em ambos os casos, anulada a sua candidatura por ato arbitrário da Administração Colonial.
Representou, ainda em Moçambique, o general Humberto Delgado nas eleições presidenciais de 1958. Em conferências, petições e livros, defendeu uma solução federativa para as colónias portuguesas até que, em 1971, em livro apreendido pela Censura – “Já Agora!...” – passou a defender a aplicação pura e simples do princípio da autodeterminação e independência.
Foi ministro da Coordenação Interterritorial nos I, II, III e IV governos provisórios (demitiu-se no IV Governo), ministro da Comunicação Social no VI Governo Provisório, ministro da Justiça no I Governo Constitucional, ministro-adjunto do primeiro-ministro no II Governo Constitucional, ministro de Estado e ministro dos Assuntos Parlamentares no VI Governo Constitucional, deputado eleito pelo PS desde a I Legislatura, líder do Grupo Parlamentar do PS entre 1991 e 1994, presidente do Partido Socialista desde 1992, membro do Conselho de Estado, de 1985 a 2002, presidente da Assembleia da República nas VII e VIII legislaturas e membro do Conselho de Estado na IX Legislatura.
Era presidente honorário do PS e sócio da Academia Nacional de Belas-Artes, tendo publicado 25 obras da sua autoria.
- See more at:
http://www.ps.pt/partido/orgaos-nacionais/presidente-honorario.html?layout=biografia

12/01/16

Charles Perrault: escritor e arquiteto francês


Escritor francês, nasceu a 12 de janeiro de 1628, juntamente com um irmão gémeo, François, em Paris. Oriundo de uma família burguesa abastada, dá início aos seus estudos em 1637, no colégio de Beauvais, que viria a concluir aos quinze anos, tendo demonstrado um certo talento para as línguas mortas. Em 1643 ingressa no curso de Direito e, em 1651, com apenas vinte e três anos, consegue o seu diploma, tornando-se pois advogado. Dois anos mais tarde termina o seu primeiro livro, Les Murs de Troie ou L'Origine du Burlesque(1653).
Em 1654, Perrault torna-se funcionário junto do seu irmão mais velho Pierre, cobrador geral do reino e, depois de ter publicado uma série de odes dedicadas ao rei, torna-se assistente de Colbert, o famoso conselheiro de Luís XIV. Em 1665 passou a ser superintendente das obras públicas do reino e, dois anos mais tarde, ordena a construção do Observatório Real, de acordo com as plantas do seu irmão Claude.
No ano de 1671 é eleito para a Academia Francesa e no dia da sua inauguração permitiu ao público presenciar a cerimónia, privilégio continuado ainda nos nossos dias. No ano seguinte, não só é nomeado chanceler da Academia, como contrai matrimónio com Marie Guichon. Em 1673 vê nascer a sua primeira criança, uma filha, e torna-se bibliotecário da mesma Academia.
Em 1678, após dar à luz o seu quarto filho, Marie Perrault morre. O escritor, desgostoso, cede, em 1680, o seu cargo de superintendente ao filho de Colbert. Publicou a sua obra mais famosa em 1697, Contes de ma Mère l'Oye, ou Histoires du Temps Passé, uma coletânea de contos de encantar, que incluíam "A Bela Adormecida", "O Gato das Botas" e "A Gata Borralheira", e que passaria a ser conhecida apenas como Contos de Perrault.
Perdeu o seu filho mais novo na guerra em 1700. Faleceu na noite de 15 para 16 de maio de 1703, na sua residência em Paris.


Ver mais em: http://www.infopedia.pt/charles-perrault

11/01/16

11 de Janeiro de 1890

A Inglaterra apresenta o ultimato a Portugal sobre os direitos territoriais do Mapa Cor-de-rosa, área entre Angola e Moçambique.


O Ultimato consistiu num telegrama enviado ao governo português pelo governo inglêschefiado pelo primeiro ministro, Lord Salisbury, entregue  a 11 de janeiro de 1890. A missiva exigia a retirada imediata das forças militares portuguesas mobilizadas nos territórios entre Angola e Moçambique. Esses territórios correspondem aos atuais Zimbabwe e Malawi. Caso a exigência não fosse acarretada por Portugal, a Inglaterra avançaria com uma intervenção militar.Na segunda metade do século XIX, a Europa conheceu um elevado crescimento económico.Esta situação exigiria novos mercados e novas fontes de matéria-prima. Daí o forte expansionismo europeu em África durante este período. A Conferência de Berlim (1884-85) criara um novo ordenamento jurídico baseado não ocupação efetiva; ou seja, as pretensões portuguesas baseadas no direito histórico  se tornariam válidas se Portugal se apoiasse numa autoridade que fizesse respeitar os direitos adquiridos e a liberdade de comércio trânsito.Para Portugal, as colónias africanas tinham, sob o ponto de vista económico, um papel quase irrelevante.Porém, convinha salvaguardar os direitos históricos de Portugal. Portugal tinha pretensões a criar um novo Brasil,um autêntico império colonial africano, e esta era a sua última oportunidade para o conseguir. Multiplicam-se então as expedições científicas ao continente africano e redobram-se os esforços diplomáticos.Assim, em 1886,Portugal  a conhecer as suas pretensões coloniais sob a forma do "Mapa cor-de-rosa"; tratava-se de um projeto de ligação da costa angolana à costa moçambicana. O governo português  início a várias tentativas de ocupação efetiva, numa disputa colonial com a Inglaterra, nomeadamente com o plano de Cecil Rhodes, que pretendia ligar o Cabo ao Cairo, sempre por solo britânico.A uma dessas tentativas a Inglaterra responde com Ultimato. A notícia do mesmo e o posterior acatamento por parte das autoridades portuguesas provocariam em todo o reino uma gigantesca onda de indignação popular. Este sentimento é habilmente explorado pelas hostes republicanas; prova disso é a tentativa de derrube da monarquia e instauração da república um ano depois, no Porto, na revolta de 31 de janeiro de 1891Em termos estritamente coloniais, o ultimato não teve consequências muito negativas, pois, se é um facto que Portugal foi obrigado a desistir do "Mapa cor-de rosa", não é menos verdade que o tratado assinado em 1891 confere a Portugal a soberania sobre extensos territórios, alguns dos quais até então nunca haviam sido reivindicados.



Fontes: Ultimato inglês. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. 
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