31/10/15

O Terramoto de 1775 em Lisboa



Já imaginou como era Lisboa antes do terramoto de 1755 e o que se perdeu nesta catástrofe?
"Para lá de se terem perdido tesouros culturais incalculáveis (bibliotecas, livrarias, arquivos, recheio de palácios, etc.), ruíram igrejas, hospitais, monumentos, quase uma cidade inteira, que precisou de ser refeita, renascendo das cinzas como a fénix. Impossível aqui fazer o inventário de tudo o que 1755 levou consigo. 
Antes de mais a Rua Nova, com todo o seu esplendor e movimento. E o Paço da Ribeira, que nunca mais voltou a ser reconstruído, guardando-lhe o Terreiro apenas a memória, memória forte havemos de convir, já que nunca vingou a designação de «Praça do Comércio» desejada por Pombal. 
Com o terramoto caiu também o magnífico edifício da ópera, inaugurado sete meses antes, e o Hospital de Todos-os-Santos, no Rossio, com os seus 25 arcos ogivais de pedraria e o templo de arquitectura manuelina. 
Debaixo dos arcos ficava a ermida da Senhora do Amparo (no local onde é hoje a rua do mesmo nome) e do lado oposto (na actual Rua da Betesga) a roda dos enjeitados. Tudo desapareceu sem deixar rasto. Quase totalmente destruído ficou o Paço dos Estaos, onde funcionava a Inquisição (e que é hoje o Teatro Nacional), e o Convento de S. Domingos, também no Rossio. 
Em ruínas ficou o Convento do Carmo, o de S. Francisco, o de Santa Clara, o da Trindade, o da Boa-Hora e tantos outros. O incêndio levou nas chamas a Casa dos Vinte e Quatro, no Rossio, a Alfândega do Tabaco, as cadeias do Tronco e do Aljube, e um rol de igrejas impossível de nomear mas que se estima em mais de cem. No Bairro Alto, nenhuma rua foi poupada. Embora nunca se tenha podido fazer estatísticas rigorosas, o terramoto deve ter feito mais de 10 000 mortes numa população de cerca de 250 000 habitantes"
Alice Vieira, Esta Lisboa, 1993
Gravuras Arquivo Municipal de Lisboa

In:O terramoto de lisboa em 1775 - facebook.com 

28/10/15

Tarrafal


No dia 29 de Outubro de 1936, chegaram à Colónia Penal do Tarrafal, criada por Salazar alguns meses antes, os primeiros 153 deportados. Mais exactamente, desembarcaram no local onde eles próprios foram obrigados a construir o campo de concentração que os encarceraria. Durante a existência deste «Campo da Morte Lenta», por lá ficaram 32 vidas, 32 pessoas cujos corpos só foram transladados para Lisboa em 1978.

Encerrado em 1954, devido a pressões internas e internacionais, o Campo foi reaberto na década de 60 (e permaneceu ativo até ao 25 de Abril), com o nome de «Colónia Penal de Chão Bom», para albergar os lutadores pela independência de Angola, Guiné e Cabo Verde.



1978 – transladação e cortejo para o cemitério do Alto de S. João, em Lisboa:


25/10/15

25 de Outubro de 1495: Morre em Alvor, D.João II, "O Príncipe Perfeito"

D. João II de Portugal nasceu em Lisboa a  3 de Maio de 1455 e faleceu a  25 de Outubro de 1495. Foi cognominado O Príncipe Perfeito pela forma como exerceu o poder. Filho do rei Afonso V de Portugal, acompanhou o seu pai nas campanhas em África e foi armado cavaleiro na tomada de Arzila. Enquanto Afonso V enfrentava os castelhanos, o príncipe assumiu a direcção da expansão marítima portuguesa iniciada pelo seu tio-avô Infante D. Henrique.
Desde 1474 que dirigia a política atlântica, devendo-se à sua visão de governante, apesar de não ter ainda vinte anos, a instituição do mare clausum, princípio que estabelecia que o domínio dos mares estava ligado ao seu descobrimento. Na linha dessa política surge o tratado de Toledo de 1480, em que D. João II aceitando a partilha das terras do Atlântico pelo paralelo das Canárias, afasta a concorrência da Espanha em África e protege a mais tarde chamada rota do Cabo. Durante o seu reinado toda a costa ocidental da África foi navegada, dobrou-se o Cabo da Boa Esperança e preparou-se por terra com as viagens de Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva, a viagem de Vasco da Gama à índia, a que o monarca já não assistiria. Em 1494, assina-se o tratado de Tordesilhas, dividindo-se a terra em duas zonas de influência, a atribuir a Portugal e à Espanha. Dentro da zona de influência portuguesa ficava o Brasil, o que permite supor que o monarca tinha conhecimento da existência dessas terras. 
No plano interno, a acção de João II orientou-se no sentido da centralização e fortalecimento do poder real, tendo reprimido duramente as conjuras dos nobres e abatido o poder das grandes casas do reino. De 1481 a 1485, são mortos ou presos D. Fernando, duque de Bragança, D. Diogo, duque de Viseu, D. Gutierres Coutinho, D. Pedro de Ataíde, Isaac Abravanel, D. Afonso, conde de Faro, D. Fernão da Silveira, Diogo Lourenço, Afonso Vaz, D. Álvaro, filho do duque de Bragança, Aires Pinto, bacharel João Afonso e José Abravanel. Tinha em grande conta a opinião dos povos, mas o seu conceito da autoridade real leva-o a só reunir cortes quatro vezes, durante o seu reinado. Quanto às relações externas, a sua actividade foi no sentido de criar laços de concórdia com os vários reinos, talvez com o intuito de se libertar de problemas que pusessem em dificuldades a política de expansão ultramarina. Alimentou o sonho de uma futura «monarquia ibérica», tendo conseguido contratar o casamento de seu filho D. Afonso com a primogénita dos Reis Católicos. A morte do infante veio, no entanto, deitar por terra estes planos. Manteve uma actividade diplomática intensa com vários países europeus, sendo de destacar a embaixada de Vasco de Lucena, enviada a Roma em 1485. 
A última fase do reinado de D. João II está marcada pelo problema da sucessão do trono. Com a morte do infante D. Afonso, procura o rei habilitar ao trono o bastardo D. Jorge. No seu testamento, todavia, nomeia seu sucessor D. Manuel, irmão da rainha. Morre no Algarve em 1495, aceitando alguns historiadores a hipótese de ter sido envenenado. O rei encontrava-se em Alvor, em casa de D. Álvaro de Ataíde, quando faleceu. Desenganado pelos médicos, sobre as suas hipóteses de salvação, organizou o próprio cenário da sua morte, ordenou a sua extrema-unção, e faleceu no dia 25 de Outubro de 1495, apenas com 40 anos, não sem antes pedir aos que o rodeavam que não o agoniassem com os seus prantos.

24/10/15

Hora de Inverno

O horário de inverno começa neste dia 

Os relógios devem ser retrocedidos em uma hora das 00:00 para as 23:00 horas. 
Mais uma hora de sono!

Na noite de Sábado 24 Outubro 2015  para Domingo 25 Outubro 2015





13/10/15

13 de outubro - Dia Mundial do Escritor.



"Toda a obra literária leva uma pessoa dentro, que é o autor. 
O autor é um pequeno mundo entre outros pequenos mundos"
José Saramago

12/10/15

Facebook


Um amigo mostrou-me o “Facebook” e eu achei o máximo.
O meu problema é não ter computador, mas achei tão fantástico que decidi mesmo assim encontrar amigos novos, aplicando os mesmos princípios.
Então, saio todos os dias à rua e pergunto às pessoas que encontro se querem ser minhas amigas, conto-lhes a minha vida toda, digo-lhes quando é o meu aniversário, onde moro, o que faço, as empresas onde já trabalhei, mostro-lhes montes de fotos minhas e de outros amigos meus, do meu cão, da minha mulher, dos meus filhos, da minha sogra, minhas a jogar à bola em cuecas, escuto com muita atenção aquilo que me vão dizendo e respondo sempre “I like” 

E sabem que funciona mesmo bem?
Já arranjei 4 seguidores: dois polícias, um psiquiatra e um cão.

Autor desconhecido

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